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Fortaleza | QuickiWiki

Fortaleza

  PO

Overview

Município de Fortaleza
"Capital Alencarina"
"Loira desposada do Sol"
"Terra da Luz"
"Fortal"
"Miami Brasileira"

Fortaleza
Bandeira de Fortaleza
Brasão de Fortaleza
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de abril
Fundação 13 de abril de 1726 (288 anos)
Gentílico fortalezense, fortalense ou fortaliciense
Lema Fortitudine
"Força, valor, coragem"
Prefeito(a) Roberto Cláudio (PROS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Fortaleza
Localização de Fortaleza no Ceará
Fortaleza está localizado em: Brasil
Fortaleza
Localização de Fortaleza no Brasil
03° 43' 06" S 38° 32' 34" O03° 43' 06" S 38° 32' 34" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Metropolitana de Fortaleza IBGE/2008[1]
Microrregião Fortaleza IBGE/2008[1]
Região metropolitana Fortaleza
Municípios limítrofes Caucaia, Maracanaú, Itaitinga, Eusébio e Aquiraz
Distância até a capital 2 285 km[2]
Características geográficas
Área 314,930 km² (BR: 3336º)[3]
População 2 551 805 hab. (CE: 1º) –  IBGE/2013[4]
Densidade 8 102,77 hab./km²
Altitude 16 m
Clima Tropical semiúmido[5]  As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,754 (CE: 1º) – alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 43 402 190 mil (BR: 10º) – IBGE/2012[7]
PIB per capita R$ 17 359,53 IBGE/2012[7]
Página oficial
Prefeitura www.fortaleza.ce.gov.br
Câmara www.cmfor.ce.gov.br


Fortaleza - Fortaleza
Fortaleza

Fortaleza é um município brasileiro, capital do estado do Ceará, situado na Região Nordeste do país. Pertence à mesorregião Metropolitana de Fortaleza e à microrregião de Fortaleza. A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú, a 2 285 quilômetros de Brasília. Sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, o qual deu origem à cidade, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local, entre 1649 e 1654. O lema da cidade, presente em seu brasão, é a palavra em latim Fortitudine, que, em português, significa "força, valor, coragem".[8]

Está localizada no litoral Atlântico. Com 34 km de praias, a cidade está localizada a uma altitude média de dezesseis metros, possui 314,930 km² de área e 2 571 896 habitantes estimados em 2014,[9] além da maior densidade demográfica entre as capitais do país, com 7 786,4 hab/km².[9] É a maior cidade do Ceará em população, a quinta do Brasil[10] e a 81ª do mundo em 2010.[11] A Região Metropolitana de Fortaleza possui 3,8 milhões de habitantes[12] e, por isso, é a oitava mais populosa do Brasil e a terceira do Nordeste. É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.[13]

Fortaleza é a décima cidade mais rica do país PIB e primeira do Nordeste,[7] com 43 bilhões de reais em 2012. Possui, ainda, a terceira região metropolitana mais rica do Norte-Nordeste em PIB,[7] além de importante centro industrial e comercial do Brasil, com o oitavo maior poder de compra municipal do país.[14] No turismo, a cidade alcançou a marca de segundo destino mais desejado do Brasil de acordo com o Ministério do Turismo[15] , além de quarta cidade brasileira que mais recebe turistas,[16] É sede do Banco do Nordeste, da Companhia Ferroviária do Nordeste e do DNOCS. Em 1996, a cidade ingressou no Mercado Comum de Cidades do Mercosul.[17] A BR-116, a mais importante do país, começa em Fortaleza.

Batizada de Loira Desposada do Sol pelos versos do poeta Paula Ney, a metrópole cearense é a terra natal de brasileiros de grande renome, como José de Alencar, Rachel de Queiroz, Dom Hélder Câmara, Capistrano de Abreu, Chico Anysio, Karim Aïnouz, Casimiro Montenegro Filho, Maurício Peixoto e o ex-presidente Castelo Branco. É a capital brasileira mais próxima da Europa, a 5 608 km de Lisboa, em Portugal.[18] [19]

Videos

História

Primórdios

Pormenor do mapa da costa do Ceará de 1629, por Albernaz I, com o Fortim de São Sebastião em destaque. - Fortaleza
Pormenor do mapa da costa do Ceará de 1629, por Albernaz I, com o Fortim de São Sebastião em destaque.

Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à da cidade de Lagos, no Golfo da Guiné, na Nigéria. O atual litoral das duas cidades surgiu há 150 milhões de anos, no Jurássico Superior.[20] A evolução geológica provocou o surgimento de grandes dunas e tabuleiros no litoral da região. Estudos indicam que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado há cerca de 2 000 anos. Aproximadamente até o ano 1 000, a região era habitada pelos índios tapuias. Nessa época, tais índios foram expulsos para o interior do continente pelos índios tupis procedentes da Amazônia.[21] É de origem tupi o povo indígena mais característico do território litorâneo que hoje é Fortaleza, o potyguara, retratado pelos romances indianistas de cearenses.[22]

Séculos XVI, XVII e XVIII

Fortim de São Sebastião em 1644, segundo o holandês Frans Jansz Post.[23] - Fortaleza
Fortim de São Sebastião em 1644, segundo o holandês Frans Jansz Post.[23]

Antes da colonização portuguesa do Ceará, houve duas passagens de europeus pelo atual litoral de Fortaleza: os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500. Pinzón chegou a um cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe desembarcou na barra do Rio Ceará, em Fortaleza. Tais descobertas não puderam ser oficializadas em decorrência do Tratado de Tordesilhas, de 1494. A chegada de Pinzón ao Mucuripe foi considerada um dos possíveis pontos de descobrimento pré-cabralino do país.[24]

O início da ocupação do território onde hoje se encontra Fortaleza data do ano de 1597/98, quando um ramo da etnia potyguara que habitava a região ao redor do Forte dos Reis Magos migrou e se estabeleceu na região entre as margens do rio Cocó e rio Ceará, tendo ao fundo as serras da Aratanha e de Maranguape.[25]

Primeira representação de Fortaleza, de 1726, no período de instalação da Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção do Siará Grande. No desenho, são notáveis os principais símbolos de poder da vila colonial: o forte, o pelourinho, a casa de câmara e cadeia, a igreja e a forca.[26] - Fortaleza
Primeira representação de Fortaleza, de 1726, no período de instalação da Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção do Siará Grande. No desenho, são notáveis os principais símbolos de poder da vila colonial: o forte, o pelourinho, a casa de câmara e cadeia, a igreja e a forca.[26]

A partir de 1603, os portugueses começaram a colonização do Ceará. Pero Coelho de Sousa aportou na foz do Rio Ceará e, às margens, ergueu o Fortim de São Tiago, dando ao povoado o nome de Nova Lisboa. Porém, essa tentativa não vingou frutos em decorrência da seca de 1605 e a "Nova Lisboa" de Pero Coelho foi abandonada. Outro português, Martim Soares Moreno, chegou em 1613, recuperando e ampliando o Fortim de São Tiago e rebatizando-o como Fortim de São Sebastião. No ano de 1631, os holandeses tentaram tomar o Forte de São Sebastião, mas essa ação, conjunta com os índios potyguara, não foi bem sucedida. Em 1637, houve a tomada holandesa do forte, outro trabalho conjunto com os indígenas. Em 1644, o Forte São Sebastião foi destruído pelos nativos. Os holandeses foram mortos ou expulsos.[27]

Em 1649, uma nova expedição holandesa no Ceará, expedição antes negociada com os indígenas, construiu, às margens do riacho Pajeú, o Forte Schoonenborch. Começava, nesse momento, a história de Fortaleza, cujo responsável foi o comandante holandês Matias Beck.[28] Em 1654, com a retirada dos holandeses, o forte foi rebatizado de Forte de Nossa Senhora da Assunção. Em 1726, o povoado do forte foi elevado à condição de vila. Em 1799, a Capitania do Ceará foi desmembrada da Capitania de Pernambuco e Fortaleza foi escolhida capital.[29]

Século XIX

Planta de Fortaleza em 1859. - Fortaleza
Planta de Fortaleza em 1859.

