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Itaituba | QuickiWiki

Itaituba

  PO

Overview

Município de Itaituba
"Cidade Pepita"

Vista aérea da cidade de Itaituba
Bandeira de Itaituba
Brasão de Itaituba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 15 de dezembro
Fundação 1856
Gentílico itaitubense
Prefeito(a) Eliene Nunes (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itaituba
Localização de Itaituba no Pará
Itaituba está localizado em: Brasil
Itaituba
Localização de Itaituba no Brasil
04° 16' 33" S 55° 59' 02" O04° 16' 33" S 55° 59' 02" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Sudoeste Paraense IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaituba IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Aveiro;
Leste: Altamira, Rurópolis, Novo Progresso e Trairão;
Sul: Jacareacanga
Oeste: Jacareacanga e Maués (AM).
Distância até a capital 1 626 km
Características geográficas
Área 62 040,947 km² [2]
População 97 704 hab. IBGE/2011[3]
Densidade 1,57 hab./km²
Altitude 15 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,640 médio IBGE/2010 [4]
PIB R$ 734 367 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 7 516 24 IBGE/2013[5]
Página oficial
Prefeitura www.itaituba.pa.gov.br


Vista aérea da cidade de Itaituba - Itaituba
Vista aérea da cidade de Itaituba

Itaituba é um município do estado do Pará, no Brasil. É o décimo quinto município mais populoso do estado e um dos principais centros econômicos do oeste paraense.[6] Possui o décimo terceiro maior produto interno bruto no estado. A cidade é considerada de médio porte,[7] e uma das cidades que apresentam crescimento econômico acelerado no interior do Brasil.[8]

O natural da cidade de Itaituba é conhecido como itaitubense. O mote da cidade é "cidade pepita". A cidade é conhecida pela intensa atividade de mineração de ouro no Vale do Rio Tapajós, bem como pela grande diversidade de paisagens naturais, tais como as praias de rio que se formam durante a época de seca, as corredeiras d'água localizadas próximas ao distrito de São Luiz do Tapajós e o Parque Nacional da Amazônia.

Etimologia

O topônimo "Itaituba" é originário do termo tupi itá'imtyba, que significa "ajuntamento de pedrinhas" (itá, pedra + 'im, diminutivo + tyba, ajuntamento).[9]

História

Ocupação pré-cabralina

Antes da chegada dos europeus à região no século 17, a mesma era ocupada pelos índios mundurucus.[10]

Início da colonização europeia

A presença de holandeses, franceses e ingleses no estuário do rio Amazonas ameaçava a dominação portuguesa na área e concorreu para a permanência de portugueses no Pará e para a expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco, que, em 1616, fundou a cidade de Belém. Com a fundação da capitania do Pará, o governo português expulsou os estrangeiros, tendo sido organizadas várias expedições para destruir os estabelecimentos estrangeiros que haviam sido criados na região. Dentre essas expedições, a do capitão Pedro Teixeira, em 1626, é a mais importante, pois atingiu, pela primeira vez por parte dos portugueses, o rio Tapajós, entrando em contato amigável com os nativos tapajós em um sítio que, hoje, é considerado como sendo a baía de Alter-do-Chão. Em 1639, Pedro Teixeira retornou ao rio Tapajós, seguido dos jesuítas.

Praça do Centenário, construída no ano do centenário de fundação da cidade de Itaituba - Itaituba
Praça do Centenário, construída no ano do centenário de fundação da cidade de Itaituba

Um forte na foz desse rio foi estabelecido por Francisco da Costa Falcão, em 1697, tendo os jesuítas instalado, sucessivamente, as aldeias de São José ou Matapus, em 1722; São Inácio ou Tupinambaranas, em 1737; Borari; e Arapiuns, que se destacaram pelo desenvolvimento apresentado. Na administração do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o governo iniciou o afastamento dos jesuítas dessas aldeias situadas na zona do Tapajós, e elevou, à categoria de vila, com a denominação de Santarém, a aldeia dos Tapajós. Posteriormente, também ocorreram mudanças nas de Borari e Arapiuns, em 1757, com os novos nomes de Alter-do-Chão e Vila Franca, e, em 1758, nas de São Inácio e São José, com as novas denominações de Boim e Pinhel.

Praça da Bandeira. No detalhe, busto decorativo em homenagem ao tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, fundador do município. - Itaituba
Praça da Bandeira. No detalhe, busto decorativo em homenagem ao tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, fundador do município.

Na administração de José de Nápoles Telo de Meneses, foi criado o lugar de Aveiro (Pará), em 1781, onde foi erigida a freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Com base na documentação histórica existente, sabe-se que, em 1812, o lugar de Itaituba já existia, pois foi mencionado na relação de viagem de Miguel João de Castro no rio Tapajós, como centro da exploração e comércio de especiarias do Alto Tapajós. Com a Cabanagem e os acontecimentos ocorridos no período, fundou-se a Brasília Legal, em 1836, como posto de resistência, à margem esquerda do Tapajós.

