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Natal (Rio Grande do Norte) | QuickiWiki

Natal (Rio Grande do Norte)

  PO

Overview

Município do Natal
"Cidade do Sol"[1]
"Noiva do Sol"[2]
"Capital Espacial do Brasil"[3] "

Da esquerda para direita, de cima para baixo: Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, Ponte Newton Navarro, Morro do Careca, Pórtico dos Reis Magos, Fortaleza dos Reis Magos, Rua Chile, e Praia de Ponta Negra durante a noite.
Bandeira do Natal
Brasão do Natal
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 25 de dezembro
Fundação 25 de dezembro de 1599 (414 anos)
Gentílico natalense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Apresentação
Prefeito(a) Carlos Eduardo Alves (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização do Natal
Localização do Natal no Rio Grande do Norte
Natal está localizado em: Brasil
Natal
Localização do Natal no Brasil
05° 47' 42" S 35° 12' 32" O05° 47' 42" S 35° 12' 32" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[4]
Microrregião Natal IBGE/2008[4]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Norte: Extremoz;
Sul: Parnamirim;
Leste: Oceano Atlântico;
Oeste: Macaíba e São Gonçalo do Amarante.
Distância até a capital 2 227 km[5]
Características geográficas
Área 167,273 km² (RN: 104º)[6]
População 853 929 hab. (RN: 1°) –  IBGE/2013[7]
Densidade 5 105 hab./km²
Altitude 30 m [8]
Clima Tropical úmido As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,763 (RN: 2°) – alto PNUD/2010[9]
PIB R$ 12 266 519 mil (BR: 45º) – IBGE/2011[10]
PIB per capita R$ 15 129,28 IBGE/2011[10]
Página oficial
Prefeitura www.natal.rn.gov.br
Câmara www.cmnat.rn.gov.br


Da esquerda para direita, de cima para baixo: Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, Ponte Newton Navarro, Morro do Careca, Pórtico dos Reis Magos, Fortaleza dos Reis Magos, Rua Chile, e Praia de Ponta Negra durante a noite. - Natal (Rio Grande do Norte)
Da esquerda para direita, de cima para baixo: Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, Ponte Newton Navarro, Morro do Careca, Pórtico dos Reis Magos, Fortaleza dos Reis Magos, Rua Chile, e Praia de Ponta Negra durante a noite.

Natal é um município brasileiro, capital do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país. Pertence à Mesorregião do Leste Potiguar e à Microrregião de Natal. Com uma área de 167,263 km², é a segunda capital brasileira com a menor área territorial (maior apenas que Vitória, capital do Espírito Santo), fazendo desta a sexta maior capital do país em densidade populacional, distando 2 227 quilômetros de Brasília, a capital federal.

Fundada em 1599, às margens do Rio Potenji, a cidade é conhecida mundialmente[11] e conta com importantes monumentos, parques e museus e pontos turísticos, como o Teatro Alberto Maranhão e a Coluna Capitolina Del Pretti, no Centro Histórico, além de outras atrações como a Ponte Newton Navarro, o Museu Câmara Cascudo, o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, o Museu de Cultura Popular, o Parque das Dunas, a Catedral Metropolitana e praias como Ponta Negra e dos Artistas, e eventos de grande repercussão, como a Feira Internacional de Artesanato (FIART), o Carnatal, as festas juninas e as comemorações natalinas. É também conhecida como a "Capital Espacial do Brasil", devido às operações da primeira base de foguetes da América do Sul, o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, hoje localizada no município limítrofe de Parnamirim.

Historicamente, a cidade teve grande importância durante a Segunda Guerra Mundial em 1942 durante a Operação Tocha, já que os aviões da base aliada americana se abasteciam com combustível no lugar que hoje é o Aeroporto Internacional Augusto Severo, sendo classificada como "um dos quatro pontos mais estratégicos do mundo". A capital potiguar foi também uma das doze sedes da Copa do Mundo de 2014.

De acordo com a estimativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013, sua população é de 853 929 habitantes, sendo o décimo nono município mais populoso do país. Sua região metropolitana, formada por outros nove municípios do Rio Grande do Norte, possui uma população de quase 1,5 milhões de habitantes, formando a quarta maior aglomeração urbana do Nordeste, a décima sexta maior do Brasil e a 388ª maior do mundo.[12]

Etimologia

Fundada em um dia de Natal, em 25 de dezembro de 1599, o nome do município tem origem no latim natale[13] (algo como "local de nascimento")[14] e, segundo escritores, tem ligação direta com a data de fundação da cidade. Há duas teses sobre a fundação da cidade: a primeira diz que o sítio primitivo da cidade foi demarcado por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599, e a outra é que um capitão chamado Manuel Mascarenhas chegou ao local com a missão de construir um forte e uma cidade para assim fortalecer a posição de Portugal e afastar qualquer possibilidade de invasão.[15]

Deve ser ressaltado que em alguns sites e documentos oficiais, bem como no artigo 11 da Constituição do Estado do Rio Grande do Norte, a cidade é referida com o artigo masculino: "A cidade do Natal é a Capital do Estado".[16]

História

Até o ano 1000, aproximadamente, a região do atual município de Natal era habitada por povos indígenas tapuias. Nessa época, a região foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia, os quais expulsaram os tapuias para o interior do continente. No século XVI, a região era habitada por um desses povos tupis, os potiguaras.[17]

O Forte dos Reis Magos, por Gillis Peeters. - Natal (Rio Grande do Norte)
O Forte dos Reis Magos, por Gillis Peeters.

A história da Capitania do Rio Grande do Norte teve início a partir de 1535, com a chegada de uma frota comandada por Aires da Cunha, a serviço do donatário João de Barros e do Rei de Portugal. O objetivo era colonizar as terras da região, tarefa esta dificultada pela forte resistência dos indígenas potiguaras e dos piratas franceses que traficavam pau-brasil. Estava iniciada a trajetória histórica da área situada na esquina da América do Sul.[19]

Mais tarde, em 25 de dezembro de 1597, uma nova esquadra comandada por Manuel Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque entrava na barra do Rio Potengi. A primeira providência adotada pelos expedicionários foi tomar precauções contra os ataques indígenas e dos corsários franceses. Doze dias depois da chegada, no dia 6 de janeiro de 1598, começaram a construção de um forte sobre os arrecifes situados nas redondezas da chamada Boca da Barra. A edificação foi chamada de Fortaleza da Barra do Rio Grande e foi concluída no dia 24 de junho do mesmo ano. Nas circunvizinhanças, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de "Cidade dos Reis". Tempos depois, o povoado mudou de nome, passando a se chamar "Cidade do Natal".[19]

Após a expulsão dos franceses e a construção de uma fortaleza, ainda restava fundar uma cidade. Devido à destruição de documentos por holandeses, a história de fundação da capital potiguar foi perdida. Há uma luta entre historiadores potiguares para reconstituir esse acontecimento, porém ela tem gerado controvérsias no que se refere aos tempos.[20] Por isso, não se sabe ao certo quem fundou Natal. Uma das versões afirma que ela foi fundada após Manuel Mascarenhas Homem ter designado Jerônimo de Albuquerque como comandante da fortaleza, que depois seguiria à Bahia para prestar contas da missão desempenhada. Avanços de pesquisas já comprovaram que Mascarenhas não designou Jerônimo para poder exercer a função de capitão-mor do Rio Grande e que ele não se encontrava presente na data da fundação da cidade, não podendo, portanto, ser considerado como fundador de Natal.[21] Porém, sabe-se que a data de fundação da cidade é 25 de dezembro de 1599. Outra hipótese ainda afirma que Natal foi fundada por João Rodrigues Colaço, e depois da fundação teria sido celebrada uma missa no local que corresponde à atual Praça André de Albuquerque.[18]

Com a presença neerlandesa da Companhia das Índias Ocidentais na região, a vida da cidade começou a evoluir. A fortaleza, que antes era de taipa, passou a ser de alvenaria e a se chamar Forte de Kenlen. Natal, então, virou Nova Amsterdã, durante o período da invasão holandesa, compreendida entre 1633 e 1654.[19]

Seu crescimento foi acentuadamente lento nos primeiros séculos de sua existência. Segundo o historiador Câmara Cascudo, Natal tinha apenas 6 393 habitantes no final de 1805, passando para mais de dezesseis mil pessoas no final do século XIX. Somente a partir de 1922 a cidade começou a se desenvolver em ritmo mais acelerado.[19] Além do crescimento, a cidade também começou a ter destaque na história da aviação: hidroaviões começaram a aterrissar sobre as águas do Rio Potenji. Mais tarde, foi a vez dos aviões, que pousavam em um campo de terra firme. A primeira esquadrilha a chegar em Natal e aterrissar sobre o rio Potenji foi a do exército dos Estados Unidos, em 1927, comandada pelo major Herbert Dangue.[22]

Natal no início do século XX (1903) - Natal (Rio Grande do Norte)
Natal no início do século XX (1903)

No dia de Ano-Novo, em 1931, o navio italiano "Lazeroto Malocello", comandado pelo capitão de fragata Carlo Alberto Coraggio, chegou a Natal, trazendo a Coluna Capitolina, doada pelo chefe do governo da Itália, o fascista Benito Mussolini, com o objetivo de comemorar o "raid" Roma-Natal, realizado pelos aviadores Del Prete e Ferrarin. Essa peça foi encontrada nas ruínas da Roma Antiga. Cinco dias mais tarde, no dia dos Reis Magos (6 de janeiro), a capital norte-riograndense foi visitada pela esquadrilha da Força Aérea italiana.[23]