Durante o século XIX, Fortaleza consolidou a liderança urbana no Ceará, fortalecida pelo surgimento da cultura do algodão. Com o aumento das navegações diretas com a Europa, foi criada, em 1812, a Alfândega de Fortaleza. Ainda em 1812, Antônio José da Silva Paulet construiu a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, no local do que restou do Forte de Nossa Senhora da Assunção. O Passeio Público foi planejado por Silva Paulet em 1820. Em 1824, a cidade se agitou com os revolucionários da Confederação do Equador.[30] Entre os anos de 1846 e 1877, a Fortaleza passou por um período de enriquecimento e melhoria das condições urbanísticas com a exportação do algodão, época em que foram executadas diversas obras, tais como a criação do Liceu do Ceará e do Farol do Mucuripe em 1845, Santa Casa de Misericórdia em 1861, Seminário da Prainha em 1864, sistema de abastecimento de água em 1866, Biblioteca Pública em 1867 e a Cadeia Pública em 1870. Alguns anos depois, teve início a construção da Rede de Viação Cearense e do Porto de Fortaleza na Ponte Metálica. Nas décadas de 1870 e 1880, surgiram e se fortaleceram movimentos abolicionistas e republicanos que culminaram na libertação dos escravos no Ceará, em 25 de março de 1884, quatro anos antes da Lei Áurea. O movimento literário Padaria Espiritual, surgido em 1892, foi pioneiro na divulgação de ideias modernas na literatura do Brasil que só viriam a ser adotadas no século seguinte. Entidades de alta cultura surgiram na época, como o Instituto do Ceará e a Academia Cearense de Letras, respectivamente fundadas em 1887 e 1894.

Século XX

Panorama urbano aéreo de Fortaleza em 1936, com vista da Praça General Tibúrcio e Palácio da Luz. - Fortaleza
Panorama urbano aéreo de Fortaleza em 1936, com vista da Praça General Tibúrcio e Palácio da Luz.

No século XX, Fortaleza passou por grandes mudanças urbanas, chegando ao final da década de 1910 como a sétima maior cidade em população do Brasil. Em 1909, foi criado o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, organização que Fortaleza sedia até os dias de hoje. Em 1911, começaram as obras do primeiro sistema de esgoto da capital, projetado por João Felipe, que começou a funcionar em 1927. Entre 1943 e 1945, a Segunda Guerra Mundial entrou no contexto de Fortaleza, que sediou o Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia e duas bases das Forças Armadas dos Estados Unidos, a Base do Pici e a Base do Cocorote. Em 1954, foi criada a primeira universidade na cidade, a Universidade Federal do Ceará, então denominada Universidade do Ceará, e inaugurado o Porto do Mucuripe. Entre as décadas de 1950 e 1960, a cidade passou por um crescimento econômico que superou os cem por cento e começou a ocupação de bairros mais distantes do centro. Ao final dos anos 1970, começou a despontar como um dos maiores polos industriais do Nordeste com a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza. Durante a abertura política após o Regime Militar, o povo elegeu a primeira mulher prefeita do Ceará, Maria Luiza Fontenele, e a primeira prefeitura comandada por um partido de esquerda no país. No final do século XX, as administrações dos prefeitos Juraci Magalhães e Antônio Cambraia realizaram, na cidade, diversas mudanças estruturais, com a abertura de várias grandes vias, uma significativa reforma no hospital de primeiros socorros, Instituto Doutor José Frota, a construção do novo Mercado Central de Fortaleza, a criação de novos espaços culturais, a Ponte sobre o Rio Ceará, ligando a capital ao município de Caucaia pela via da Costa do Sol Poente, ao litoral oeste do Estado, além da cidade ter despontado como um dos principais destinos turísticos do Nordeste e do Brasil.

Geografia

O meio ambiente de Fortaleza tem características semelhantes às de outras cidades de litoral do Brasil. O clima é quente, com temperatura anual média de 26 °C. A vegetação predominante é de mangue e restinga. O Parque Ecológico do Cocó destaca-se por ser a maior área verde da cidade e um dos maiores parques urbanos da América Latina.[31] Seu relevo tem altitude média de dezesseis metros e o maior rio é o Cocó.[32]

Clima

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Fortaleza por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 180,6 mm 29/01/2004 Julho 72,7 mm 13/07/1985
Fevereiro 131,8 mm 11/02/1978 Agosto 74,6 mm 02/08/2000
Março 162,5 mm 07/03/2004 Setembro 46,7 mm 10/09/2000
Abril 196,1 mm 26/04/1970 Outubro 22,1 mm 16/10/2002
Maio 198 mm 01/05/1974 Novembro 18 mm 09/11/1970
Junho 142,4 mm 02/06/1977 Dezembro 62,5 mm 28/12/1963
Fonte: Rede de dados do INMET (1961-1970, 1974-1985, 1990 e 1993-presente).[33]

Fortaleza possui clima tropical semiúmido (tipo As, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger),[5] com temperatura média anual de 26,5 °C. Dezembro e janeiro são os meses mais quentes e julho é o mais frio, porém, sem grandes diferenças em termos de temperatura. Sem ter exatamente definidas as estações do ano, existem apenas a época chuvosa, equivalente localmente ao inverno, de janeiro a julho, e a seca, de agosto a dezembro. A média pluviométrica anual é de aproximadamente 1 600 milímetros (mm), concentrados entre fevereiro e maio, sendo abril o mês de maior precipitação (356 mm).[34] Sua localização, entre serras próximas, faz com que as chuvas de verão ocorram com mais frequência na cidade e entorno do que no resto do estado.[35]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1974 a 1985, 1990 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Fortaleza foi de 19,4 °C nos dias 5 de julho de 1974 e 15 de agosto de 1969,[36] enquanto a maior atingiu 37,7 °C em 19 de janeiro de 1979.[37] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 198 mm em 1º de maio de 1974,[33] e o maior volume em um mês foi registrado em abril de 2001, de 758,5 mm.[38] O menor índice de umidade relativa do ar foi de 18%, em 28 de janeiro de 1982.[39]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Fortaleza Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 37,7 34,6 33,9 34 33,2 33,5 33,2 34,4 33,9 33,4 33,5 37 37,7
Temperatura máxima média (°C) 30,5 30,1 29,7 29,7 29,9 29,6 29,5 29,9 30,2 30,5 30,7 30,7 30,1
Temperatura média (°C) 27,1 26,9 26,4 26,2 26,2 25,8 25,6 26 26,4 26,9 27,2 27,3 26,6
Temperatura mínima média (°C) 24,4 24 23,6 23,4 23,3 22,8 22,4 22,7 23,4 24,1 24,4 24,6 23,6
Temperatura mínima registrada (°C) 20 21,2 20,2 20 20,6 20,2 19,4 19,4 20,5 21 21,3 21 19,4
Precipitação (mm) 119,1 204,6 323,1 356,1 255,6 141,8 94,7 21,8 22,7 13 11,8 44,1 1 608,4
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 15 22 21 19 14 10 5 5 4 3 6 132
Umidade relativa (%) 78,1 81,4 84,7 85,2 83,6 81 78,8 75,3 74,4 74 73,7 75,9 78,8
Horas de sol 225,2 182,3 150 157,1 208,4 238,7 268,3 295,9 281,6 291,4 282,2 262,3 2 843,4
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[40] [41] [42] [34] [43] [44] [45] recordes de temperatura: 1961-1970, 1974-1985, 1990 e 1993-presente).[37] [46] [36]

Vegetação

Parque Ecológico do Cocó, considerado um dos maiores parques urbanos da América Latina, é a mais importante área verde e de preservação da cidade.[47] O rio Cocó corta a região e é responsável por manter suas áreas de manguezal. - Fortaleza
Parque Ecológico do Cocó, considerado um dos maiores parques urbanos da América Latina, é a mais importante área verde e de preservação da cidade.[47] O rio Cocó corta a região e é responsável por manter suas áreas de manguezal.