Conforme Ferreira Penna, em 1836, Itaituba era um aldeamento de índios, da dependência do Grão-Pará, para onde foi enviado um pequeno destacamento. Dentre os nomes que a história pode destacar para o município, menciona-se o do tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, por ter sido um precursor do desbravamento da região tapajônica, sendo considerado, inclusive, o fundador do município. Até 1853, Itaituba dependeu da freguesia de Pinhel, passando, posteriormente, para a jurisdição de Boim.

Panorâmica da frente da cidade de Itaituba. No detalhe, o Rio Tapajós. - Itaituba
Panorâmica da frente da cidade de Itaituba. No detalhe, o Rio Tapajós.

Emancipação política

Câmara Municipal de Itaituba, sede do poder legislativo do município - Itaituba
Câmara Municipal de Itaituba, sede do poder legislativo do município

Com a Lei 266, de 16 de outubro de 1854, a Brasília Legal recebeu a categoria de vila e, como não correspondeu à expectativa, a Lei 290, de 15 de dezembro de 1856, transferiu, para Itaituba, a sede do município, somente instalado em 3 de novembro do ano seguinte.

A Lei 1 152, de 4 de abril de 1883, desmembra parte do município de Itaituba, para constituir o de Aveiro, que havia sido criado com a elevação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro à condição de Município. O predicamento da cidade lhe foi conferido em 1900, através da Lei 684, de 23 de março, sendo instalada em 15 de novembro do mesmo ano.

Pelo Decreto Seis, de 4 de novembro de 1930, o município foi mantido, porém o Decreto 72, de 27 de dezembro do mesmo ano, colocou seu território sob administração direta do Estado. Como unidade autônoma, também figura na relação da Lei Oito, de 31 de outubro de 1935.

No quadro anexo ao Decreto-Lei 2 972, de 31 de março de 1938, aparece constituído de dois distritos: Itaituba e Brasília Legal, permanecendo, dessa forma, na divisão territorial fixada para o período de 1939-1943, estabelecida pelo Decreto-Lei 3 131, de 31 de outubro de 1938, como também na divisão estabelecida para o quinquênio 1944-1948, fixada pelo Decreto-Lei 4 505, de 30 de dezembro de 1943. Perdeu o distrito de Brasília Legal para constituir o Município de Aveiro, que foi restaurado, através da Lei 2 460, de 29 de dezembro de 1961.

Municípios desmembrados

Da área territorial de Itaituba desmembraram-se os municípios de Novo Progresso, Trairão e Jacareacanga, todos em 13 de dezembro de 1991.

Geografia

A cidade se localiza a uma latitude 04º16'34 sul e a uma longitude 55º59'01 oeste, e fica na margem esquerda do rio Tapajós.

Clima

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Itaituba por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 139,6 mm 12/01/1991 Julho 67,8 mm 31/07/1990
Fevereiro 139,4 mm 27/02/1978 Agosto 71,9 mm 31/08/2011
Março 114,5 mm 23/03/1992 Setembro 94,3 mm 24/09/1999
Abril 156,8 mm 20/04/2006 Outubro 164,2 mm 30/10/1991
Maio 108,6 mm 01/05/1999 Novembro 120 mm 16/11/1971
Junho 86 mm 01/06/1978 Dezembro 100,5 mm 10/12/2009
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 01/02/1961 a 31/12/2013.[11]

O clima de Itaituba é característico de monções, quente e úmido (do tipo Am na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura superior a dezoito graus em todos os meses do ano e chuvas abundantes durante a maior parte do ano, com uma pequena estação seca, geralmente nos meses de inverno.[12] A temperatura média anual é de 26,7 ºC, sendo que a média do mês mais quente, outubro, é de 27,7 ºC, e a do mês frio, fevereiro, de 25,7 ºC. A precipitação média anual é de 2 189,2 milímetros (mm), sendo que março é o mês mais chuvoso (327,3 milímetros) e julho o mais seco (46,1 milímetros).[13] O tempo médio de insolação é de 2 000 horas por ano[14] e a umidade do ar é relativamente elevada em todos os meses do ano, com médias acima de 80 por cento.[15]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1966 e 2013, a menor temperatura já registrada em Itaituba foi de 10,9 graus centígrados em 19 de fevereiro de 1971,[16] enquanto a maior atingiu 40,4 graus centígrados em 3 de outubro de 1994.[17] Os dez maiores acumulados de chuva, registrados desde 1º de fevereiro de 1966 até 31 de dezembro de 2013, foram de 164,2 milímetros em 10 de outubro de 1991; 156,8 milímetros em 30 de abril de 2006; 143,3 milímetros em 7 de abril de 1984; 139,6 milímetros em 12 de janeiro de 1991; 139,4 milímetros em 27 de fevereiro de 1978; 131,5 milímetros em 3 de fevereiro de 1964; 120 milímetros em 16 de novembro de 1971; 114,5 milímetros em 23 de março de 1992; 113,2 milímetros em 2 de março de 2002; 112,8 milímetros em 12 de março de 2010; e 111,5 milímetros em 14 de fevereiro de 2011.[11] O maior acumulado mensal foi de 661 milímetros em março de 1965.[18]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Itaituba Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 39,5 36,8 37,1 36,1 36 36,2 37 39,6 38,4 40,4 38,4 38,2 40,4
Temperatura máxima média (°C) 30,9 30,5 30,9 31,2 31,6 32 32,6 33,3 33,6 33,5 33 31,8 32,1
Temperatura média (°C) 26,2 25,7 25,9 26,3 26,4 26,3 26,4 27,1 27,5 27,7 27,6 26,7 26,7
Temperatura mínima média (°C) 22,5 22,3 22,5 22,9 22,8 22 21,3 21,7 22,4 22,8 22,8 22,8 22,4
Temperatura mínima registrada (°C) 17,9 10,9 18 18,2 15,5 11,2 12,6 13,8 15,8 18,2 17,2 18 10,9
Chuva (mm) 245,1 314,7 327,3 273,5 175 65 46,1 47,6 103,3 137 183 271,8 2 189,2
Dias com chuva (≥ 1 mm) 19 19 20 18 15 7 6 5 10 10 11 16 156
Umidade relativa (%) 88 91 91 91 91 89 88 85 84 84 84 88 87,8
Horas de sol 135,6 101,4 126,3 130,2 171,8 212,3 244,4 226,4 192,7 181,4 158,5 121,6 1 999,9
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas: período de 1961 a 1990;[19] [20] [21] [13] [22] [14] [15] recordes de temperatura de 1966 a 2013).[16] [17]