Em 1935, a cidade foi alvo de rebelião e violência com a Intentona Comunista, liderada principalmente por comunistas. Essa rebelião foi gerada principalmente por setores da população descontentes com a atuação de Mário Câmara, governador do Rio Grande do Norte na época. Ela teve início no período noturno de 23 de novembro de 1935, quando, no atual Teatro Alberto Maranhão (antigo Teatro Carlos Gomes), ocorria a colação de grau de Colégio Marista. Dois dias depois, a cidade foi dominada por rebeldes, responsáveis pela organização de um Comitê Popular Revolucionário instalado na Vila Cinanto, a residência oficial do governador do estado na época. Durante esse movimento revolucionário, a população da natalense passou por grandes dificuldades. Várias pessoas foram assassinadas e algumas das agências bancárias, armazéns e lojas foram saqueadas pelos rebeldes. Enquanto isso, nas cidades de Recife (capital de Pernambuco) e Rio de Janeiro (capital federal da época), o movimento saiu obter sucesso, provocando o abandono de Natal pelos rebeldes, que deslocaram rumo à região do Seridó.[24]

Natal é uma das cidades brasileiras mais próximas do continente europeu e do norte da África, fator decisivo para que, desde a Segunda Guerra Mundial, a cidade passasse a ser destaque na história da aviação. - Natal (Rio Grande do Norte)
Natal é uma das cidades brasileiras mais próximas do continente europeu e do norte da África, fator decisivo para que, desde a Segunda Guerra Mundial, a cidade passasse a ser destaque na história da aviação.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a cidade continou seu ritmo de crescimento e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados (particularmente norte-americanos), consumando-se o seu progresso com a construção das bases aérea e naval, local de onde as tropas partiam para o patrulhamento e para a batalha na defesa do Atlântico Sul, e na realização das campanhas militares no norte da África.[25] Em 1942, durante a Operação Tocha, vários aviões de países aliados se abasteceram em Natal, no lugar em que hoje é o Aeroporto Internacional Augusto Severo. Ao mesmo tempo o Departamento de Guerra dos Estados Unidos classificou a cidade como "um dos quatro pontos mais estratégicos do mundo", juntamente com o Canal de Suez (Egito), o Estreito de Bósforo (Turquia) e o Estreito de Gibraltar (entre a África e a Europa).[26] Em 28 de janeiro de 1943, foi a vez de Natal ser a sede de uma conferência, que contou com a participação de Getúlio Vargas (presidente do Brasil) e Franklin Delano Roosevelt (presidente dos Estados Unidos). Nessa mesma data, houve um acordo sobre a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, iniciou-se a construção de uma base aérea estadunidense, que mais tarde viria a receber o nome de "Trampolim da Vitória". Atualmente, esta base está localizada em Parnamirim. A partir daí, norte-americanos começaram a ocupar o território, culminando com a mudança de hábitos do município, fazendo, também, com que a população cidade de Natal crescesse e se multiplicasse, e a cidade perdesse todos os seus hábitos de "cidade provinciana". Uma maior relação entre natalenses e militares estadunidenses foi estabelecida, com a realização de inúmeros bailes, tendo como consequência uma espécie de "entrada" de vários ritmos vindos do exterior.[23] [23] [27] [28]

Depois disso, a cidade não parou de crescer e, no ano 1999, aniversário de quatrocentos anos da cidade, Natal detinha já um número de 700 000 habitantes. Atualmente, é uma cidade moderna, que apresenta os melhores índices socioeconômicos do Nordeste, uma das menores desigualdades sociais do país e uma economia moderna e dinâmica. Atravessada pelo Rio Potenji, que separa a zona norte das demais zonas da cidade, Natal realçou sua beleza e se tornou cada vez mais moderna e diferente das demais capitais da região Nordeste, com as suas avenidas e ruas largas, especialmente nos bairros de Tirol e Petrópolis.[25]

Geografia

Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, está localizado na mesorregião do Leste Potiguar e microrregião homônima, a uma altitude média de trinta metros acima do nível do mar,[8] distante 2 227 quilômetros (km) de Brasília, a capital federal (1 779 km em linha reta).[5] A área total do município é de 167,273 km².[6] Limita-se com os municípios de Extremoz ao norte, Parnamirim ao sul e Macaíba e São Gonçalo do Amarante a oeste, além do Oceano Atlântico a leste.[29]

Dunas na praia de Ponta Negra, com o Morro do Careca ao fundo. - Natal (Rio Grande do Norte)
Dunas na praia de Ponta Negra, com o Morro do Careca ao fundo.

O relevo do município, com altitudes inferiores a cem metros, é constituído pela planície costeira, que abrange uma série de terrenos planos formados por dunas, que alteram seus formatos, e cujas praias são uma transição entre o mar e os tabuleiros costeiros. Natal situa-se em uma área de abrangência terrenos formados por sedimentos do Grupo Barreiras, oriundos da Idade Terciária, com a predominância variada de arenitos. Geomorfologicamente predominam os tabuleiros, formado por uma cobertura espessa de dois metros de areia, nas cores castanha ou vermelha, e borda coberta pelas dunas, que se estende por vinte quilômetros de comprimento, chegando em alguns pontos a atingir noventa metros de altura. Apenas no Parque das Dunas, elas são mais fixas e cobertas por vegetação nativa. O solo predominante é a areia quartzosa distróficas, com textura formada por areia, baixo nível de fertilidade e excessiva drenagem.[8] [29]

Natal possui seu território localizado dentro de um conjunto de quatro bacias hidrográficas, sendo a Bacia Hidrográfica do Rio Potenji (que cobre 31,19% da área do município), faixa litorânea oriental de escoamento difuso (30,9%), bacia hidrográfica do Rio Doce (23,43%) e bacia do rio Pirangi (15,3%).[8] Dois importantes rios de Natal são o Potenji, que nasce no agreste do Rio Grande do Norte, e percorre 176 quilômetros, desembocando no Oceano Atlântico;[30] Jundiaí, afluente do Rio Potenji.[31] Também se destaca o rio Pitimbu, que nasce no município de Macaíba, corta o bairro natalense de Pitimbu, na Zona Sul, e deságua na Lagoa do Jiqui, no município de Parnamirim.[32] Outros rios que cortam a cidade são o Guariju e o Jaguaribe.[8]

Vista do Rio Potenji, que faz a demarcação entre a Zona Norte de Natal e o restante da cidade. - Natal (Rio Grande do Norte)
Vista do Rio Potenji, que faz a demarcação entre a Zona Norte de Natal e o restante da cidade.

Clima

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Natal por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 115,6 mm 24/01/2011 Julho 253,2 mm 30/07/1998
Fevereiro 116,2 mm 28/02/1963 Agosto 171,9 mm 08/08/2008
Março 104,4 mm 07/03/2004 Setembro 125,6 mm 04/09/2013
Abril 128,9 mm 30/04/2006 Outubro 47,3 mm 25/10/1996
Maio 168,5 mm 05/05/1988 Novembro 51,9 mm 30/11/2002
Junho 210,4 mm 09/06/2008 Dezembro 55,8 mm 18/12/1963
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 1961-1970, 1983-1984 e 1986-2013.[33]

O clima de Natal é o tropical chuvoso quente com verão seco, com temperatura média de 26 °C, podendo chegar a 30 °C no verão. No inverno essa média cai para 24 °C.[34] A umidade relativa do ar é de 77 %[35] e o tempo médio de insolação de aproximadamente 3 000 horas por ano.[36] O principal período chuvoso ocorre entre abril e julho,[37] com precipitação média em torno dos 1 500 milímetros anuais. Os meses com maior média de pluviosidade são abril (265 mm) e maio (240 mm), e os menores são outubro (17 mm) e novembro (15 mm).[38]

O município recebe ventos constantes, vindos do mar. Apesar disso, há um intenso calor provocado pela ação do Sol. Natal possui o título de Cidade do Sol, pelo fato de estar localizada próxima à Linha do Equador e de, em alguns dias do ano, o tempo ensolarado chegar a até quinze horas diárias. Segundo estudo feito pela NASA, o ar natalense é o mais puro de todo o continente americano.[39]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1961 a 1970, 1983 a 1984 e a partir de 1986, a menor temperatura registrada em Natal foi de 10,6 °C em 9 de outubro de 1967,[40] e a maior atingiu 34 °C em 25 de dezembro de 2006.[41] O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 253,2 milímetros em 30 de julho de 1998. Outros grandes acumulados foram 216,8 milímetros em 2 de julho de 2008, 210,4 milímetros em 9 de junho de 2008, 184,4 milímetros em 27 de junho de 2000, 171,9 milímetros em 8 de agosto de 2008, 168,4 milímetros em 5 de maio de 1988, 167,7 milímetros em 18 de junho de 1986, 163,5 milímetros em 16 de maio de 2005, 153,1 milímetros em 17 de junho de 2001 e 152,4 milímetros em 15 de julho de 2004.[33] O maior volume de chuva registrado em um mês foi de 791,8 milímetros em julho de 1998.[42]