A vegetação de Fortaleza é tipicamente litorânea, com áreas de mangue e restinga. As de restinga encontram-se nas proximidades das dunas ao sul da cidade e perto da foz dos rios Ceará, rio Cocó e rio Pacoti, nos leitos dos quais há ainda mata de mangue. As regiões desses rios formam três áreas de proteção ambiental (APA). O rio Cocó e seu leito formam a maior área de mangue de Fortaleza e o Parque Ecológico do Cocó, localizado na região centro-leste da cidade, com 1.155,2 hectares de área verde, é seu maior parque. Ao norte, está localizada a foz do rio Cocó e, ao sul, a área de mangue do rio Pacoti. Nas demais áreas verdes da cidade, já não existe a vegetação nativa, constituindo-se elas de vegetação variada, árvores frutíferas em grande parte.[48]

Hidrografia

Estão localizados em Fortaleza diversos rios, lagoas riachos. Entre as lagoas, as maiores são a da Parangaba, conhecida pela feira de variedades que acontece em suas imediações; lagoa da Messejana, onde está a maior estátua de Iracema de Fortaleza, construída em aço e com altura equivalente à de um prédio de quatro andares; além das do Opaia, Maraponga, Porangabussu e Sapiranga, esta última, parte de uma reserva ecológica protegida. Fortaleza é cortada por dois rios. O maior deles, o rio Ceará, desemboca na Barra do Ceará, marca a divisa com o município de Caucaia e abriga zona de proteção municipal de mangue de seu estuário. O rio Maranguapinho é o maior afluente do rio Ceará, nasce na Serra de Maranguape e tem extensão de 34 quilômetros, dos quais 17 estão na área de Fortaleza. Há, ainda, o rio Cocó, a partir do qual, perto da foz, em 1989, foi criado o Parque Ecológico do Cocó. Um de seus afluentes é o rio Coaçu, que deságua junto à foz do Cocó. O Coaçu faz a divisa de Fortaleza com o Eusébio, na área em que seu leito forma a lagoa da Precabura. Entre os riachos, o mais importante é o Pajeú, às margens do qual a cidade se assentou. Restam somente duas áreas verdes às margens do Pajeú: a primeira no bosque do Palácio do Bispo, sede da prefeitura, no Centro, e a segunda no Parque Pajeú, também na região central de Fortaleza. Os outros são o riacho Maceió e riacho Jacarecanga. O foz do rio Pacoti faz a divisa de Fortaleza com Aquiraz, cujas margens, com seus manguezais, formam hoje a Área de Proteção Ambiental do rio Pacoti.[49]

Litoral

Praia do Futuro. - Fortaleza
Praia do Futuro.

O litoral de Fortaleza tem extensão de 34 quilômetros, com um total de quinze praias. Tem como limites a foz dos rios Ceará, ao norte, e Pacoti, ao sul. A Praia da Barra do Ceará, localizada na foz do rio de mesmo nome, detém significante importância para a história da cidade, pois foi onde o açoriano Pero Coelho de Sousa fez sua primeira incursão, em 1603, a partir da qual construiu o Fortim de São Tiago.[50]

Na Praia de Meireles, há a avenida Avenida Beira Mar, que se estende até o Mucuripe. Nela, está a principal concentração de hotéis de luxo da cidade. O clube Náutico Atlético Cearense é um dos marcos da região, em frente ao qual acontece, todos os dias, Feira de Artesanato da Beira-Mar. A Volta da Jurema é o local mais nobre do litoral de Fortaleza,[51] onde é possível embarcar em passeios de veleiro e iate pelo mar da cidade, por meio dos quais são percorridos outros pontos importantes da orla, como o Cais do Porto e o Parque Eólico da Praia Mansa.[52] O bairro do Mucuripe é famoso por sua comunidade de pescadores e pela composição de Belchior que retrata o ethos do jangadeiro e da jangada enquanto símbolos do Ceará.[53] Todos os dias, é possível contemplar, das barracas, restaurantes e pontos de convivência da orla da Volta, a chegada e a partida dos pescadores jangadeiros no fim da tarde e de manhã cedo. Há na região, ainda, um movimentado mercado de peixes e mariscos e a mais antiga estátua de Iracema e Martim da cidade, inaugurada em 1965. Logo após a Ponta do Mucuripe, está a Praia do Titãzinho, que é famosa por ser o principal local para a prática do surfe na cidade e por ser celeiro de talentos nacionais do esporte como Tita Tavares, tetracampeã brasileira.[54]

A Praia do Futuro é outro famoso ponto da orla de Fortaleza, com uma longa extensão ocupada por robusta estrutura turística, sobretudo barracas de praia e restaurantes especializados em frutos do mar, e é considerada uma das cinco praias mais movimentadas do Brasil.[55] Ainda no litoral fortalezense, há o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, cerca de 10 milhas náuticas, ou 50 minutos, distante do Porto do Mucuripe, reconhecido como um dos melhores lugares do país para a prática do mergulho.[56]

Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 42 458
1890 40 902 -3,7%
1900 48 369 18,3%
1920 78 536 62,4%
1940 180 901 130,3%
1950 270 169 49,3%
1960 514 818 90,6%
1970 842 702 63,7%
1980 1 308 919 55,3%
1991 1 766 794 35,0%
2000 2 138 234 21,0%
2010 2 447 409 14,5%
Fonte: IBGE[4]

Uma das principais causas do crescimento demográfico de Fortaleza ao longo de sua história foi o período de secas no interior e a consequente fuga para a cidade, ou êxodo rural. A população de Fortaleza, no ano de criação da vila, em 1726, era estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. O primeiro censo populacional realizado na cidade ocorreu em 1777, ano de grande seca no Ceará, a mando do Capitão-General José César Meneses, contabilizando 2 874 pessoas. Em 1808, a população foi estimada em 1 200 pessoas pelo viajante inglês Henry Koster. Em 1813, o governador Manuel Inácio de Sampaio realizou o primeiro censo em todo o Ceará, que constatou no município uma população de 12 810 habitantes. A última contagem da população antes do censo nacional de 1872 foi realizada em 1865, durante a Guerra do Paraguai, que somou 19 264 pessoas a viverem na cidade. Naquele ano, embarcaram para a guerra, a partir do porto, 1 236 pessoas, entre soldados e oficiais.[57]

O primeiro ponto discrepante do crescimento populacional de Fortaleza se deu entre 1865 e 1872, quando teve início a construção da Estrada de Ferro de Baturité. Por demandar uma grande quantidade de mão de obra, a população da cidade crescia ao passo da economia.[58] Em 1877, outra seca fez uma grande quantidade de flagelados migrar para Fortaleza e entorno. Migrações repetiram-se nas secas de 1888, 1900, 1915, 1932 e 1942. Nestas três últimas datas, foram instalados campos de concentração no interior para evitar a chegada de retirantes à capital,[59] contudo, bairros que hoje possuem de alta densidade demográfica, como o Pirambu e outras regiões da periferia, tiveram seus processos de formação diretamente ligados às migrações de camponeses seduzidos pelas promessas da modernidade da maior urbe do Ceará.[60]

Em 1922, Fortaleza atingiu sua primeira centena de milhar de habitantes, com a anexação dos então municípios de Messejana e Porangaba, hoje bairros da cidade. Porangaba era uma cidade com população superior a 20 000 habitantes e, por ter sido a última parada da estrada de ferro antes de Fortaleza, recebeu uma grande quantidade de retirantes das secas.[61]