Área urbana

Bairros

  • Bom Remédio
  • Floresta
  • Jardim Tapajós
  • Maria Madalena
  • Perpétuo Socorro
  • São Francisco
  • Vale do Tapajós
  • Novo Paraíso
  • Boa Esperança
  • Jardim Aeroporto
  • Liberdade
  • Valmirlândia
  • Bela Vista
  • Centro
  • Nova Itaituba
  • Piracanã
  • São José
  • Vitória-Régia
  • Bom Jardim
  • Jardim das Araras
  • Residencial Wirland Freire
  • Santo Antônio
  • Residencial Viva Itaituba
  • Residencial Vale do Piracanã
  • Jardim América

Principais vias

  • Av. Getúlio Vargas
  • Av. Dr. Hugo de Mendonça
  • Av. Nova de Santana
  • Av. Belém
  • Av. Marechal Rondon
  • Av. Rotary
  • Trav. Victor Campos
  • Trav. 13 de Maio
  • Trav. Lauro Sodré
  • Trav. João Pessoa
  • Trav. São José
  • Trav. Raimundo Preto
  • Rod. Transamazônica BR-230
  • Rod. Santarém-Cuiabá BR-163
  • Estrada do BIS
  • Estrada do DNER
  • Av. Edivaldo de Paiva Macedo

Principais logradouros públicos

  • Ginásio Municipal de Itaituba
  • Praça do Centenário
  • Praça do Cidadão
  • Praça Celso Mateus
  • Praça da Bandeira
  • Fonte de Águas Termais da Sonda
  • Orla do Tapajós
  • Praça da Paz
  • Barraca da Santa

Economia

Composição econômica da Cidade de Itaituba[23]
Agropecuária
8.70%
Indústria
23.27%
Serviços
59.34%
Impostos
8.67%
Avenida Doutor Hugo de Mendonça, centro comercial da cidade - Itaituba
Avenida Doutor Hugo de Mendonça, centro comercial da cidade

Considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como um centro sub-regional (terceiro na hierarquia de classificação de centros urbanos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, caracterizado pela existência de atividades de gestão e de influência sobre os municípios mais próximos) de médio porte (por possuir população entre 100 000 e 500 000 habitantes),[7] a cidade conta com 5 agências bancárias. Itaituba encontra, no setor de serviços, o principal motor de sua economia. Responsável por 71 por cento de toda a riqueza produzida no município, o setor de serviços é um dos 10 maiores do estado do Pará.[24] No período entre 2002 e 2007, o produto interno bruto da cidade de Itaituba apresentou um crescimento de 8,9%, o que coloca a cidade na seleta lista de 106 municípios cujo crescimento médio do produto interno bruto no período foi superior ao crescimento médio nacional.[8]

Trecho da Avenida Nova de Santanna, centro comercial da cidade - Itaituba
Trecho da Avenida Nova de Santanna, centro comercial da cidade

Outros destaques na economia de Itaituba são o setor industrial, a mineração, e o agropecuário. Na indústria, é marcante a produção de produtos baseados no calcário (matéria-prima abundante no subsolo do município), sendo a cidade uma das principais produtoras de cimento no País. No setor de mineração, destacam-se as atividades de exploração de ouro no Vale do Tapajós. A instalação de grandes conglomerados ligados à atividade de mineração fez com que, em 2008, Itaituba fosse responsável por 1,1% de toda a riqueza produzida no setor no Estado do Pará, figurando entre os 14 maiores produtos internos brutos do setor.[25] Por fim, no setor agropecuário, figuram as atividades de agricultura familiar e a pecuária de pequeno porte. O destaque no setor é a Feira Agropecuária do município, a qual movimenta milhões de reais em transações comerciais todos os anos no município, sendo um dos maiores evento do gênero no Oeste do Pará.