Dados climatológicos para Natal
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 33,4 33,2 33,8 33 32,4 32,2 30,8 31,2 30,8 32 32,1 34 34
Temperatura máxima média (°C) 30,2 30,5 30,3 29,8 29,1 28,2 27,7 27,9 28,6 29,5 29,7 30,2 29,3
Temperatura média (°C) 27 27,2 27 26,6 26 24,9 24,3 24,3 25,1 26 26,4 26,7 26
Temperatura mínima média (°C) 24 23,8 23,3 22,8 22,3 21,5 20,8 20,7 21,7 22,7 23,1 23,6 22,5
Temperatura mínima registrada (°C) 18,4 19 18,2 18 18 17 16,4 14,6 16,6 10,6 17,9 18,4 10,6
Chuva (mm) 54,9 87,3 195,8 264,7 239,6 202,2 196,9 112,6 59,1 17,1 14,7 20,8 1 465,4
Dias com chuva (≥ 1 mm) 6 9 16 14 16 16 17 13 8 4 4 5 126
Umidade relativa (%) 74,8 75,1 77,3 79,9 80,1 81,3 80,5 78 75,5 74,4 75,4 74,8 77,3
Horas de sol 276,9 235,1 225,9 194,8 216,1 204,3 217 247,1 256,8 299,9 300,3 294,2 2 968,4
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas: período de 1961 a 1990;[34] [43] [44] [38] [45] [36] [35] recordes de temperatura: 1961-1970, 1983-1984 e 1986-2013).[41] [40]

Meio ambiente

Flora do Parque das Dunas, reserva de Mata Atlântica e o segundo maior parque urbano do Brasil, superado apenas pela Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.[46] - Natal (Rio Grande do Norte)
Flora do Parque das Dunas, reserva de Mata Atlântica e o segundo maior parque urbano do Brasil, superado apenas pela Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.[46]

A cobertura vegetal do município é formada pela floresta subperenifólia, que está situada nas áreas em que solo é coberto por húmus, abrigando espécies de plantas com muitas folhas largas e troncos delgados. Há ainda os manguezais, típicos de solos inundados pelas marés, e os tabuleiros litorâneos, nas áreas modificadas pela ação humana. Natal também abriga uma das poucas remanescentes de Mata Atlântica preservadas no Rio Grande do Norte, o Parque Estadual das Dunas, a primeira unidade de conservação do estado com 1 172 hectares de área, instituída pelo decreto estadual nº 7 297, de 22 de novembro de 1977, e o segundo maior parque urbano do Brasil, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Ambiental da Humanidade desde 1993.[46] [47] [48]

Na fauna de Natal, destacam-se a presença de espécies como a o anu-preto (Crotophaga ani), aranha-de-teia-em-funil (Atrax robustus), (Dinoponera quadriceps), a aratinga (Aratinga cactorum), o bico-chato-amarelo (Tolmomyias flaviventris), o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), a caranguejeira-de-bromélia (Pachistopelma rufonigrum), o chorozinho-de-papo-preto (Herpsilochmus pectoralis), a cobra-coral verdadeira (Micrurus ibiboboca), a cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena heathi), a cobra-de-duas-cabeças grande (Amphisbaena alba), a cobra verde (Leptophis ahaetulla), a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), quatro espécies de cupim (cujos nomes científicos são: Amitermes amifer, Heterotermes longiceps, Diversitermes sp. e Microcerotermes exiguus), o escorpião-de-bromélia (Tityus neglectus), o fungo-em-forma-de-flor (Aseroë floriformis), o fungo estrela-da-terra (Geastrum saccatum), a iguana ou camaleão (Iguana iguana), o lagartinho-de-folhiço (Coleodactylus natalensis), o lagarto-de-cauda-azul (Micrablepharus maximiliani), o lagarto-de-folhiço (Dryadosaura nordestina), a orelha-de-pau (Pycnoporus sanguineus), o pitiguari (Cyclarhis gujanensis), o rapazinho-dos-velhos (Nystalus maculatus), o sagui (Callithrix jacchus), o sapo-cururu (Rhinella jimi) e a tocandira (Dinoponera quadriceps).[49]

Já na flora estão a angélica (Guettarda angelica), a bromélia (Hohenbergia ramageana), o cajueiro (Anacardium occidentale), o capim (Gouinia virgata), a coroa-de-frade (Melocactus bahiensis), a erva-de-Santa-Luzia (Commelina erecta), o feijão-bravo (Centrosema brasilianum), o ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa), a jurubeba (Solanum paniculatum), a lundia (Lundia cf. cordata), a mangabeira (Hancornia speciosa), o maracujá-bravo (Passiflora cincinnata), a marizeira (Calliandra spinosa), a orquídea catleia (Cattleya granulosa), a orquídea laranjinha (Epidendrum cinnabarinum), a orquídea baunilha (Vanilla bahiana), o pau-brasil (Caesalpinia echinata) e a salsa (Ipomoea sp.).[49]

Demografia

A população do município de Natal, no censo demográfico de 2010, era de 803 739 habitantes, sendo o sétimo município mais populoso do Nordeste e o vigésimo do Brasil, concentrando 25,4% da população estadual.[50] Da população total, 425 792 eram do sexo feminino (52,98%) e 277 947 do sexo masculino (47,02%), o que resulta em razão sexual de 88,76, a menor entre os municípios do Rio Grande do Norte.[51] [52] Todos os seus habitantes viviam na zona urbana, não possuindo, portanto, população rural.[51] Em relação à faixa etária, 176 182 possuíam menos de quinze anos (21,92%), 571 116 entre 15 e 64 anos (71,06%) e 56 441 acima dos 65 anos (7,02%).[53] A densidade populacional era 4 808,20 habitantes por quilômetro quadrado (hab./km²), a sexta maior dentre as capitais brasileiras.[54] Sua região metropolitana, formada por Natal e mais nove municípios do Rio Grande do Norte, possuía 1 351 004 habitantes, formando a quarta maior aglomeração urbana do Nordeste e a 15ª do país.[55] Para 2013, a estimativa populacional é de 853 929 habitantes.[7]

Evolução demográfica do município de Natal (1872-2010)[50]


Pobreza e desigualdade

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003 a incidência de pobreza era de 40,86%, sendo que o índice subjetivo era de 39,94%.[56] Entre 2000 e 2010, o percentual da população que vivia com renda domiciliar per capita inferior 140 reais caiu de 24,7%, percentual que reduziu para 11,8%, apresentando uma redução de 52,8%. Em 2010, 88,2% da população vivia acima da linha de pobreza, 7,57% entre as linhas de indigência e pobreza e 4,23% abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, o valor do índice de Gini era de 0,61 e os 20% mais ricos contribuíam com 66,17% da renda municipal, valor 24,33 vezes maior do que a participação dos 20% mais pobres, que era de 2,72%. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município era de 0,763, considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo o segundo maior do Rio Grande do Norte, atrás somente de Parnamirim, e o 320º do Brasil.[53] [57]

Segundo a prefeitura, existem registros de loteamentos irregulares, favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados, sendo que em 2010 81 442 habitantes (10,13% da população) viviam nelas.[58] Muitos destes são pessoas que vieram de outras cidades ou mesmo estados à procura de melhores oportunidades de vida em Natal, porém não conseguiram emprego e acabaram em afixar-se em aglomerados subnormais. Estima-se que haja cerca de setenta, que estão concentradas principalmente na Zona Oeste da cidade, entre os conjuntos habitacionais da zona Norte, entre loteamentos clandestinos e ainda às margens da entrada da cidade.[59] Para reverter a situação houve a tentativa de remoção de moradores de favelas para novas casas ou mesmo conceder o auxílios a algumas famílias. Outros projetos incluem a construção de conjuntos habitacionais em espaços vazios da cidade, conforme diretrizes do Plano Diretor de Natal.[59] [60]

Contraste social em Natal: orla com os edifícios do bairro nobre Areia Preta à beira-mar. Por trás dos edifícios, é possível perceber as residências do bairro carente Mãe Luíza, na zona leste.[61] - Natal (Rio Grande do Norte)
Contraste social em Natal: orla com os edifícios do bairro nobre Areia Preta à beira-mar. Por trás dos edifícios, é possível perceber as residências do bairro carente Mãe Luíza, na zona leste.[61]

Religião

No censo de 2010, 541 472 natalenses eram católicos apostólicos romanos (67,36%), 167 688 evangélicos, 14 396 espíritas (1,79%), 3 694 testemunhas de Jeová (0,46%), 2 086 mórmons (0,26%), 1 050 católicos apostólicos brasileiros (0,13%), 570 religiosos afro-brasileiros (0,07%), 490 católicos ortodoxos (0,06%), 498 budistas (0,06%), 400 novos religiosos orientais, 341 espiritualistas (0,04%), 266 judaístas (0,03%), 129 esotéricos 41 islâmicos (0,01%), 23 hinduístas (0,00%). Outros 63 399 não tinham religião (7,89%), entre eles 2 359 ateus e 810 agnósticos (0,1%); 4 060 pertenciam a outras religiosidades cristãs (0,51%); 2 213 tinham religião indeterminada (0,28%); 845 não souberam (0,11%); 58 a tradições indígenas (0,01%); dezoito a outras religiões orientais (0,00%).[62]

Catedral Metropolitana de Natal, sede arquiepiscopal da Arquidiocese de Natal. - Natal (Rio Grande do Norte)
Catedral Metropolitana de Natal, sede arquiepiscopal da Arquidiocese de Natal.