Composição étnica (Censo 2000)[62]
Cor ou raça População (%)
Pardos 1 179 062 55,06
Brancos 884 113 41,29
Afrodescendentes 59 742 2,79
Amarelos 3 557 0,17
Indígena 3 314 0,15
Sem declaração 11 614 0,54

Nos primeiros anos da Ditadura Militar, houve, em Fortaleza, diversas mudanças que fizeram da cidade um grande polo de indústrias. No primeiro governo de Virgílio Távora, teve início a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza (DIF I). Em 1973, Fortaleza já contava com quase um milhão de habitantes, quando foram criadas no Brasil as Regiões Metropolitanas, passando a cidade a se constituir uma delas. Em 1983, o DIF I passou a integrar o território do novo município de Maracanaú, que, tão logo foi criado, passou a fazer parte da Região Metropolitana de Fortaleza.[63]

Na década de 1980, Fortaleza ultrapassou Recife em termos populacionais, tornando-se a segunda cidade mais populosa do Nordeste, com 1 308 919 habitantes.[64] Ao longo das últimas décadas do século XX, a cidade foi se adensando populacionalmente cada vez mais, até atingir a marca de dois milhões de habitantes no ano 2000. O censo de 2010 IBGE contabilizou uma população de 2 452 185 habitantes,[65] fazendo de Fortaleza a quinta cidade mais populosa do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Já a estimativa da população em 2012 foi de 2 500 194 habitantes.[66]

Segundo o mesmo censo de 2010, 1 304 267 habitantes eram mulheres, equivalendo a 53,19% da população, e 1 147 918, homens, representando 46,81% do total.[67] Da população total naquele ano, 554 737 habitantes (22,62%) tinham menos que 15 anos, 1 736 138 habitantes (70,80%) tinham de 15 a 64 anos e 161 310 pessoas (6,58%) possuíam mais de 65. Já a esperança de vida ao nascer era de 74,4 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 1,6.[6] Em 2010, a população era composta por 901 816 brancos (36,78%), 110 811 negros (4,52%), 33 161 amarelos (1,35%), 1 403 292 pardos (57,23%) e 3 071 indígenas (0,13%).[68] Dentre os habitantes do município, 2 291 687 (93,45%) eram naturais do Ceará e, desse total, 1.715.123 (69,94%) eram nascidos em Fortaleza.[69]

Imigrantes

No começo do século XX, houve um momento marcante de imigração estrangeira na cidade, com destaque para os portugueses. Várias famílias de origem sírio-libanesa também constituíram forte comunidade em Fortaleza nessa época, além de espanhóis, italianos, ingleses, franceses.[70] Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi movimentada com a presença de militares americanos, chegando a receber um consulado desse país.[71] De acordo com estudo de 2011, pardos e brancos de Fortaleza, que constituem a maior parte da população, apresentaram ancestralidade predominante europeia (maior que 70%) e menor contribuição africana e indígena.[72]

Atualmente, motivados pelo turismo de lazer, grupos de portugueses, italianos, espanhóis e de vários outros países da Europa têm escolhido Fortaleza para morar. No censo do ano 2000, no Ceará existiam 2 562 residentes nascidos em outros países.[73] De acordo com a Delegacia de Imigração da Polícia Federal em Fortaleza, em 2013, existiam cerca de 15 014 estrangeiros morando na cidade, denotando a constante de crescimento do índice ao longo da década de 2000.[74]

Religião

População residente por religião (Censo IBGE 2010)
Religião Número de adeptos (%)
Católicos 1 664 521 67
Protestantes 523 456 21
Sem religião 162 985 6
Espíritas 31 691 1,2
Testemunhas de Jeová 17 518 0,7
Outras religiões 15 923 2,2
A Igreja de Nossa Senhora do Líbano de Fortaleza é uma das quatro igrejas melquitas no país. - Fortaleza
A Igreja de Nossa Senhora do Líbano de Fortaleza é uma das quatro igrejas melquitas no país.

Mesmo tendo surgido a partir de ocupação protestante holandesa e sido estabelecida como vila em função de uma fortificação e não de uma missão religiosa, o Catolicismo mostrou-se dominante em Fortaleza desde o início de sua história. A primeira religião não católica a se mostrar na população de forma significativa foi o presbiterianismo, cujas primeiras iniciativas datam de 1875, que resultaram na fundação da Igreja Presbiteriana de Fortaleza.[75]

A Catedral Metropolitana de Fortaleza, em arquitetura eclética com predominância de elementos góticos e românicos, é uma das maiores do Brasil e demorou quarenta anos para ter sua construção concluída.[76] - Fortaleza
A Catedral Metropolitana de Fortaleza, em arquitetura eclética com predominância de elementos góticos e românicos, é uma das maiores do Brasil e demorou quarenta anos para ter sua construção concluída.[76]

Segundo censo de 2010, 67% da população fortalezense seguia o Catolicismo Apostólico Romano, 21% era adepta do Protestantismo, 1% representava o Espiritismo e 6% não possuia religião alguma. Demais religiões, como Umbanda, Candomblé, outras afro-brasileiras, Espiritualismo, Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, Islamismo, outras orientais, Esoterismo e outras igrejas cristãs como a Mórmon possuiam menor representatividade. A população de católicos em Fortaleza era maior que a do índice brasileiro e a de irreligiosos, menor, embora com percentual maior que todas as outras religiões não cristãs somadas.[77]

Igreja Católica Apostólica Romana

A Arquidiocese de Fortaleza, Sé Metropolitana da respectiva Província Eclesiástica, pertence ao Conselho Episcopal Região Nordeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e tem como arcebispo Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques. Fundada em 1854, abrange um território de 15.217 km², organizado em 137 paróquias. As paróquias residentes em Fortaleza somam mais da metade, com um total de 72, e as demais nas cidades adjacentes.[78]

O Seminário da Prainha foi criado em 1864, é uma das mais tradicionais instituições da Igreja Católica na cidade, e por ele passaram personalidades como Padre Cícero, Dom Eugênio Sales, Dom Hélder Câmara e Dom José Freire Falcão, dentre outros. A Catedral Metropolitana São José, ou Catedral Metropolitana de Fortaleza, localizada na Praça Pedro II, no centro histórico da cidade, tem capacidade para 5 000 pessoas e é uma das maiores do país. Começou a ser erguida em 1938, no mesmo lugar da antiga Igreja da Sé. Foi inaugurada em 1978 por Dom Aloísio Lorscheider. Outro templo de destaque em Fortaleza é a Igreja de Nossa Senhora do Líbano, uma das quatro igrejas melquitas no Brasil, erguida pela comunidade sírio-libanesa radicada na cidade.[79]

A Nossa Senhora da Assunção é reconhecida como a padroeira da cidade, em homenagem à qual foi batizada a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.[80]

Política

A administração de Fortaleza é feita a partir dos poderes executivo e legislativo.[81] O representante do poder executivo da cidade, eleito nas eleições municipais no Brasil em 2012, é Roberto Cláudio, do PROS, que conquistou um total de 650 607 votos (53,02% dos votos válidos) naquele ano e ocupa o Palácio do Bispo.[82] [83] O prefeito é auxiliado por sete Secretarias Executivas Regionais (SER).[84] O poder legislativo, por sua vez, é constituído pela Câmara Municipal de Fortaleza, composta por 43 vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição),[85] [86] e responsável por elaborar e votar leis de âmbito municipal fundamentais à administração, bem como fiscalizar o executivo. Havia 1 659 091 eleitores em janeiro de 2015 no município, o que representava 26,457% do total do estado.[87] O número de pessoas ocupadas direta e indiretamente na administração pública municipal em 2013 foi respectivamente de 31 318 e 4 950.[88]