Evolução do Produto Interno Bruto (PIB) [26]
Ano PIB (R$ 1.000) PIB per Capita (R$)
2011 734 367 7 516
2010 649 261 6 669
2009 604 472 4 728
2008 580 650 4 650
2007 553 822 4 686
2006 447 425 4 636
2005 390 028 4 052
2004 387 920 4 040
2003 318 335 3 326
2002 244 761 2 564
2001 197 533 2 075
2000 143 629 1 513
1999 161 456 1 528

O município de Itaituba, entre meados da década de 1980 e início da década de 1990, tinha sua economia fortemente baseada na extração do ouro no Vale do Tapajós, maior região aurífera do oeste paraense. Nesse período, estima-se que tenham sido exploradas da região mais de 500 toneladas de ouro. Em virtude do garimpo, o Aeroporto de Itaituba teve um dos maiores movimentos em pousos e decolagens de aeronaves no mundo. No entanto, observou também um crescimento desorganizado da cidade, com um significativo aumento da pobreza em áreas periféricas, bem como uma grande degradação ambiental causada pelo mercúrio. Com a decadência da exploração do ouro (no início da década de 90), a cidade começou a ver surgir empreendimentos ligados principalmente ao setor agropecuário e madeireiro.

Um dos grandes entraves ao desenvolvimento econômico da região foi o abastecimento de energia, que, até fins dos anos 1990, representava um problema crônico para a cidade. Em 1998, a cidade de Itaituba passou a ser atendida pelo Projeto Tramoeste, o qual que leva energia produzida na Hidrelétrica de Tucuruí para diversas cidades no oeste paraense.

Infraestrutura

Mídia

Os jornais cuja editoração é feita em Itaituba são Jornal do Comércio, Tribuna do Tapajós e Folha do Oeste. Além desses, outros jornais circulam diariamente na cidade. Entre os mais importantes, estão O Liberal e Diário do Pará (Belém) e A Crítica (Manaus).


Telefonia Local

A telefonia fixa é explorada pela Empresa Oi, que substituiu a antiga TELEMAR (que, por sua vez, havia substituído a estatal TELEPARÁ). A telefonia celular é explorada pelas empresas Vivo, Oi, CLARO (que opera com tecnologia 3G) e TIM.[27]

Energia

Há planos em estudo de viabilidade econômica e de impactos ambientais para construir um complexo hidrelétrico na cidade, chamado Complexo do Tapajós. Ele deverá ser composto por 5 usinas, a serem construídas próximas da comunidade de São Luiz do Tapajós: UHE São Luiz do Tapajós, UHE Jatobá, UHE Jamanxim, UHE Cachoeira do Caí, UHE Cachoeira dos Patos. Após a conclusão, o complexo terá a potência instalada de 10.682 MW. Itaituba será a cidade base para a construção e operação das usinas.

O Complexo Hidrelétrico do Tapajós

A construção do complexo de usinas na bacia do rio Tapajós, entre os Estados do Amazonas e do Pará, vem sendo arquitetada desde a década de 1980. O projeto foi retomado pelo governo faz quatro anos e prevê a construção de cinco usinas hidrelétricas – São Luiz de Tapajós, Jatobá, Cachoeira dos Patos, Jamanxim e Cachoeira do Caí. Dentre dessas, porém, a mais significativa é a usina de São Luiz do Tapajós, que teria potência inferior apenas a Itaipu, Belo Monte e Tucuruí e produziria 6 133 megawatts (MW) de energia a partir da construção de uma barragem de 3 483 metros de comprimento atravessada no coração da Amazônia.

A barragem terá, em média, 39 metros de altura, o equivalente a um prédio de 13 andares, e seria erguida em uma das áreas mais protegidas da região: o Parque Nacional da Amazônia, a primeira unidade de conservação demarcada na chamada Amazônia Legal, que, com outras 11 unidades, forma o imenso complexo da bacia do Tapajós – o maior mosaico de biodiversidade do planeta.[28] No entanto, a construção das barragens no rio Tapajós vem encontrando resistência por parte dos índios mundurucus, que temem ter suas terras alagadas. O projeto também é polêmico por vir a produzir tanto consequências positivas (geração de empregos e aumento da arrecadação de impostos) quanto negativas (aumento da violência e da especulação imobiliária) para a população local.[29]

Educação

O município possui cerca de 20 escolas particulares, as quais atendem a uma demanda de mais de 21 mil alunos. Destacam-se, entre outros estabelecimentos educacionais, a Escola Marechal Rondon, mantenedora da maior média do IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do município de Itaituba, destacando-se nacionalmente, e protagonista no quadro de melhores escolas do Estado do Pará e o Centro Educacional Anchieta, tendo a melhor media do ENEM no município e posicionando entre os 20 melhores resultados do estado. O município conta ainda com cerca de 180 escolas públicas na área urbana e na zona rural, as quais atendem a uma demanda de cerca de 50 mil alunos, tanto no ensino fundamental quanto no médio.