A Igreja Católica inclui o território do município de Natal e mais 88 municípios na circunscrição eclesiástica da Arquidiocese de Natal, que tem como sufragâneas as dioceses de Caicó e Mossoró. Foi criada inicialmente como diocese, em 29 de dezembro de 1909, pela bula papal Apostolicam in Singulis do Papa Pio X, desmembrada da então Diocese da Paraíba, sendo elevada à atual categoria de arquidiocese em fevereiro de 1952, através da bula Arduum Onus do Papa Pio XII. A sé arquiepiscopal está na Catedral Metropolitana de Natal. Segundo estatísticas de abril de 2008, a Arquidiocese de Natal possui setenta paróquias, dez áreas pastorais, 125 padres diocesanos, 28 padres religiosos, 39 diáconos permanentes, sete diáconos provisórios, nove irmãos religiosos e 256 irmãs religiosas. Geograficamente, o território arquidiocesano possui mais de vinte e cinco mil quilômetros quadrados de área (quase metade do Rio Grande do Norte) e uma população total de mais de dois milhões de habitantes (o equivalente a 2/3 da população do estado), a maioria predominantemente católica.[63]

Natal também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Do total de evangélicos, 110 263 pertenciam às igrejas evangélicas de origem pentecostal (13,72%), 21 129 às de missão (2,63%) e 36 296 a evangélicas não determinadas (4,52%). Dentre as evangélicas pentecostais, 72 832 pertenciam à Assembleia de Deus (9,06%), 9 898 à Igreja Universal do Reino de Deus (1,23%), 2 453 à Igreja Deus é Amor (0,31%), 1 294 ao Evangelho Quadrangular, 954 à Congregação Cristã do Brasil (0,12%), 616 à O Brasil Para Cristo (0,08%), 478 à Igreja mar (0,06%), 379 à Casa da Bênção (0,05%), 358 à Comunidade Evangélica (0,04%), 24 à Igreja Nova Vida (0,00%) e 20 977 a outras igrejas pentecostais (2,61%). Entre as de missão, 11 372 eram batistas (1,41%), 4 867 adventistas (0,61%), 3 291 presbiterianos (0,41%), 368 luteranos (0,05%), 124 congregacionais (0,02%). Havia também 311 messiânicos (0,04%), entre os novos religiosos orientais, além de 311 umbandistas (0,04%) e 188 candomblecistas (0,02%), dentre as religiões afro-brasileiras.[62]

Etnias e migração

Ponte de Igapó, um dos acessos a Zona Norte de Natal, reduto emergente da cidade. Uma pesquisa realizada em 2011 por um shopping local revela que 53,2% do consumo comercial da região é patrocinado pela classe C, e 15,4% é oriundo da classe B.[64] - Natal (Rio Grande do Norte)
Ponte de Igapó, um dos acessos a Zona Norte de Natal, reduto emergente da cidade. Uma pesquisa realizada em 2011 por um shopping local revela que 53,2% do consumo comercial da região é patrocinado pela classe C, e 15,4% é oriundo da classe B.[64]

A população natalense é miscigenada, e descende principalmente de indígenas e portugueses.[65] Conforme um antigo estudo genético, datado de 1982, a ancestralidade encontrada foi 58% europeia, 25% africana e 17% indígena.[66] O desenvolvimento da capital e de sua região metropolitana provocou a atração pessoas de outras partes do estado ou mesmo do país, que vêm principalmente em busca de trabalho e melhores condições de vida.[67] [68] Grande parte dos novos habitantes vão para as áreas próximas à capital, o que fez com que surgisse uma conurbação entre Natal e municípios do entorno, como Parnamirim e São Gonçalo do Amarante.[68]

Conforme o censo demográfico de 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Natal é formada por 400 568 pardos (49,84%), 356 123 brancos (44,31%), 37 627 pretos (4,68%), 8 417 amarelos (1,05%) e 1 003 indígenas (0,12%).[69] Considerando-se a nacionalidade, 802 686 eram brasileiros (99,87%), dos quais 802 227 natos (99,81%) e 458 naturalizados (0,06%), além de 1 053 estrangeiros (0,13%).[70] Em relação à região de origem, 765 498 eram nascidos no Nordeste (95,24%), 24 708 no Sudeste (3,07%), 3 664 no Centro-Oeste (0,46%), 3 328 no Norte (0,41%) e 2 906 no Sul (0,36%), além de 2 154 sem especificação (0,27%).[71] 710 216 habitantes eram naturais do Rio Grande do Norte (88,36%) e, desse total, 496 190 nascidos no município (61,74%).[72] Entre os estados com mais migrantes em Natal estão a Paraíba, com 25 339 (3,15%), Pernambuco, com 13 867 (1,73%), Rio de Janeiro, com 12 290 (1,53%).[73] No mesmo ano, 2 551 pessoas emigraram de Natal em direção a outros países, sendo 4 810 para a Europa (70,95%), 471 para a América do Norte (18,46%), 120 para outros países da América do Sul (4,7%), 58 para a África (2,27%), 44 para a Ásia (1,72%), 29 para a Oceania (1,14%) e 14 para a América Central (0,55%), além de cinco sem declaração (0,2%).[74]

Política

Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal e do poder executivo. - Natal (Rio Grande do Norte)
Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal e do poder executivo.

O poder executivo do município é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal de 1988.[75] O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi Fabrício Gomes Pedroza, cujo mandato é desconhecido.[76] Ao todo, 42 pessoas já passaram pela prefeitura de Natal,[76] sendo o atual prefeito Carlos Eduardo Alves, do PDT. Ele foi eleito no segundo turno das eleições municipais de 2012, com 58,31% dos votos válidos (214 687 votos), contra 41,69% do adversário, Hermano Moraes, que obteve 153 322 votos. Antes do atual mandato, o atual prefeito já havia exercido o cargo outras duas vezes, entre 2002 e 2008.[77]

O poder legislativo é representado pela Câmara Municipal, formada, desde 2013, por 29 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos e está composta da seguinte forma: cinco cadeiras do Partido Progressista (PP), quatro do Partido Socialista Brasileiro (PSB), três do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), duas do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), duas do Partido Verde (PV), duas do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), duas do Partido dos Trabalhadores (PT), duas do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), uma do Partido Comunista do Brasil (PC do B), uma do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), uma do Partido Republicano Brasileiro (PRB), uma do Partido da República (PR), uma do Partido da Mobilização Nacional (PMN), uma do Democratas (DEM) e uma do Partido Social Democrata Cristão (PSDC).[78] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[79] O município de Natal se rege por lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990.[8] [79] É ainda sede de uma Comarca de terceira entrância.[80]

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Natal possuía, em abril de 2013, 528 978 eleitores, o que representa 22,446% do eleitorado do Rio Grande do Norte.[81]

Por ser a capital do estado do Rio Grande do Norte, Natal é sede do Centro Administrativo do Estado (sede do governo estadual) e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.[82]

Cidades irmãs e consulados

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, Natal possui as seguintes cidades-irmãs:

Também é considerada como parceira de Natal a cidade do Rio de Janeiro, com a qual há um convênio turístico.[88]

Natal abriga ainda consulados da Alemanha, do Chile, da Espanha, da França, da Itália, da Noruega, dos Países Baixos (Holanda) e de Portugal.[89]

Subdivisões

Mapa mostrando a divisão do município de Natal em bairros e zonas:
  Zona Norte (Natal).
  Zona Leste (Natal).
  Zona Sul (Natal).
  Zona Oeste (Natal).
  Parque das Dunas. - Natal (Rio Grande do Norte)
Mapa mostrando a divisão do município de Natal em bairros e zonas:

O município de Natal está dividido em quatro regiões administrativas ou zonas:

As quatro regiões administrativas se dividem em um total de 36 bairros.[93] No censo de 2010, o bairro mais populoso do município era Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte, com 79 959 habitantes, enquanto o menos populoso era Salinas, também na Zona Norte, com apenas 1 177 pessoas residentes.[95] Além das zonas, existe ainda uma área reservada ao Parque das Dunas, que que cobre uma área total de 1 172 hectares.[93]

Economia

Atividades econômicas de Natal em 2012.[96] - Natal (Rio Grande do Norte)
Atividades econômicas de Natal em 2012.[96]

O Produto Interno Bruto (PIB) de Natal é o maior do estado do Rio Grande do Norte.[97] De acordo com dados do IBGE, relativos a 2009, o PIB do município era de R$ 10 369 581 mil., concentrando, sozinha, cerca de 40% de todo o PIB estadual.[10] [98] 1 444 513 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[97] O PIB per capita é de R$ 12 862,25.[10] A principal fonte econômica está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas, como na educação e saúde. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com complexos industriais de grande porte.[97]

Por possui toda a sua população vivendo na zona urbana, o município possui pouca tradição no setor primário. Na pecuária, em 2010 havia um rebanho de 1 467 bovinos, produzindo 117 mil litros de leite, 295 suínos, 3 645 galos, frangos, frangas e pintos, 25 430 galinhas, com uma produção de 622 mil dúzias de ovos. No Censo Agropecuário de 2006 foram registrados 46 estabelecimentos agropecuários de produtores individuais, com uma área produtiva de 163 ha, 2 cooperativas (372 ha), apenas uma sociedade pessoal ou consórcio e cinco sociedades anônimas (64 ha).[97] No PIB municipal, o valor adicionado bruto da agropecuária em 2009 foi de 15 241 reais.[10]

Shopping Midway Mall, o maior do Rio Grande do Norte. - Natal (Rio Grande do Norte)
Shopping Midway Mall, o maior do Rio Grande do Norte.