Fortaleza abriga, ainda, a sede do poder executivo estadual, o Palácio da Abolição, ocupado pelo governador Camilo Santana, do PT, eleito nas eleições gerais no Brasil em 2014.[89] Antes do Abolição, o gabinete do governador ficava localizado no Palácio Bárbara de Alencar, também conhecido como Palácio Iracema,[90] historicamente sede do Clube Iracema, que foi cedido ao Paço Municipal e hoje abriga órgãos executivos municipais.[91] Ainda na cidade, está o Centro Administrativo Governador Virgílio Távora, no Cambeba, no qual concentram-se a maioria das secretarias de governo e outras instituições administrativas.[92]

Fortaleza é também sede regional de diversas instituições do governo federal. Dentre as instituições militares presentes na cidade, estão a Base Aérea de Fortaleza, um importante marco da aviação militar durante a Segunda Guerra Mundial, a Capitania dos Portos do Ceará, a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará e o Comando da décima Região Militar. A cidade conta, ainda, com unidades da Comitê Internacional da Cruz Vermelha e Unicef.[93]

Cidades-irmãs

Subdivisões e formação administrativa

Fortaleza enquanto município surgiu a partir da Resolução Régia de 9 de março de 1725, como sede no núcleo do mesmo nome, então elevado à categoria de vila. A instalação do município aconteceu em 13 de abril do ano seguinte, data considerada oficial de sua fundação. A categoria de cidade foi conferida a Fortaleza pela Resolução de 2 de janeiro, Decreto de 24 de fevereiro e Carta de 17 de março de 1823, por meio da qual recebeu também a denominação de Fortaleza da Nova Bragança.[99]

Em 1911, o município era constituído por dois distritos, Fortaleza e Patrocínio. Em 1933, a cidade era dividida pelos distritos de Fortaleza, Alto da Balança, Barro Vermelho, Messejana, Mondubim, Porangaba e Pajuçara, não mais figurando o de Patrocínio. No ano de 1936, o distrito de Pajuçara passou a denominar-se Rodolfo Teófilo. Em 1937, o distrito de Barro Vermelho foi renomeado para Antônio Bezerra. Em 1938, foram extintos os distritos de Rodolfo Teófilo, sendo seu território anexado ao de Maracanaú, no município de Maranguape, e Alto da Balança, sendo seu território anexado ao distrito sede de Fortaleza. Em 1943, o distrito de Porangaba passou a denominar-se Parangaba. O município ficou constituído de cinco distritos desde então: Fortaleza, Antônio Bezerra, Messejana, Mondubim e Parangaba.[99] [100]

Atualmente, Fortaleza abriga 119 bairros e sete Secretarias Executivas Regionais (SER), unidades diretas da prefeitura responsáveis pela administração de cada área. As SER não têm área sobreposta à dos antigos distritos, que hoje não têm função administrativa, mas as sedes das SER são próximas aos núcleos desses cinco distritos históricos.[84]

Subdivisões do município de Fortaleza[101]
SER Número de bairros Área População
(2010)
Secretarias Executivas Regionais de Fortaleza.png
I 15 24,4 km² 363 912
II 20 44,4 km² 334 868
III 17 25,8 km² 360 551
IV 19 33 km² 281 645
V 18 56,1 km² 541 511
VI 29 119,9 km² 541 160
Central 1 4,8 km² 28 538

Economia

Atividades econômicas em Fortaleza (2012).[102] - Fortaleza
Atividades econômicas em Fortaleza (2012).[102]

Em 2005, o Produto Interno Bruto PIB fortalezense representava 48,2% do PIB cearense. Em 2008, o PIB de Fortaleza era de 28 350 622 000,00 reais, um aumento nominal relativo a 2007 de quase de quatro bilhões, representando total de 47,1% do PIB do Ceará e mostrando tendência de decréscimo do domínio da economia da capital sobre a do estado. Em 2009, o PIB do municípiío saltou quase 3,5 bilhões, para 31,7 bilhões de reais.[103]

Dentre as capitais do Nordeste, Fortaleza possuía o segundo maior PIB, sendo superada apenas por Salvador. Estimava-se que, em 2011, Fortaleza teria o maior PIB da região, de acordo com o aumento nominal que vinha ocorrendo nos últimos anos, maior que o da capital baiana. Porém, isso aconteceu em 2010, quando a capital cearense cresceu mais de 5 bilhões, alcançando o PIB de 37,1 bilhões, superando expectativas. Em 2012, o PIB de Fortaleza alcançou o valor de R$ 43 402 190 000,00, consolidando o município como o mais rico da região Nordeste, o décimo do país e oitavo entre as capitais.[104] No mesmo ano, o PIB per capta do município era de 17 359,53 reais.[105]

Vista da Avenida Santos Dumont, principal eixo de expansão econômica da cidade para a área leste. - Fortaleza
Vista da Avenida Santos Dumont, principal eixo de expansão econômica da cidade para a área leste.

Em 2012, a cidade possuía 69 605 unidades e 64 674 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes, além de um montante de 873 746 de pessoal ocupado e 786 521 pessoas assalariadas. Salários, juntos com outros tipos de remuneração, somavam 17 103 562 reais e o rendimento médio do município era de 2,7 salários mínimos.[106] A principal fonte econômica do município está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com complexos industriais.[105]

O comércio diversificado é o maior gerador de riquezas da economia de Fortaleza. A cidade, enquanto robusto centro de compras, abriga dois dos dez maiores shopping centers do país, o Iguatemi Fortaleza o RioMar Shopping. Contudo, a principal área de comércio é historicamente o Centro da cidade, que reúne o maior número de estabelecimentos e é responsável pelo maior fluxo de compras. A Avenida Monsenhor Tabosa é outro corredor comercial robusto, de cunho predominantemente turístico e de moda. Outra movimentada área comercial é a do bairro Montese. Regiões periféricas do município têm se desenvolvido comercialmente e assistido à transformação de bairros predominantemente residenciais em bairros comerciais, sobretudo em decorrência da independência dos setores produtivos dessas regiões e da consequente descentralização econômica.[107] [108]

A tabela acima expressa o PIB de Fortaleza em R$ mil e o PIB per capita em R$.

Setor primário

A agricultura é o setor menos relevante da economia de Fortaleza. De todo o produto interno bruto da cidade, 32 844 reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Em 2013, o município contava com cerca de 2 410 bovinos, 70 caprinos, 101 equinos, 1 120 ovinos e 769 suínos, além 1 251 vacas ordenhadas, das quais foram produzidos 1 445 litros de leite, e 19 140 galináceos, a partir dos quais foram produzidos 67 mil dúzias de ovos.[110] No município, a população é concentrada em totalidade em área urbana, o que demonstra, portanto, a insignificância da agricultura sua economia. Devido ao desenvolvimento urbano da cidade, em Fortaleza não há forte agricultura tampouco terras para o plantio. Se houve agricultura no passado, muitos dos agricultores e pecuaristas se mudaram para outros municípios da Região Metropolitana.[111]

Setor secundário

A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. Um montante de 7 966 911 000 reais do produto interno bruto municipal são do valor adicionado por esse setor).[105] Seu distrito industrial, na Grande Fortaleza, dividido em três polos, conta com mais de cem empresas instaladas de setores têxteis, metalurgia e mecânica, material elétrico, químico, de vestuário e calçados e serviços de construção, empregando mais de 16 mil pessoas de forma direta.[112] Outro polo que fomenta a economia fortalezense é o Complexo Industrial do Pecém, que conta com empresas de grande porte dos setores metalmecânico, construção civil e energia.[113]

A densa verticalização nas principais áreas urbanas do município é reflexo da notória influência da indústria de construção civil na economia de Fortaleza. - Fortaleza
A densa verticalização nas principais áreas urbanas do município é reflexo da notória influência da indústria de construção civil na economia de Fortaleza.