No âmbito do ensino superior, a cidade de Itaituba conta com as seguintes universidades:

  • UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará).
  • FAI (Faculdade de Itaituba).
  • FAT (Faculdade do Tapajós).
  • UNOPAR (Universidade Norte do Paraná).
  • Faculdade Estácio.
  • Grupo UNINTER.
  • FAEL (Faculdade Educacional da Lapa).
  • IFPA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará).

IFPA Itaituba

Campus em Itaituba do Instituto Federal do Pará - Itaituba
Campus em Itaituba do Instituto Federal do Pará

O Campus de Itaituba, localizado no município principal da região do Tapajós, mesorregião paraense de Itaituba, faz parte do projeto de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Técnica e Tecnológica, que está em vias de completar 100 anos de existência.

Através do Decreto nº 6 095, de 24 de abril de 2007, o Governo Federal aponta para a possibilidade de expansão da rede, organizando os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), como parte das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE, para a criação dos Institutos Federais, materializando esse objetivo com aprovação do Projeto de Lei, consubstanciado na Lei nº 11 892, de 29 de dezembro de 2008.

O Campus Itaituba é, por assim dizer, um produto da implantação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA, criado no município de Itaituba, para o acolhimento de um público historicamente colocado a margem das políticas de formação para o trabalho, da pesquisa aplicada destinada à elevação do potencial das atividades produtivas locais e da democratização do conhecimento à comunidade em todas as suas representações.

Transportes

Portos em Miritituba

Estação de transbordo de carga na cidade de Itaituba. O objetivo é permitir o escoamento da soja produzida no Centro Sul, trazida para a cidade via corredor de escoamento da BR-163, até os portos de exportação em Belém e Macapá. - Itaituba
Estação de transbordo de carga na cidade de Itaituba. O objetivo é permitir o escoamento da soja produzida no Centro Sul, trazida para a cidade via corredor de escoamento da BR-163, até os portos de exportação em Belém e Macapá.

O distrito de Miritituba, em Itaituba, tem-se tornado alvo da atenção dos principais investidores nacionais e internacionais, com diversas empresas interessadas em operar Estações de Transbordo de Cargas, como a Bunge e a Cargill. Sua localização estratégica, às margens do rio Tapajós e com acesso curto e rápido para a BR-163, tem potencial para permitir uma grande economia no frete de cargas (especialmente soja) e no tempo total de transporte, desde o produtor até os mercados consumidores no exterior. Portanto, Miritituba tem-se consolidado, aos poucos, como uma importante alternativa à exportação via portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR), aumentando assim o dinamismo econômico relacionado à exportações nos portos do Norte do Brasil. Paralelo ao rápido desenvolvimento, a cidade de Itaituba e, mais particularmente, o distrito de Miritituba, tem observado um aumento fluxo de pessoas, e consequente aumento nos preços de imóveis e de serviços, bem como uma maior pressão sobre os serviços básicos. Como contrapartida para a instalação das Estações de Transbordo de Cargas, o município de Itaituba tem exigido contrapartidas sociais e financeiras das empresas interessadas, visando diminuir os eventuais danos causados. [30]

Transporte aéreo

Aeroporto de Itaituba - Itaituba
Aeroporto de Itaituba

O acesso aéreo é feito pelo Aeroporto de Itaituba, localizado a 5 quilômetros do Centro da cidade em área adjacente à BR-230 (Rodovia Transamazônica). Há serviço regular de táxi. Atualmente, o aeroporto conta com voos comerciais regulares da Azul Linhas Aéreas, que oferece serviço regular de transporte de passageiros e de cargas, conectando Itaituba com as demais cidades da região e do país. Além disso, empresas de táxi aéreo de menor porte oferecem voos para distritos e vilarejos mais afastados do centro urbano da cidade, bem como para os inúmeros garimpos de ouro da região e municípios vizinhos.

Aeroporto de Itaituba - Itaituba
Aeroporto de Itaituba

O aeroporto conta também com um terminal de passageiros totalmente climatizado, mix de lojas e praça de alimentação. A operação de pousos e decolagens no aeródromo é feita pelo Grupamento de Navegação Aérea de Itaituba (GNA III - SBIH). O aeródromo conta com sinalização que permite operações noturnas (IFR), e possui uma pista auxiliar para o taxi de aeronaves. Devido à importância socioeconômica da região e do potencial de passageiros o aeroporto é classificado como Aeroporto Regional.

Em virtude da grande quantidade de garimpos de ouro na região aurífera do Rio Tapajós (década de 1980), o Aeroporto de Itaituba já registrou uma média diária de 400 pousos e decolagens, representando um movimento de 80 000 pousos e decolagens/ano. Nessa época, o mesmo foi considerado o 3º aeródromo mais movimentado do mundo.