A cidade de Natal é sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), organização fundada em 27 de fevereiro de 1953 e reconhecida apenas no ano seguinte, por meio de uma carta sindical.[99] A cidade se destaca pela produção industrial diversificada[100] e conta ainda com um distrito industrial, localizado na divisa de Natal com a vizinha São Gonçalo do Amarante.[101] A cidade concentra um polo de indústrias têxteis e de confecção, cujo setor já gerou mais de quarenta mil novos empregos.[102] Em 2009, essa prestação de serviços era a segunda maior geradora de fonte de riquezas para a cidade. 1 411 731 mil reais vinham deste setor.[97]

O setor terciário de Natal e região metropolitana, que inclui comércio e serviços, é bastante diversificado. A prestação de serviços rende 7 498 097 ao Produto Interno Bruto do município, sendo, portanto, a maior fonte geradora do PIB natalense, destacando-se na área comercial. A modernização do comércio em Natal começou sobretudo a partir da década de 1940, quando norte-americanos visitaram a cidade, durante a época da Segunda Guerra Mundial.[103] A cidade possui seis shoppings centers: o Shopping Cidade Jardim, localizado na Avenida Engenheiro Roberto Freire; o Midway Mall, o maior shopping do Rio Grande do Norte, localizado no bairro Tirol; o Natal Shopping Center, localizado no bairro da Candelária; o Praia Shopping, situado em Ponta Negra; o Norte Shopping, localizado na zona norte; e o Shopping Via Direta, localizado em Lagoa Nova[104] A grande quantidade de supermercados e de hipermercados instalados em Natal nos últimos anos fez com que a cidade passasse a ser chamada pelos empresários de "Paraíso dos supermercados".[98]

De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 22 166 unidades locais, sendo que 20 657 dessas empresas e estabelecimentos comerciais eram atuantes e havia um total de 594 025 trabalhadores, sendo 311 104 eram do tipo "pessoal ocupado total" e 282 921 do tipo "ocupado assalariado". Salários juntamente com outras remunerações somavam 5 165 331 reais e o salário médio mensal de todo município era de 3,1 salários mínimos.[97]

Infraestrutura

Saúde

A Maternidade Escola Januário Cicco, obra da arquitetura neoclássica pertencente à UFRN,[105] é a mais importante maternidade do estado. - Natal (Rio Grande do Norte)
A Maternidade Escola Januário Cicco, obra da arquitetura neoclássica pertencente à UFRN,[105] é a mais importante maternidade do estado.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Natal dispunha de um total de 423 estabelecimentos de saúde (2009), sendo 88 públicos e 335 privados. Neles, a cidade possuía 2 834 leitos para internação. A cidade também conta com atendimento ambulatorial com atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS).[97] O município é sede da VII URSAP, que reúne, além da capital, outros quatro municípios do estado do Rio Grande do Norte (Extremoz, Macaíba, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante).[106]

Em 2009 existiam 278 165 mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos). Natal contava em abril de 2010 com 420 anestesistas, 2 382 auxiliares de enfermagem, 373 cirurgiões gerais, 1 021 cirurgiões dentistas, 718 clínicos gerais, 929 enfermeiros, 624 farmacêuticos, 342 fisioterapeutas, 185 fonoaudiólogos, 498 gineco-obstetras, 6 051 médicos gerais, 101 médicos de família, 248 nutricionistas, 534 pediatras, 250 psicólogos, 94 psiquiatras, 262 radiologistas e 1 121 técnicos de enfermagem, totalizando 16 461 profissionais de saúde. Em 2008 foram registrados 12 374 nascidos vivos, sendo que 7,9% nasceram prematuros, 49,4% foram de partos cesáreos e 18,4% foram de mães entre 10 e 19 anos (1,1% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 15,5. No mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil era de 16,4 por mil nascidos vivos e a taxa de óbitos era de 5,0 por mil habitantes.[107]

Educação e ciência

Educação de Natal em números[97]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 18 608 1 031 264
Ensino fundamental 118 705 5 312 337
Ensino médio 43 784 1 994 104

Natal tem um sistema de ensino primário e secundário, público e privado, e uma variedade de profissionais de escolas técnicas. Com 337 estabelecimentos de ensino fundamental, 264 unidades pré-escolares, 104 escolas de nível médio e mais algumas instituições de nível superior, a rede de ensino da cidade é a mais extensa do estado. Ao total, são 206 273 matrículas e 8 337 docentes registrados.[97]

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,694 – patamar considerado médio, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)[9] – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico no mesmo ano foi de 8,3%, a segunda menor do Rio Grande do Norte, atrás apenas da vizinha Parnamirim (cuja taxa é de 8%). Considerando-se apenas a taxa de analfabetismo de pessoas entre quinze e 24 anos, o índice atinge apenas 2,7%, a sexta menor entre os municípios potiguares (maior apenas que São José do Seridó, Jardim do Seridó, Parnamirim, Santana do Seridó e Lucrécia).[108]

Câmpus da Universidade Potiguar, no bairro Capim Macio, zona sul. - Natal (Rio Grande do Norte)
Câmpus da Universidade Potiguar, no bairro Capim Macio, zona sul.

Tomando-se por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2007, Natal obteve a segunda colocação entre os municípios do estado do Rio Grande do Norte (3,7), superado novamente pela vizinha Parnamirim (4,0).[109] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2010, treze escolas da cidade figuraram entre as vinte melhores do estado, sendo eles o Centro de Educação Integrada (primeira colocada), o Colégio Ciências Aplicadas (2ª), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte - Campus Natal Central (4ª), o Colégio Salesiano São José (5ª), o Centro de Educação Integrada Mais (6ª), o Colégio Marista de Natal (8ª), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte - Campus Natal Zona Norte (9ª), o Complexo Educacional Henrique Castriciano (10ª), o Colégio Nossa Senhora das Neves (11ª), o Overdose Colégio e Curso (12ª), o Impacto Colégio e Curso (17ª), o Complexo Educacional Contemporâneo (19ª) e a FACEX (20ª).[110] A cidade possui ainda várias instituições de ensino superior, dentre as quais destacam-se: Universidade Potiguar (UnP); Faculdade Católica Nossa Senhora das Neves (FCNSN); Faculdade de Natal (FAL); Faculdade Casa do Fera Ponta Negra (FAC CDF Ponta Negra); Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN); Faculdade de Excelência Educacional do Rio Grande do Norte; Instituto Natalense de Ensino e Cultura (INEC); Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP); Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN); Instituto Natalense de Educação Superior (INES); Faculdade de Ciências, Cultura e Extensão do Rio Grande do Norte (FACEX); Faculdade Câmara Cascudo (FCC); Faculdade Maurício de Nassau (Natal); Faculdade de Ciências Empresariais e Estudos Costeiros de Natal (FACEN) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).[111] [112] [113]

No campo da ciência, uma iniciativa notória é o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, que foi inaugurado em 2006 na capital potiguar e idealizado pelo neurocientista Miguel Nicolelis, considerado um dos vinte mais importantes neurocientistas em atividade no mundo. O Instituto foi criado no estado com o objetivo de descentralizar a pesquisa nacional atualmente restrita às regiões Sudeste e Sul do Brasil.[114]

Segurança pública e criminalidade

A provisão de segurança pública de Natal é dada por diversos organismos. A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES), criada pela Lei Complementar nº 108, de 24 de junho de 2009, está vinculada ao gabinete do prefeito municipal e tem como objetivo propor medidas e atividades que visem a segurança do município.[115] Por força da Constituição Federal do Brasil, Natal possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município.[116] O Conselho Municipal de Defesa Civil (Comdec) se responsabiliza por ações preventivas, assistenciais, recuperativas e de socorro em situações de risco público.[117] A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo, o patrulhamento bancário, ambiental, prisional, escolar e de eventos especiais, além de realizar ações de integração social.[118] Já a Polícia Civil tem o objetivo de combater e apurar as ocorrências de crimes e infrações.[119]

Os poderes públicos estadual e municipal têm realizado diversas atividades para melhorar a segurança da cidade, como a aplicação de programas de videomonitoramento em áreas com altos índices de criminalidade e violência[120] e realizando encontros e palestras sobre segurança pública com autoridades,[121] mas ainda há vários problemas afetando o setor. Em Natal, a cada ano que passa os índices de mortes por consumo de crack aumentam na cidade, principalmente nos bairros mais pobres.[122] Um dos principais presídios da cidade, o Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, ocasionalmente sofre com falta de água e há denúncias de que haja descaso com a alimentação dos detentos e problemas com saneamento.[123] Também já foi denunciado como um local de tortura a apenados e já vivenciou mortes.[124] Em 2009, o índice de suicídios para cada 100 mil habitantes foi de 1,5 no município, sendo o 53º a nível estadual e o 2284° a nível nacional.[125] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de trânsito, o índice foi de 13,9 para cada 100 mil habitantes, ficando no 1652° a nível estadual e no trigésimo lugar a nível nacional.[126]

Habitação, serviços e comunicação

Foto noturna de edifícios no bairro Tirol. - Natal (Rio Grande do Norte)
Foto noturna de edifícios no bairro Tirol.