Destacam-se na economia de Fortaleza o comércio atacadista e varejista, serviços e os setores do turismo e de indústria. A produção de calçados, produtos têxteis, couros, peles e alimentos, notadamente derivados do trigo, além da extração de minerais, são seus segmentos industriais mais fortes. Em 2004, foram estimados pelo IBGE um total de 7 860 unidades industriais no município. A Petrobras tem a LUBNOR instalada em Fortaleza, que é a menor refinaria da estatal, mas que tem subprodutos de alto valor agregado, como lubrificantes finos. Dentre as grandes empresas de alimentos do Brasil, as maiores do mercado de massas são de Fortaleza: M. Dias Branco, maior empresa da América Latina no segmento,[114] J. Macedo, quarta maior latina[115] e Grande Moinho Cearense. A Ypióca, também sediada em Fortaleza, destaca-se no ramo de bebidas alcoólicas. No segmento de medicamentos, é sede das Farmácias Pague Menos, maior rede de varejo farmacêutico do Brasil.[116] O Grupo Edson Queiroz, conglomerado com diversas empresas nos setores de agroindústria, mineração, bebidas, eletrodomésticos, comunicação e educação, exerce grande influência na economia da cidade e da região. No segmento naval, a INACE, sediada em Fortaleza, é um dos mais importantes fabricantes de embarcações, sobretudo iates de luxo, nacional. A cidade abriga ainda grandes empresas de transporte, como a Transnordestina da Companhia Siderúrgica Nacional e a Expresso Guanabara, uma das maiores empresas de viação terrestre brasileiras, além de destaques nacionais no setor de bebidas, como o Café Santa Clara e Indaiá.[117] Está sediada em Fortaleza, ainda, a Solar, uma das dez maiores fabricantes da Coca-Cola no mundo.[118] Dentre as empresas que tiveram suas origens na cidade, destacam-se o Grupo Jereissati, controlador da rede de shopping centers Iguatemi e da rede de telecomunicação Oi, e o Grupo Severiano Ribeiro, hoje denominado Kinoplex, maior rede de cinemas brasileira.[119]

Fortaleza possui uma unidade descentralizada do Banco Central do Brasil, assim como a Bovespa. Bancos que foram extintos, como o BANCESA e o BEC, que foi incorporado pelo Bradesco, tiveram suas origens na cidade, que abrigou, ainda, o BICBANCO e o BMC. Em 2013, de acordo com o IBGE, a cidade contava com 189 agências de instituições financeiras.[120] Fortaleza é a sede do Banco do Nordeste, o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina.[121]

Turismo e relações internacionais

O Beach Park, localizado na região metropolitana de Fortaleza, é considerado o maior parque aquático da América Latina e recebe anualmente cerca de 1,3 milhão de visitantes.[122] - Fortaleza
O Beach Park, localizado na região metropolitana de Fortaleza, é considerado o maior parque aquático da América Latina e recebe anualmente cerca de 1,3 milhão de visitantes.[122]

Fortaleza é um dos maiores destinos turísticos do Brasil. Grandes portais internacionais de turismo e viagens, como o TripAdvisor, e instituições nacionais, como a Associação Brasileira de Agências de Viagens, têm apontado a cidade como uma das mais desejadas e procuradas do país.[123] [124] A vocação turística da cidade tem estimulado o crescimento de robusta estrutura hoteleira e principalmente de entretenimento, com destaque para barracas de praia, lojas de artesanato, parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows, além de ser responsável pelo desenvolvimento de projetos visionários, como o Acquario Ceará, terceiro maior aquário do mundo, em construção na orla da cidade.[125]

Fortaleza sediou a Sexta cúpula do BRICS, da qual participaram a Presidente do Brasil e anfitriã Dilma Rousseff, os membros Vladimir Putin, Narendra Modi, Xi Jinping e Jacob Zuma e, como convidados, os membros da União de Nações Sul-Americanas. - Fortaleza
Fortaleza sediou a Sexta cúpula do BRICS, da qual participaram a Presidente do Brasil e anfitriã Dilma Rousseff, os membros Vladimir Putin, Narendra Modi, Xi Jinping e Jacob Zuma e, como convidados, os membros da União de Nações Sul-Americanas.

Atrações como o parque temático Beach Park, a Avenida Beira Mar e seus bares, restaurantes e clubes de música, as praias do Futuro e Iracema e o Pirata Bar têm colocado Fortaleza entre os destinos brasileiros preferidos por europeus.[126] Entre os maiores emissores de turistas estrangeiros para a capital cearense, estão Itália, Estados Unidos, Alemanha, França e Portugal.[127] A cidade dispõe de dezenas de consulados e representações diplomáticas que dão assistência ao turista estrangeiro.[128]

Fortaleza tem se desenvolvido, ainda, como emergente eixo de turismo de eventos e de negócios brasileiro. Equipamentos como Centro de Eventos do Ceará, segundo maior do Brasil e da América Latina,[129] e Centro de Convenções de Fortaleza têm possibilitado o acontecimento de eventos como a Sexta cúpula do BRICS, dando novo destaque à cidade.[130]

Infraestrutura e planejamento urbano

Uma das primeiras plantas do arquiteto Adolfo Herbster. - Fortaleza
Uma das primeiras plantas do arquiteto Adolfo Herbster.

A primeira planta de Fortaleza, datada do ano de 1726, foi atribuída ao capitão-mor Manuel Francês.[131] Silva Paulet fez o primeiro desenho de configuração das ruas do centro histórico, em 1818, além de ter sido o responsável pela reforma da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, iniciada em 1812 e concluída em 1821.[132] [133]

Em 1859, o arquiteto Adolfo Herbster fez a primeira planta detalhada e precisa de Fortaleza. Na planta de 1875, ele esboçou a continuação de ruas e avenidas para a expansão da cidade. Os bulevares circundantes do Centro, que hoje são as avenidas Duque de Caxias, Dom Manuel e Imperador, formavam a principal característica dessa planta. Herbster consolidou o plano de Paulet de organizar o traçado das ruas em xadrez, que continuou sendo a principal característica das expansões que se seguiram.[134]

Durante todo o século XX, vários planos de desenvolvimento urbano foram propostos para a cidade, porém, não tiveram grande impacto em seu desenvolvimento de modo definitivo por conta do avanço da especulação imobiliária à frente das iniciativas do poder público. O primeiro deles foi o Plano de Remodelação e Extensão de Fortaleza, de 1933, do urbanista Nestor de Figueiredo, inspirado por Le Corbusier, durante o governo de Raimundo Girão. Suas principais propostas foram a implantação de um sistema radial concêntrico de vias principais e o zoneamento urbano tendo por base as diretrizes da Carta de Atenas. Sua proposta não foi aprovada pelo Conselho Municipal, levando à suspensão do seu contrato em 1935.[135]

Região central da cidade, a partir de Imagem de satélite da NASA. - Fortaleza
Região central da cidade, a partir de Imagem de satélite da NASA.

O plano seguinte foi elaborado por Saboia Ribeiro, entre 1947 e 1948, na administração de Acrísio Moreira da Rocha. O Plano Diretor para Remodelação e Expansão de Fortaleza de Saboia propunha a divisão da malha urbana em bairros demarcados por cintas de avenidas, implantação de parques urbanos e um sistema viário com avenidas radiais caracterizando a cidade como "radial-perimetral", a elaboração de código urbano, além de mudanças no traçado do sistema ferroviário, projetos específicos para alguns bairros e implantação de um centro cívico no entorno do riacho Pajeú.[136]

Entre os anos de 1962 e 1963, o urbanista Hélio Modesto, contratado pela administração do prefeito Cordeiro Neto, elaborou o seu Plano Diretor de Fortaleza, mantendo as propostas anteriores de um sistema viário radial, com recuos dos prédios, soluções de cruzamentos, uso e ocupação específica para o centro com a implantação de terminais de transporte, implantação de polos por bairro concentrando atividades comerciais, serviços, institucionais e de recreação, uso e ocupação específicos para bairros industriais e a regulamentação do parcelamento do solo.[137]

Entre os anos de 1969 e 1971, o Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Fortaleza (PLANDIRF) foi elaborado no governo do prefeito José Walter, e sua principal característica foi o desenvolvimento integrado de Fortaleza em conjunto com as cidades vizinhas, mesmo antes da implantação das regiões metropolitanas no Brasil. O projeto previa a integração da gestão urbana em seus múltiplos aspectos, zoneamento com a introdução do conceito de corredor de atividades e um programa de obras viárias com um horizonte máximo para o ano de 1990.[138]

A BR-116, principal e maior rodovia pavimentada brasileira, inicia-se na cidade de Fortaleza. - Fortaleza
A BR-116, principal e maior rodovia pavimentada brasileira, inicia-se na cidade de Fortaleza.