Transporte rodoviário

  • BR 163(Santarém-Cuiabá)
  • BR 230(Transamazônica)
  • Rodovia Estadual Transgarimpeira
BR 163 (Santarém-Cuiabá)[editar | editar código-fonte]

A Cuiabá-Santarém liga a capital do Mato Grosso, Cuiabá, a Santarém, no Pará, ligando Itaituba a Santarém e Itaituba a região Sul e Sudeste do Brasil. A estrada atravessa uma das regiões mais ricas do País em recursos naturais e potencial econômico, sendo marcada pela presença de importantes biomas brasileiros, como a Floresta Amazônica e o Cerrado e áreas de transição entre eles, além de bacias hidrográficas importantes, como a do Amazonas, do Xingu e Teles Pires-Tapajós.

Os serviços nesse trecho serão divididos em 2 lotes. O lote 1 compreende o segmento que vai da divisa do Mato Grosso com o Estado até o município de Novo Progresso. Serão contemplados 318 quilômetros. Para este lote, as obras foram avaliadas em R$ 20,6 milhões.

O Lote 2 segue do município de Novo Progresso até o início do trecho pavimentado da rodovia. Os serviços de manutenção se estenderão por 344 quilômetros a um custo total de R$ 22,7 milhões.

A partir de 2009, a BR-163 irá contar com o policiamento de mais 340 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a qual já conta com bases espalhadas pela rodovia, além das que estão em fase de construção para receber os novos policiais.

BR 230 (Transamazônica)[editar | editar código-fonte]
O Terminal Hidroviário Doutor Almir Gabriel serve para embarque e desembarque de passageiros e de cargas - Itaituba
O Terminal Hidroviário Doutor Almir Gabriel serve para embarque e desembarque de passageiros e de cargas

A Rodovia Transamazônica (BR-230), projetada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devido às suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar, é a terceira maior rodovia do Brasil, com 4 000 quilômetros de comprimento, cortando os estados brasileiros da Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Nasce na cidade de Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no Amazonas. É classificada como rodovia transversal. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada.

Planejada para integrar melhor o Norte brasileiro com o resto do país, foi inaugurada em 30 de agosto de 1972. Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Região Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração.

Os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Alguma informação era obtida apenas nas visitas ocasionais a algumas cidades próximas. O transporte geralmente era feito por pequenos aviões, que usavam pistas precárias.

Por não ser pavimentado, o trânsito na Rodovia Transamazônica é impraticável nas épocas de chuva na região (entre outubro e março). O desmatamento em áreas próximas à rodovia é um sério problema criado por sua construção.

A BR-230 corta o estado do Pará nas principais cidades do estado com Itaituba, Altamira e Marabá. No Estado do Maranhão entre as cidades de Carolina a Barão de Grajaú, passando por Riachão, Balsas, São Raimundo das Mangabeiras, São Domingos do Azeitão, Pastos Bons, São João dos Patos, bem como o Estado do Piauí passando por Floriano, Nazaré do Piauí, Oeiras até a BR-316, na localidade Gaturiano, no Piauí, segue-se pela BR-316 até a entrada de Fronteira, no Piauí, que passa a ser a continuação da BR-230 até a cidade de Campos Sales, no Ceará.

Em Itaituba, a Rodovia Transamazônica é cortada pelo Rio Tapajós. A travessia de carros, de cargas e de passageiros é feita pela Balsa da Rodonave Nagegações. Além disso, navegantes autônomos também proveem o servido de travessia de passageiros e de cargas.

Cultura

As maiores festividades em Itaituba são a Festa da Senhora de Sant'ana; Festival Folclórico da ASGRUFOCITA e a Feira Agropecuária. As festividades de Nossa Senhora de Sant'ana, padroeira do município, iniciam-se na primeira quinzena de julho e termina com a procissão do Círio, no dia 26 do mesmo mês. O Festival Folclórico da ASGRUFOCITA reúne todos os Grupos Folclóricos e Culturais do Município num concurso de danças e quadrilhas promovido pela Associação dos Grupos Folclóricos e Culturais de Itaituba na primeira quinzena do mês de julho. O evento possui um público fiel de mais de 10 mil pessoas com a apresentação de uma média de 12 agremiações a cada ano. A Feira Agropecuária, a qual ocorre no Parque de Exposições Hélio Mota Gueiros, ocorre anualmente no mês de outubro.

Calendário
  • 8 de fevereiro - Carnaval de rua
  • 25 de março - Via sacra - Paixão de Cristo
  • Julho - Festejo de Nossa Senhora de Sant'ana
  • Julho - Festival Folclórico do Aracu e Piau de Barreiras
  • Julho - Festival Folclórico da ASGRUFOCITA
  • Julho a agosto - Ita Verão
  • Outubro - Feira Agropecuária
  • 15 de dezembro - Aniversário da Cidade

Pontos de Cultura

O município possui dois Pontos de Cultura: o Ponto Cultura de Ouro, da Associação dos Grupos Folclóricos e Culturais de Itaituba, conveniado com o Ministério da Cultura no ano de 2007, que desenvolve diversas atividades culturais e fomenta todos os eventos culturais do município; e o Ponto Arteando a Periferia, da Associação dos Filhos de Itaituba - ASFITA, conveniado recentemente com a SECULT. Ambos, no âmbito do Programa Cultura Viva.