No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 235 522 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 160 226 eram imóveis próprios, sendo 150 818 próprios já quitados (64,03%),9 408 em aquisição (3,99%) e 64 016 alugados (27,18%); 10 784 imóveis foram cedidos, sendo 1 074 por empregador (0,45%) e 9 710 cedidos de outra maneira (4,12%). 496 foram ocupados de outra forma (0,21%). Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 98,24% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 98,90% das moradias possuíam coleta de lixo e 98,90% das residências possuíam escoadouro sanitário.[127] Entretanto, apenas 32% das residências da capital potiguar, segundo dados de 2011, possuíam coleta e tratamento de esgoto por saneamento básico.[128]

Atualmente, quase todo o lixo produzido na capital potiguar, bem como dos municípios de Ceará-Mirim, Macaíba, Ielmo Marinho e São Gonçalo do Amarante, são alocados temporariamente na Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos de Cidade Nova Cidade Nova, e posteriormente, jogado no Aterro Sanitário Metropolitano, localizado em Ceará-Mirim;[129] esse aterro é administrado pela empresa Braseco[130] e recebe cerca de 1,7 toneladas por dia.[131] Apenas 1,5% do lixo é separado para reciclagem.[132]

O abastecimento de água é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN). A quantidade de água tratada para Natal em 2010 foi de 82 111 351 mil litros de água.[133] Já o serviço de fornecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN).[134] A voltagem da rede é de 220 V.[135] Na área de telefonia, o índice por área de discagem direta a distância (DDD) é de 084.[136] Há fácil acesso à internet em parte da cidade. Desde 2009 o governo do Rio Grande do Norte está colocando redes wireless nos principais pontos da cidade através de torres a fim de trazer acesso gratuito à Internet e integração digital para a população da cidade.[137]

Natal conta ainda com diversos jornais. No ano de 2000 eram oito no total,[138] entretanto nenhum esteve entre os cinquenta de maior circulação no país, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação.[139] Em Natal está situada a sede da Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM), órgão oficial dos Poderes do Estado que acompanha ações, projetos, programas e obras da prefeitura e a mídia na cidade em geral.[140] Também há diversas rádios, sendo mais de 14 rádios AM e FM como a Globo Natal FM, a 98 FM, a Nordeste Evangélica, a Rádio Satélite FM, a Rádio Jovem Pan FM e muitas outras.[141] Natal possui também diversas emissoras de televisão sediadas da própria cidade, como a Inter TV Cabugi, a TV Potengi, o Sistema Ponta Negra de Comunicação, a TV Tropical (afiliada da Rede Record), a TV União e a TV Ponta Negra.[142]

Transporte

Aeroviário e ferroviário
Aeroporto Internacional Augusto Severo, no município limítrofe de Parnamirim. - Natal (Rio Grande do Norte)
Aeroporto Internacional Augusto Severo, no município limítrofe de Parnamirim.

A cidade de Natal e região metropolitana é servida pelo Aeroporto Internacional Augusto Severo, situado em Parnamirim, a dezoito quilômetros da capital potiguar e o principal aeroporto do Rio Grande do Norte. Este aeroporto, administrado pela Infraero desde 1980, já passou por três reformas e, atualmente, passam cerca de três mil passageiros para embarque e três mil para desembarque, contando com 32 voos diários.[143] Além deste, há o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, administrado pela Inframérica Aeroportos, sendo o primeiro aeroporto do país a ser cedido à iniciativa privada,[144] [145] e inaugurado em 31 de maio de 2014.[146]

O município de Natal é atravessado por uma única ferrovia em todo o seu território, que começa na Paraíba, entra em território potiguar pelo município de Nova Cruz, região agreste potiguar, passa por alguns municípios e chega à capital potiguar, onde prossegue até o município de Macau, litoral norte do estado.[147] Essa ferrovia se estende por 479 quilômetros de extensão e está atualmente sob responsabilidade da Transnordestina.[148]

Metroviário e portuário
Vista aérea do Porto de Natal. - Natal (Rio Grande do Norte)
Vista aérea do Porto de Natal.

A capital potiguar ainda não tem um metrô. Para tanto, em maio de 2011, foi assinado pela governadora estadual Rosalba Ciarlini um projeto que prevê a reforma do trecho da linha férrea Ribeira-Extremoz, e a construção e implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), também denominado de metrô de superfície de Natal. Quando pronto, o sistema possuirá onze estações, das quais três serão de integração com ônibus e terá capacidade para transportar até cinquenta mil passageiros diariamente. O metrô de Natal também possuirá semelhanças com o metrô da região do Cariri, no Ceará.[149]

A cidade também abriga um dos dois portos do Rio Grande do Norte: o Porto de Natal, localizado três quilômetros da foz do Rio Potenji. Esse porto teve seu projeto inicial aprovado em dezembro de 1922, por meio do decreto nº 15 277, tendo sua execução no mesmo ano. Em 1932, o Departamento Nacional de Portos e Navegação passou a administrar e a explorar o porto. Em outubro do mesmo ano, as primeiras instalações foram inauguradas e o porto começou a funcionar. Seu primeiro administrador foi o engenheiro Décio Fonseca. Desde 1983, esse porto é administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN). Sua história é considerado um marco importante não somente para a cidade de Natal, como também para todo o estado do Rio Grande do Norte. Atualmente, sua área de influência abrange os estados do Rio Grande do Norte (em especial os municípios de Areia Branca, Ceará-Mirim, Macau, Mossoró e Pau dos Ferros), Ceará, Paraíba e Pernambuco. O porto possui como destaque principal a exportação de frutas (cerca de 30% da movimentação total deste porto provém dessa exportação), recebe navios que exportam açúcar e importam trigo e possui linhas que vão para a Europa, tendo como paradas principais os portos de Vigo (Espanha), Sheerness (Inglaterra) e Roterdã (Países Baixos).[150] [151] [152]

Urbano
Obras de construção da Avenida Omar O'Grady, prolongamento da Avenida Prudente de Morais, que será mais uma opção de via ligando Natal a Parnamirim. - Natal (Rio Grande do Norte)
Obras de construção da Avenida Omar O'Grady, prolongamento da Avenida Prudente de Morais, que será mais uma opção de via ligando Natal a Parnamirim.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) é responsável pelo controle e manutenção do trânsito do município, desde a fiscalização das vias públicas e comportamento de motoristas e pedestres até a elaboração de projetos de engenharia de tráfego, pavimentação, construção de obras viárias e gerenciamento de serviços tais como os de táxis, alternativos, ônibus, fretados e escolares.[153]

O Sistema de Transporte Coletivo de ônibus transporta diariamente cerca de 315 mil de passageiros[154] e abrange aproximadamente 85 linhas exploradas por seis empresas, que operam uma frota de 712 veículos com idade média de 7 anos e seis meses.[155] O sistema de táxis possui uma frota de 1.010 táxis padronizados na cor branca e uma faixa azul com o símbolo da cidade.[156] O transporte coletivo de passageiros em vans ou peruas, conhecido como fretamento é permitido desde que os motoristas tenham cadastro junto ao STTU.[157]

A frota municipal no ano de 2010 era 279 301 unidades, sendo 171 467 automóveis, 58 166 motocicletas, 19 177 caminhonetes, 8 570 camionetas, 5 963 caminhões, 4 251 veículos utilitários, 3 598 motonetas, 2 142 ônibus, 1 106 micro-ônibus, 72 tratores de rodas, 55 caminhões-tratores; outros tipos de veículos incluíam 4 214 unidades. Comparado a 2001, quando a frota era 144 291 mil, houve um aumento de 67% na quantidade de veículos que transitam em Natal.[158] A grande quantidade de veículos que transitam em Natal faz com se torne uma cidade congestionada nos horários de pico. Apesar dos problemas causados pela grande frota de veículos, há intervenções que vem melhorando o tráfego na cidade à passos de tartaruga.[159] Na zona norte, a mais populosa da capital, há ainda o projeto Pró-Transporte, que visa promover melhorias no tráfego a partir de mudanças que ainda incluem a construção de passarelas na avenida Thomaz Landim e estações de transferência, a duplicação de avenidas e, principalmente, corredores exclusivos para ônibus; infelizmente o projeto está estagnado.[160]

Rodoviário
BR-101 sul durante o mês de dezembro próximo ao Viaduto de Ponta Negra, zona sul da cidade. Neste trecho, passam diariamente cerca de 100 mil veículos. Na BR-101 norte, na zona norte da cidade, o fluxo chega a 90 mil veículos por dia.[161] - Natal (Rio Grande do Norte)
BR-101 sul durante o mês de dezembro próximo ao Viaduto de Ponta Negra, zona sul da cidade. Neste trecho, passam diariamente cerca de 100 mil veículos. Na BR-101 norte, na zona norte da cidade, o fluxo chega a 90 mil veículos por dia.[161]

A cidade de Natal também está ligada a outros municípios do Rio Grande do Norte e do Brasil por meio de rodovias federais e estaduais. São elas:

Para ligações intermunicipais, Natal ainda conta com o Terminal Rodoviário Lavosier Maia, inaugurado em 1981, que carece de uma reforma em sua estrutura.[163]

Cultura

Centro de Turismo de Natal, antiga cadeia pública do século XX. - Natal (Rio Grande do Norte)
Centro de Turismo de Natal, antiga cadeia pública do século XX.