Em 1975, o Plano Diretor Físico foi elaborado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Urbano de Fortaleza, com base no PLANDIRF e em um levantamento aerofotogramétrico de 1972 no governo do prefeito Vicente Fialho. O plano criava quatro zonas residenciais diferenciadas, zonas de adensamento comercial e residencial, zonas industriais, zona especial de praia, zonas especiais de preservação paisagística e turística, áreas de uso institucional, áreas de renovação urbana e um plano viário hierarquizado classificando as vias como expressas, arteriais, coletoras e locais.[139]

Já no final do século XX, em 1992, no governo de Juraci Magalhães, foi lançado o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Fortaleza - PDDU-FOR. Seu planejamento gerou metas para 20 anos, com a remodelação do trânsito e novas vias, ordenamento urbano e áreas para lazer. Durante a gestão de Luizianne Lins, ocorreu uma revisão do Plano Diretor, a qual contemplava a participação da sociedade e da Câmara de Vereadores.[140] Em 2007, foi elaborado um plano diretor de geoprocessamento da prefeitura municipal, visando definir as plataformas tecnológicas necessárias para a implantação do Cadastro Técnico Multifinalitário, com base num projeto de geoprocessamento corporativo.[141] Em 2013, foram realizados os estudos para elaboração do Plano Diretor Cicloviário Integrado de Fortaleza, realizados por consórcio sob a supervisão da Secretaria Municipal de Infraestrutura[142]

Favelas e áreas de risco

Embora tenha diminuído ao longo dos anos 2000, a desigualdade de renda continua marcante em Fortaleza, com um Coeficiente de Gini de 0,61. Em 2010, os 20% mais pobres da cidade detinham apenas 2,83% da renda total do município. Ampliando-se o espectro para os 80% menos ricos, possuíam apenas 33,4% do total. Por sua vez, 3,36% dos habitantes permaneciam na pobreza extrema e 12,14% na pobreza, significativo progresso em relação a 1991, quando esses índices eram de 15,25% e 38,97%, respectivamente.[6]

Hoje, cerca de 16% da população de Fortaleza mora em favelas.[143] As frequentes secas e o decorrente êxodo rural do interior do estado do Ceará agravam o problema da favelização. No início da década de 1980, existiam 147 áreas do tipo na cidade e, hoje, esse número evoluiu para 509. A capital é a principal contribuinte do total de 533 favelas existentes no estado, que está na sétima colocação nacional nesse índice.[144] O controle de defesa civil municipal tem priorizado o levantamento de inteligência acerca das chamadas "áreas de risco", que são locais propensos a sofrerem alagamentos, inundações e outras situações críticas. Existem hoje em Fortaleza 80 áreas nessa categoria.[145] [146]

Segurança pública e criminalidade

Posto policial no Parque do Cocó. - Fortaleza
Posto policial no Parque do Cocó.

Fortaleza é sede do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que tem jurisdição sobre todo o território do estado. O fórum responsável pelas varas de justiça da comarca de Fortaleza é o Fórum Clóvis Beviláqua, que atua sobre as seis zonas cartoriais nas quais a cidade é dividida. A Polícia Militar do Ceará tem várias companhias e postos de patrulhamento na capital, sendo Fortaleza a sede de vários grupos e escolas da Polícia Militar. A Polícia Civil divide a cidade em 24 distritos policiais. A Guarda Municipal de Fortaleza é a instituição que complementa as atividades de segurança pública em Fortaleza, e seu atual contingente chega a mais de 1 300 agentes.[147] Funciona em Fortaleza a sede do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), órgão estadual de vigilância, controle e assistência emergencial cujo sistema congrega Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Autarquia Municipal de Trânsito, SAMU, entre outras instituições.[148]

Fortaleza tradicionalmente não era uma das capitais mais violentas do país, mas a criminalidade, aferida através do número de homicídios, tem crescido vertiginosamente na cidade, conforme o Mapa da Violência realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos. Em 2012, foram cometidos 1 920 homicídios na região metropolitana, com uma taxa de 76,8 homicídios por 100 mil habitantes e um aumento de 42,2% em relação ao ano anterior. No comparativo entre 2002 e 2012, a violência cresceu 141,1% em Fortaleza, colocando a capital cearense na quarta posição entre as capitais brasileiras com maior ascensão de homicídios nesse período. Entre todos os municípios brasileiros, entretanto, Fortaleza ocupa a 60ª posição.[149]

Veículos do programa de policiamento comunitário em Fortaleza, o &quotRonda do Quarteirão". - Fortaleza
Veículos do programa de policiamento comunitário em Fortaleza, o "Ronda do Quarteirão".

Com o aumento da criminalidade, Fortaleza entrou no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania,[150] realizado nos municípios e estados brasileiros em situação agravante de violência. No final de 2007, foi implantado o programa Ronda do quarteirão, que serve de apoio à Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil da cidade por meio do modelo de policiamento comunitário, no qual milhares de policiais se revezam 24 horas na vigilância de 122 áreas estratégicas.[151]

A exploração sexual tem se tornado um problema recorrente em Fortaleza, divulgado pela mídia local, nacional e internacional.[152] A cidade tem sido palco de uma rede de prostituição, inclusive infantil, com alvo no turista estrangeiro.[153] Em 2007, o Ministério do Turismo, em parceria com a Prefeitura, iniciou na cidade ações pioneiras para o combate a esse tipo de delito.[154]

Em 2005, o Assalto ao Banco Central do Brasil em Fortaleza tornou-se o maior furto a um banco no país, alcançando o valor de aproximadamente R$ 164,7 milhões. O crime foi parcialmente solucionado, com a prisão e condenação de mais de uma centena de criminosos e recuperação de parte do valor roubado. O ocorrido foi, ainda, transformado no filme Assalto ao Banco Central, de 2011.[155]

Habitação, serviços e comunicações

Subúrbio em Fortaleza. - Fortaleza
Subúrbio em Fortaleza.
Sede da Coelce. - Fortaleza
Sede da Coelce.

Fortaleza contava, em 2010, com 710 066 domicílios, dos quais 540 358 eram casas, 41 256 faziam parte de vilas ou condomínios, 126 113 eram apartamentos e 2 339, habitações de cômodos ou cortiços. Do total de domicílios, 502 428 eram próprios, 181 713 eram alugados, 22 522 enquadravam-se em imóveis cedidos e 3 403, ocupados de outra forma. A quase totalidade do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. O serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética do Ceará, e, em 2010, segundo o IBGE, 707 940 domicílios (99,7% do total) possuíam acesso à rede elétrica, cuja voltagem, em Fortaleza, é de 220 V.[156] [157] Em Fortaleza, existem duas unidades de produção de energia, sendo uma experimental de produção de energia eólica, próxima ao Porto do Mucuripe, e a outra de gás natural.[158] [159]