Esportes

Ginásio de esportes da cidade, palco de alguns dos principais eventos esportivos da cidade, como a Copa Ouro, promovido pela Tv Tapajoara - Itaituba
Ginásio de esportes da cidade, palco de alguns dos principais eventos esportivos da cidade, como a Copa Ouro, promovido pela Tv Tapajoara

No âmbito esportivo, uma das principais competições esportivas da cidade é a Copa Ouro de Futsal. Promovido anualmente pela TV Tapajoara, tem, como principais equipes, o Trovão Azul (tri-campeã), Cálculos Contábeis (uma conquista) e o Hay Fay. Outros campeonatos importantes são o Campeonato Suburbano, o Campeonato Itaitubense, cujos times mais tradicionais são o América, o Auto Esporte e o Itaituba.

Os dois principais logradouros destinados ao esporte na cidade de Itaituba são o Ginásio Poliesportivo (um dos maiores ginásios fechados no Norte do Brasil) e o Estádio Municipal Teófilo Olegário Furtado (que está em processo de mudança, uma vez que a prefeitura cogia construir um novo no bairro Aeroporto). A cidade também contra com quadras poli-esportivas abertas em diversas praças e escolas públicas, bem como outros logradouros particulares (por exemplo, na Associação Atlética Cearense, na Associação Atlética Banco do Brasil, e no Chapéu do Povo).

Além da Secretaria Municipal de Esporte Cultura e Desporto, é responsável pela realização dos eventos esportivos da cidade a LIDA (Liga Itaitubense de Desportos Atléticos). Merece destaque nesse assunto o diretor da LIDA, Sr. Joaquim Albino, uma das pessoas que mais tem contribuído para o desenvolvimento do esporte na cidade.

Há uma série de projetos de esporte em andamento na cidade, por exemplo o Grupo Genasc, e a Escola de Futebol Zico 10[31] .

Turismo

Vista noturna da orla da cidade de Itaituba. A cidade apresenta variadas opções de lazer à noite, como clubes, praças, entre outros. - Itaituba
Vista noturna da orla da cidade de Itaituba. A cidade apresenta variadas opções de lazer à noite, como clubes, praças, entre outros.

Itaituba possui boa infraestrutura hoteleira para receber turistas e visitantes, contanto com diversos hotéis categorizados de 1 a 4 estrelas. A cidade apresenta, também, grande potencial ecoturístico, onde estão incluídos atrativos de exuberante beleza, como: cavernas, cachoeiras, águas minerais e minerotermais, além de uma grande quantidade de praias e lagos piscosos, localizados principalmente próximo à sede do município.

Seresteiro da orla de Itaituba. Monumento construído em homenagem a Antônio Caetano dos Santos, um dos mais populares seresteiros da cidade nas décadas de 1960-1970. - Itaituba
Seresteiro da orla de Itaituba. Monumento construído em homenagem a Antônio Caetano dos Santos, um dos mais populares seresteiros da cidade nas décadas de 1960-1970.

Destaca-se, nesse contexto, a região denominada de São Luís do Tapajós, que está situada a cerca de uma hora de carro a partir da sede municipal. Destacam-se, também, belas praias e ilhas ao longo do Rio Tapajós, que, por sua vez, nos meses de agosto, setembro e outubro, apresentam-se com águas esverdeadas e cristalinas, devido à formação rochosa do fundo do rio característica encontrada somente nessa região. Desta maneira, vale conferir os atrativos de Itaituba, que possui um conjunto muito agradável aos turistas da pesca esportiva, que também poderão sair à procura de grandes tucunarés no Lago do Jacaré.

Caverna Paraíso

A caverna Paraíso está localizada a cerca de 90 quilômetros a partir da cidade de Itaituba, através da Rodovia Transamazônica (BR 230) até o quilômetro 72, trecho compreendido entre Itaituba e Rurópolis, adentrando à esquerda na estrada vicinal Transforlândia por mais 15 quilômetros até a chegada na caverna, e, assim, contemplar a majestosa obra da natureza. A entrada da caverna está localizada nas coordenadas 04º 04'04 S e 55º 26'45 W, entre os igarapés Baixa Fria e Jiboia. A caverna é constituída de calcário e apresenta mais de 300 metros quadrados de salões e galerias com belos e variados espeleotemas como: estalactites, estalagmites, cortinas, travestinos etc. Além dessas maravilhas, podem-se encontrar rios subterrâneos, que são formações características de cavernas em rochas calcárias. É importante ressaltar que o local é considerado como a primeira caverna em calcário catalogada na Amazônia.

Lago do Jacaré

Está a cerca de 50 minutos por via fluvial da sede do município, subindo o Rio Tapajós. É propício especialmente à prática da pesca esportiva, possibilitando, aos turistas ou nativos, o conhecimento de vários tipos de peixes amazônicos que encantam pela aparência, tamanho e gosto.