A responsável pelo setor cultural de Natal é a Fundação Cultural Capitania das Artes (FUNCARTE), que tem como objetivo acompanhar, planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de atividades e projetos que visem ao desenvolvimento cultural.[164]

Artesanato

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural natalense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Na cidade destaca-se a Feira Internacional de Artesanato (FIART), realizada anualmente em parceria com o governo estadual.[165] O evento conta com exposição de produtos artesanais e uma vasta programação cultural, como shows, apresentações culturais, orquestras e a presença de mais de setenta grupos folclóricos.[166] [167] Natal possui ainda o Centro Municipal de Artesanato, que está localizado e conta com lojas de artesanato, lanchonetes e outras formas de lazer.[168]

Além da FIART, destaca-se ainda o artesanato realizado no bairro Ponta Negra, que reúne uma grande variedade de peças do artesanato potiguar.[169] Nesse bairro, é realizado o Festival do Turismo, Artesanato e Cultura de Natal, que é realizado no Shopping Mãos de Arte e abrange uma vasta programação cultural, bem como a produção de artistas plásticos da cidade e a riqueza do folclore natalense.[170] A cidade dispõe de seis grandes centros de venda produtos de artesanato. Entre eles, destacam-se o Shopping Mãos de Arte - localizado na zona leste de Natal, é o maior shopping de artesanato da Região Nordeste, inaugurado em 2010 com mais de trezentas lojas de venda-[171] [172] e o Shopping do Artesanato Potiguar - inaugurado em janeiro de 2005, na zona sul da cidade, bairro de Ponta Negra, contando com mais de duzentas lojas.[173] Outros centros de artesanato existentes em Natal são o Centro de Artesanato de Ponta Negra, a Cooperativa do Artesanato (COART) e o Vilarte (todos localizados na Avenida Engenheiro Roberto Freire, bairro Ponta Negra) e o Centro de Turismo de Natal. Nesses centros, os produtos de artesanato mais encontrados são os bordados, além de redes, tapeçarias, roupas de praia (feitas de crochê), objetos de enfeite e também as guloseimas regionais.[173]

Teatros, museus e espaços culturais

Vista frontal do Teatro Alberto Maranhão - Natal (Rio Grande do Norte)
Vista frontal do Teatro Alberto Maranhão

Natal conta com seis espaços teatrais, sendo eles a Casa da Ribeira - que funciona desde 2001 e conta com apresentações de espetáculos e músicas -,[175] o Complexo Cultural de Natal - localiza-se no local onde funcionava o Complexo Penal João Chaves que foi demolido para dar lugar ao centro,[176] e conta com espetáculos esporádicos, oficinas culturais e exposições de objetos, atualmente subutilizado[177] -, o Teatro Alberto Maranhão - um dos prédios mais belos da capital potiguar,[178] cuja construção iniciada em 1898, possui estilo art-nouveau, é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte -,[179] o Teatro de Cultura Popular - também conhecido como "Teatro de Cultura Popular Chico Daniel", localiza-se no bairro Petrópolis, conta com uma capacidade total para duzentas pessoas e funciona em parceria com a Fundação Estadual de Cultura José Augusto; foi inaugurado em 2 de agosto de 2005 para que vários artistas de Natal, do Rio Grande do Norte e de vários outros lugares pudessem manifestar a sua arte no local -,[180] [181] o Teatro Municipal Sandoval Wanderley - localizado no bairro do Alecrim, este é o segundo teatro natalense, construído em 1962, com capacidade para 150 espectadores e cujo nome homenageia o assuense Sandoval Wanderley; o teatro foi amplamente utilizado para a apresentação de peças infantis e grupos teatrais pequenos, gravação de programas de TV e apresentações musicais de gêneros diversos; esse teatro ficou abandonado durante muitos anos, foi reformado em 2005 e, desde 2009, encontra-se fechado -[182] [183] e o Teatro Riachuelo - que se localiza dentro do shopping "Midway Mall", foi inaugurado em dezembro de 2010 e é a mais nova e moderna casa de espetáculos de Natal, com capacidade para mais de 1 500 espectadores.[184] [185]

Além dos teatros, já mencionados acima, Natal também possui museus e espaços de cultura. São eles o Arquivo Público Estadual - que possui diversos acervos de interesse público, sobre Natal e o Rio Grande do Norte -,[185] o Balé da Cidade de Natal - que se localiza na Avenida Câmara Cascudo, na sede da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) e abriga uma escola de balé da cidade -,[185] a Biblioteca Pública Câmara Cascudo - a maior do estado com mais de sessenta e cinco mil acervos -,[186] a Capitania das Artes (Funcarte) - de estilo neoclássico, localizado no bairro da Cidade Alta, no antigo prédio da Capitania dos Portos e é um importante centro cultural do Rio Grande do Norte, contando com lojas de artesanato, palcos para shows e auditórios para a divulgação de eventos e convenções -,[187] a Casa Câmara Cascudo - onde viveu o historiador potiguar Luís da Câmara Cascudo -,[185] o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno - base aérea de lançamento de foguetes espaciais de pequeno e de médio porte, que se encontra localizado no município limítrofe de Parnamirim; foi fundada em 1965, sendo a primeira base aérea de foguetes da América do Sul -,[188] o Centro de Turismo e Artesanato - localizado no bairro Petrópolis e que abriga um total de 38 lojas com exposições de objetos do artesanato potiguar e lembranças natalenses -,[189] a Fundação José Augusto - fundada em 1963, é a principal responsável pela política cultural do estado do Rio Grande do Norte -,[190] o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) - que possui diversos arquivos e acervos relacionados à história e à geografia do estado e do município -,[185] o Memorial Câmara Cascudo - onde se encontra preservada uma boa parte da obra de Luís da Câmara Cascudo, com cerca de dez mil volumes de diversos assuntos, como biografias, folclore, história, e religião -,[185] o Museu de Arte Sacra - que se encontra instalado na Igreja Santo Antônio e expõe diversos objetos sobre a arte religiosa do Rio Grande do Norte -,[185] o Museu Café Filho - que possui um grande acervo de documentos e iconografias sobre Café Filho, que foi o único norte-riograndense a exercer a função de presidente do Brasil (1954-1955) -,[191] o Museu Câmara Cascudo - museu de ciências naturais e antropológicas, mantido pela UFRN, com diversas exposições culturais -,[185] o Museu da Aeronáutica - antiga estação de passageiros e de transporte de correspondências, utilizada como base para receber hidroaviões e foi muito utilizada pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) -, o Museu de Cultura Popular - antiga sede do governo estadual, com vários acervos e instrumentos utilizados por manifestações populares -,[185] o Museu do Mar Onofre Lopes - que possui acervos de espécies biológicas -,[192] o Palácio da Cultura - que também já foi sede do governo estadual e abriga atualmente a "Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte" -[193] e o Solar Bela Vista - palacete residencial administrado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), foi construído em 1907 por um dos homens mais ricos do Rio Grande do Norte (o coronel Aureliano Medeiros) e retrata a concepção arquitetônica do início do século XX.[185] [194]

A cidade dispõe de 26 salas de cinemas, mantidos por três operadores: Cinemark (7 salas),[195] Cinépolis (12 salas)[196] e Moviecom (7 salas).[197]

Atrações turísticas e eventos

Fortaleza dos Reis Magos, construída no final do século XVI. - Natal (Rio Grande do Norte)
Fortaleza dos Reis Magos, construída no final do século XVI.

Natal é considerada como a porta de entrada para o turismo no Rio Grande do Norte. São mais de dois milhões de turistas por ano.[199] A cidade possui diversas atrações turísticas espalhadas pelo seu território, como o Canto do Mangue - local onde pode ser visto um dos mais belos pôr do sol da cidade,[200] -, a Catedral Metropolitana - inaugurada em 1988 e sede da Arquidiocese de Natal -,[201] o Centro de Turismo - já mencionado anteriormente -, o Centro Histórico - onde se localizam importantes monumentos como o Espaço Cultural Palácio Potengi, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, o Memorial Câmara Cascudo, o Museu de Arte Sacra e o Museu da Cultura Popular -,[202] o Centro Municipal de Artesanato - já mencionado anteriormente -, o Estádio João Machado - conhecido popularmente como "Machadão", é o estádio oficial do América de Natal e do Alecrim Futebol Clube e está sendo demolido pelo governo estadual para dar lugar à Arena das Dunas, que irá sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 -,[203] [204] [205] o Farol de Mãe Luíza - que está localizado no bairro Mãe Luíza e tem seu nome em homenagem a uma velha parteira que também deu seu nome ao farol -,[206] [207] a Fortaleza dos Reis Magos - construída em 6 de janeiro de 1598 (dia dos reis magos, daí seu nome) e considerada como o marco inicial da cidade -,[208] o Mercado da Redinha - uma das principais atrações da Redinha, uma antiga vila de pescadores e atualmente muita frequentada por pescadores natalenses -,[209] o Museu Câmara Cascudo - já citado anteriormente -, o Parque das Dunas - área protegida com uma reserva de 1 172 hectares de Mata Atlântica, localizada dentro da área de urbana de Natal -,[210] a Praça das Flores - que está localizado no bairro Petrópolis e conta com vários pontos de lazer, como bares e restaurantes -,[211] a Praia de Ponta Negra - localizada a quatorze quilômetros do centro da cidade, onde se encontra o Morro do Careca, um dos mais belos cartões-postais de Natal -,[212] o Praia Shopping - importante polo gastronômico da zona sul da cidade -,[213] o Shopping Midway Mall - principal shopping do Rio Grande do Norte e um dos maiores do Nordeste, construído em uma área de mais de trezentos mil metros quadrados -[214] e o Teatro Alberto Maranhão - já citado anteriormente. Além destes, outros pontos turísticos de Natal são o Arco do Sol, a Capitania das Artes, a Casa de Itajubá, a Casa de Padre João Maria (onde se situa o Museu do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Casarão Junqueira Aires, a Coluna Capitolina Del Pretti, o Espaço Cultural Palácio Potengi, a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, a Orla Marítima, o Palácio Felipe Camarão, o Papajerimum, o Parque da Cidade, a Pedra do Rosário, a Ponta do Morcego, a Ponte Newton Navarro, o Pórtico Monumental, a Praça de Santa Cruz da Bica, o Rampa e a Rua Chile.[8]

Além dos pontos turísticos, a cidade também realiza uma diversa quantidade de eventos anualmente, como a Festa dos Santos Reis (que é realizada entre os 1 e 6 de janeiro e conta com uma programação de novenas, missas, apresentações e barracas gastronômicas), a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes (comemorada na praia da Redinha no dia de 20 de janeiro), o Carnaval (comemorado no bairro da Ribeira e na praia de Ponta Negra em data móvel, podendo ser em fevereiro ou março), o Micareme (que conta com apresentações e é realizado quarenta dias após o Carnaval), o Festival de Quadrilhas de Natal (que é realizado no período das festas juninas e conta com mais de quatrocentos arraiás e mais de cem quadrilhas natalenses, que concorrem a um prêmio em dinheiro e a um troféu), a Festa do Boi (em outubro), a festa de Nossa Senhora da Apresentação (padroeira municipal, realizada no dia 21 de novembro), o Carnatal (carnaval fora de época, ocorre desde 1991 e é sempre realizado na primeira quinzena do mês de dezembro; atualmente, esta é a maior micareta do Brasil), o Natal em Natal (realizado no centro da cidade, em Ponta Negra e no bairro Praia do Meio, que conta com apresentações folclóricas e shows pirotécnicos) e o Auto de Natal (que são espetáculos de rua realizados em 22 de dezembro, mostrando principalmente as manifestações culturais da cidade).[215] Também se destacam o Domingo na Praça, a Feira Internacional de Artesanato (FIART), a Festa Alemã do Berlim Bar, o Festival de Cinema (FESTNATAL), Muitos Carnavais, o Projeto Cultural da Praia dos Artistas, o Projeto Seis e Meia, o Viv’art e o Forró com Turista.[8]

Vida noturna, culinária e música

Imagem panorâmica da Praia de Ponta Negra durante a noite. - Natal (Rio Grande do Norte)
Imagem panorâmica da Praia de Ponta Negra durante a noite.

A vida noturna natalense é garantida e valorizada principalmente nas praias de Ponta Negra, dos Artistas, na Ribeira, que recebe vários artistas locais, nacionais e internacionais dos mais variados estilos no Festival DoSol [216] e com a ocupação do bairro na iniciativa chamada Circuito Cultural Ribeira, na Via Costeira e em vários bairros do centro, como Petrópolis. Na praia de Ponta Negra, um dos mais recentes centros de vida noturna de Natal, há uma diversa quantidade de bares e restaurantes movimentados, com músicas ao vivo cantadas em diversos estilos, como axé, forró, jazz, Música Popular Brasileira (MPB), música latina e rock. Na Praia dos Artistas, vários turistas frequentam os bares e restaurantes; nessa mesma praia está localizado o Complexo de Lazer Chaplin, que é a discoteca mais conhecida de Natal, com várias pistas de dança e música cantada, seja do Brasil ou do exterior. No Centro de Turismo, também localizado na praia dos Artistas, há o tradicional Forró com Turista, evento que acolhe música regional nas quintas-feiras. No bairro da Ribeira, especialmente na Rua Chile, os vários estabelecimentos ali instalados ofecerem noites animadas, principalmente por grupos de rock.[217] [218]

A culinária natalense é diversificada. A cidade oferece uma variedade de pratos típicos aos visitantes. Vários pratos típicos de Natal baseiam-se em frutos do mar e peixes, e também apresentam na sua constituição vários tipos de tempero e ingredientes diferentes. Alguns desses pratos pertencem à culinária nordestina, de forma semelhante à da região sul do Brasil. Entre os vários pratos típicos que a cidade oferece, destacam-se o baião de dois - consiste em um preparado de arroz e feijão (de preferência o feijão verde ou o novo), acompanhando normalmente de outras misturas -, a carne de sol - alimento obtido salgando a carne e depois secando ao sol, para facilitar e manter sua conservação por mais tempo; essa técnica foi introduzida pelos nordestinos, antes mesmo da invenção de geladeiras -, o cuscuz com frango - prato feito com farelo de milho cozido, além tempero com legumes e frango -, a galinha ao molho pardo - também chamada de galinha cabidela, é considerado um dos mais tradicionais da culinária brasileira, feito a partir de pedaços cortados de galinha caipira, e depois refogado em molho amarronzado (pardo) obtido do sangue da própria ave -, a paçoca - farofa com pedaços desfiados de carne de sol, farinha de mandioca e temperos - e a tapioca - feita com a fécula extraída da mandioca.[219] Além dos pratos típicos, há também um evento, o Festival Gastronômico do Beco da Lama, que ocorre normalmente entre o final de novembro e o início de dezembro, no centro da cidade e nele há uma variedade de pratos deliciosos, além de música e artes plásticas.[220]

A cultura musical natalense varia em vários ritmos, e destes são influenciados vários grupos musicais e artistas. Destaque para a banda Grafith, que é um dos conjuntos mais antigos em atividade oriundos da cidade, surgido ainda na década de oitenta. Tal grupo une um som de apelo popular, unindo vários gêneros como o samba-reggae, arrocha, bolero, brega e a pisadinha.[221] No forró, destacam-se grupos como Cavaleiros do Forró que se apresentam em grandes eventos relacionados ao gênero, como festas de São João.[222] Natal também é sede do Festival de Música Potiguar Brasileira, um evento realizado anualmente e organizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte que premia por voto popular e avaliação de um júri especializado as melhores obras da música potiguar.[223]

Esportes

Arena das Dunas, arena multiuso projetada para abrigar grandes eventos quee sediou quatro partidas da Copa do Mundo FIFA de 2014. - Natal (Rio Grande do Norte)
Arena das Dunas, arena multiuso projetada para abrigar grandes eventos quee sediou quatro partidas da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Natal é sede de três clubes de futebol do Rio Grande do Norte reconhecidos nacionalmente; são eles o América Futebol Clube (também referido como América de Natal),[224] o ABC Futebol Clube,[225] e o Alecrim Futebol Clube.[226] Além dos clubes, a capital potiguar também conta com três estádios: a Arena das Dunas, inaugurada em 2014, que servirá para abrigar quatro jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014 e grandes eventos; o público Estádio Juvenal Lamartine (inaugurado no ano de 1928 e o primeiro estádio natalense a ser inaugurado para a prática exclusiva do futebol e do atletismo),[227] e o privado Estádio Maria Lamas Farache (projetado pelo arquiteto Gley Karlys, inaugurado em 2006, com capacidade para dezoito mil pessoas e eleito uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte em 2007).[228] [229] Havia também o Estádio João Machado (Machadão), que foi demolido para dar lugar a Arena das Dunas.[203] De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Natal contava, em 2008, com três ginásios poliesportivos, 97 quadras de esporte e dezenove campos de futebol.[8]

Ginásio Nélio Dias, com capacidade para até dez mil torcedores. - Natal (Rio Grande do Norte)
Ginásio Nélio Dias, com capacidade para até dez mil torcedores.

A capital potiguar foi uma das doze cidades brasileiras sedes da Copa do Mundo de 2014,[230] sendo sede de quatro jogos no estádio Arena das Dunas,[231] arena multiuso projetada pela empresa estadunidense Populous e construído através de uma parceria público-privada entre a construtora OAS Engenharia e o Governo do Rio Grande do Norte,[232] no mesmo local onde se localizavam o estádio Machadão e o ginásio Machadinho (demolidos em 2011),[233] e contará também com capacidade de 32 000 espectadores, além de arquibancadas flexíveis durante o mundial de futebol, que permitirão a expansão para 42 mil assentos.[234]

Em 2011, Natal sediou o Campeonato Mundial de Basquete Master, tornando-se a primeira cidade brasileira a sediar este tipo de evento.[235] O evento ocorreu em vários ginásios da capital, entre eles, o Ginásio Nélio Dias, um dos mais modernos do estado, atualmente subutilizado.[236] [237] [238] Desde 1970, a cidade é a sede oficial dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte, que reúne diversos atletas de escolas estaduais, municipais, federais e particulares do Rio Grande do Norte.[239]

Feriados municipais

O dia dos Reis Magos, 6 de janeiro, é feriado municipal. Na imagem, o Pórtico dos Reis Magos, monumento que dá boas-vindas a quem chega a cidade pela BR-101 sul. - Natal (Rio Grande do Norte)
O dia dos Reis Magos, 6 de janeiro, é feriado municipal. Na imagem, o Pórtico dos Reis Magos, monumento que dá boas-vindas a quem chega a cidade pela BR-101 sul.

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Natal há dois feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são: o dia 6 de janeiro, em que se comemoram os Reis Magos; e o dia 21 de novembro, dia da padroeira do município, Nossa Senhora da Apresentação.[240] [241] O dia 25 de dezembro, data de aniversário da cidade, já é considerado feriado nacional. De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa.[242] [243]

Ver também

Referências citadas

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