Tabuleiro Monte Cristo

Com o objetivo de proteger os Quelônios dos predadores e de sua possível extinção foi implantado, pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, o Projeto Quelônios da Amazônia - PQA, na área do Tabuleiro Monte Cristo, este projeto passou a ser Programa Quelônios da Amazônia - PQA e é executado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O Programa já vem atuando na área há mais de 34 anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, e visa a preservar espécies de quelônios como: tartarugas, tracajás, pitiú e uma variedade de aves como talhamar, gaivota, bacurau etc. Essa área de nidificação natural está localizada dentro do município de Aveiro/PA, no limite com o município de Itaituba/PA, às proximidades da Vila de Barreiras (Itaituba).

Hotel Fazenda Maloquinha

Está localizada no quilômetro 15 da Rodovia Transamazônica, sentido Itaituba-Jacareacanga, na margem esquerda do Rio Tapajós. Pertence às Obras Sociais da Igreja de Deus no Brasil, onde é mantido um seminário. Acolhe a todos os visitantes, os quais podem apreciar uma belíssima paisagem natural, contemplar prédios históricos, percorrer trilhas, praticar arvorismo, apreciar peixes regionais mantidos em criatórios (pirarucu), e tomar banho de rio, tudo no mais íntimo contato com a natureza. A fazenda oferece ainda queijos, refeições, lanches e chás.

Parque Nacional da Amazônia

O Parque Nacional da Amazônia, com seus 994.000ha, possui uma vasta floresta de mata tropical mista e matas aluviais, igapós ricos em açaí e buriti, numerosas formações geológicas de distintas idades, espécies raras de árvores terrestres e semi-terrestres, além de várias espécies de animais. Localizado à margem esquerda do Rio Tapajós, o parque é cortado pela BR-230 (Transamazônica). Saindo da sede do município, o percurso até o parque leva meia hora, de carro ou de ônibus. No acesso fluvial, leva-se cerca de 1 hora de viagem. O parque conta com uma boa infra-estrutura com trilhas educativas, mirante para o Rio Tapajós, além de fácil acesso.

O clima no parque, em média, é quente úmido, com um a dois meses secos. Há Predominância da Floresta Tropical Úmida, com grande diversidade de espécies e formas, sendo que as maiores árvores possuem a altura média de 50 metros; e, devido à luminosidade, os estratos inferiores apresentam grande número de plantas trepadeiras, musgos, líquens, orquídeas, entre outras.

O parque é rico em fauna, porém com pequeno número de indivíduos de cada espécie, normalmente de hábitos noturnos. Encontra-se também espécies ameaçadas de extinção como a ariranha, o peixe-boi e o tamanduá-bandeira, além dos répteis e uma notável fauna aquática.

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Itaituba

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Estimativa da População 2011 Estimativa da População 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (21 de dezembro de 2011). Visitado em 21 de dezembro de 2011.
  4. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM » IDHM 2010 » Comparação entre os Municípios: Pará IBGE IBGE (2010). Visitado em 17 de outubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 17 de dezembro de 2013.
  6. Encanto do Tapajós Revista VoeTRIP Spring (Janeiro 2010). Visitado em dezembro, 21 2011.
  7. a b Regiões de Influência das Cidades - 2008 IBGE (10 de agosto de 2008). Visitado em 19 de setembro de 2010.
  8. a b O Brasil em 10 vocações Especial Cidades Médias - Almanaque Revista Veja (1 de setembro de 2010). Visitado em 9 de setembro de 2010.
  9. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 572.
  10. Itaituba. Disponível em http://www.53bis.eb.mil.br/itaituba/historico.html. Acesso em 3 de agosto de 2014.
  11. a b Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Itaituba Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 2 de abril de 2014.
  12. Climate Summary (em inglês) Weatherbase. Visitado em 2 de abril de 2014.
  13. a b Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
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  15. a b Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  16. a b Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Itaituba Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 2 de abril de 2014.
  17. a b Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Itaituba Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 2 de abril de 2014.
  18. Série Histórica - Dados Mensais Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 2 de abril de 2014.
  19. Temperatura Média Compensada (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  20. Temperatura Máxima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  21. Temperatura Mínima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  22. Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 26 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  23. IBGE - @Cidades Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (17 de dezembro de 2013). Visitado em 17 de dezembro de 2013.
  24. Governo divulga PIB dos 143 municípios do Pará Governo divulga PIB dos 143 municípios do Pará Secretaria de Comunicação do Governo do Estado do Pará (16 de dezembro de 2009). Visitado em 9 de setembro de 2010.
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  29. Época. Disponível em http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/04/o-conflito-do-governo-com-indigenas-na-construcao-de-b40-hidreletricas-na-amazoniab.html. Acesso em 3 de agosto de 2014.
  30. Porto em Itaituba vai salvar exportações Porto em Itaituba Jornal O Diario do Pará (O Diario Online) (10 de jagosto de 2013). Visitado em 10 de agosto de 2013.
  31. Itaituba terá grande festa para entrar no mapa das Escolas Zico 10 Site Zico 10 (24 de Junho de 2011). Visitado em 18 de dezembro de 2011.

Bibliográficas

  • ________, Programa de Integração Mineral do Município de Itaituba - PRIMAZ, Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais e Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Mineração - Prefeitura Municipal de Itaituba (Orgs.), [S.l.], 1996.
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