O primeiro sistema de abastecimento de água da cidade foi inaugurado em 29 de setembro de 1866, utilizando as fontes do Sítio Benfica, já o engenheiro João Felipe foi responsável por projetar o primeiro sistema de esgoto da capital em 1911, o qual começou a funcionar em 1927.[160] Hoje, o fornecimento de água e a coleta de esgoto da cidade são feitos pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará, e, em 2008, havia 828 662 unidades consumidoras na cidade, nas quais eram distribuídos em média 487 281 m³ de água tratada por dia.[161] Segundo o IBGE, em 2010, 662 543 domicílios eram atendidos pela rede geral da companhia (93,3% do total), embora 98,7% possuísse água encanada,[6] e 700 132 domicílios (98,6% do total) contavam com escoadouro sanitário de uso exclusivo das residências. A coleta de lixo naquele ano abrangia 701 163 (98,74% do total) domicílios.[156] Em 2014, 4% do lixo coletado na cidade passava por processo de reciclagem, entretanto, medidas foram tomadas para que o total reciclado chegue a 12%, de forma a incluir a cidade no grupo de municípios cumpridores da meta da Política Nacional de Resíduo Sólidos.[162]

Na área de telefonia, a cidade é reconhecida pelo código de área (DDD) 85.[163] Seu Código de Endereçamento Postal (CEP) estende-se de 60000-001 a 61599-999.[164] O setor de comunicação em Fortaleza tem como principais atuantes dois grandes conjuntos de empresas, o Grupo de Comunicação O Povo e o Sistema Verdes Mares, que comandam, respectivamente, os jornais O Povo e Diário do Nordeste, ambos entre os cinquenta maiores jornais do Brasil em volume de circulação.[165] Entre outros veículos administrados por esses dois conglomerados, estão a TV Verdes Mares, TV Diário, FM 93 e G1 Ceará por parte do Verdes Mares, e TV O Povo, Rádio O Povo CBN e Calypso FM por parte do O Povo de Comunicação.[166] [167] Tais instituições detêm maior popularidade, sobretudo enquanto entidades de imprensa, porém, outros grupos, como o Sistema Jangadeiro, detentor da Tribuna do Ceará, TV Jangadeiro, NordesTV e Rádio Tribuna BandNews FM, e Grupo Cidade de Comunicação, detentor da TV Cidade, Jovem Pan 2 FM e Beach Park FM, contam com parte considerável da audiência fortalezense.[168] [169]

Educação e ciência

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é uma prestigiada instituição de divulgação e popularização de ciência e tecnologia da cidade. - Fortaleza
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é uma prestigiada instituição de divulgação e popularização de ciência e tecnologia da cidade.

Em 2010, o nível do fator educação do Índice de Desenvolvimento Humano fortalezense era mediano, não obstante seu grande avanço, que passou de 0,367 para 0,695 entre 1991 e 2010. Conforme os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil de 2010, os níveis de escolarização da população adulta de Fortaleza se dividiam como segue: 8,57% não completaram o ensino fundamental ou eram analfabetos, 62,43% tinham o ensino fundamental completo, 45,93% possuíam o ensino médio completo e 13,73%, o superior completo; todos esses índices superiores à média brasileira. O fortalezense médio tinha 10,04 anos esperados de estudo, mais que a estimativa cearense, de 9,82. Segundo o mesmo estudo, 4,14% das crianças com faixa etária de 5 e 6 anos não estavam na escola.[6]

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 783 911 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 23 379 frequentavam creches, 73 219 estavam no ensino pré-escolar, 26 319 na classe de alfabetização, 6 443 na alfabetização de jovens e adultos, 362 029 no ensino fundamental, 125 275 no ensino médio, 22 723 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 27 016 na educação de jovens e adultos do ensino médio, 102 929 em cursos superiores de graduação, 10 152 na especialização de nível superior, 3 104 em mestrado e 1 324 em cursos de doutorado. Um total de 200 457 habitantes nunca haviam frequentado uma instituição de ensino.[170] O município contava, em 2012, com 1 132 escolas que ofereciam ensino fundamental, das quais 402 públicas e 730 da rede particular. Dentre as 308 instituições que forneciam o ensino médio, 152 pertenciam à rede pública e 156 eram escolas privadas.[171] Em 2012, o número de matriculados no ensino fundamental foi de 342 920 e, no ensino médio, 111 887.[171]

Em Fortaleza, existem várias instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico,[172] Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos,[173] Rádio-Observatório Espacial do Nordeste (no qual está localizado o maior radiotelescópio do Brasil)[174] [175] unidade de pesquisa em agroindústria tropical da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,[176] dentre outras. O campus do Pici da Universidade Federal do Ceará, o maior centro de tecnologia em Fortaleza e um dos melhores do país,[177] abriga, além de vários laboratórios e cursos das áreas de tecnologia, o Parque de Desenvolvimento Tecnológico Federal (Padetec), o Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da GigaFOR, rede que interliga grande parte das instituições de desenvolvimento científico da cidade e que faz parte do cinturão digital do estado.[178] No bairro da Cidade dos Funcionários, há outro polo de desenvolvimento tecnológico voltado para a tecnologia da informação, que abriga instituições como o Instituto do Software do Ceará e uma sede do Instituto Atlântico.[179] [180] A sede regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial para o Norte e o Nordeste fica na capital cearense. Está em construção na região metropolitana da cidade o Polo Industrial e Tecnológico da Saúde, que contará com a segunda unidade da Fundação Oswaldo Cruz e Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) do país, uma unidade do Centro de Pesquisas Renato Archer, órgão de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de empresas privadas, que formarão um centro nacional de de ensino, pesquisa e desenvolvimento em saúde.[181]

As casas de cultura Universidade Federal do Ceará formam o maior programa de extensão no ensino de idiomas do país.[182] Na imagem, uma delas, a Casa de Cultura Alemã. - Fortaleza
As casas de cultura Universidade Federal do Ceará formam o maior programa de extensão no ensino de idiomas do país.[182] Na imagem, uma delas, a Casa de Cultura Alemã.

Fortaleza é um centro educacional de destaque no ensino médio e no superior não só do estado do Ceará, mas também da porção Norte e Nordeste do país.[183] [184] Entre as instituições ensino médio, destacam-se o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará e o Colégio Militar de Fortaleza, escolas federais bem avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio, e os colégios Farias Brito e Ari de Sá, que estão entre as vinte melhores escolas do país em desempenho no certame.[185] Outra importante instituição de ensino público é o Liceu do Ceará, que, com 170 anos de existência, é o colégio mais antigo do estado e o terceiro do Brasil,[186] além de uma das bases para o ensino médio profissionalizante do Governo do Estado. Fortaleza é nacionalmente reconhecida por obter o maior número de aprovações nos vestibulares das escolas militares nacionais, tais como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto Militar de Engenharia.[187]

Por ser a capital do estado, Fortaleza é sede dos primeiros cursos de nível superior do Ceará. A Faculdade de Direito do Ceará foi fundada em 1903, seguida da Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, em 1916, da Escola de Agronomia do Ceará, em 1918, e da Faculdade de Medicina do Ceará, em 1948. As quais se uniram para a fundação da primeira universidade do estado, a Universidade do Ceará, que, em 1954, passou a carregar o estatuto de federal.[188] [189] A formação de mestres e doutores da cidade conta com 95 cursos, sendo 23 de doutorado, todos aprovados pela CAPES. Em 2005, Fortaleza possuía 32 instituições de ensino superior, sendo três universidades, a Universidade Federal do Ceará, a Universidade Estadual do Ceará e Universidade de Fortaleza, e as demais instituições, faculdades ou institutos. O total de matrículas no ensino superior em 2005 foi de 78 710.[190]

Saúde

Os índices de saúde da população fortalezense são melhores que a média brasileira. Conforme dados de 2010, a expectativa de vida na capital era de 74,4 anos face a uma média nacional de 73,9 anos. Já a taxa de mortalidade infantil em até um ano de idade era de 15,8‰, contra uma média brasileira de 16,7.[6] Em 2013, 90,6% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2012, foram registrados 37 577 nascidos vivos, e o índice de mortalidade infantil foi de 13,2 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. Do total de crianças menores de dois anos pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2013, 0,8% apresentavam desnutrição.[191]

Em 2009, a cidade contabilizava um total de 531 estabelecimentos de saúde, entre hospitais, pronto-socorros e outras entidades, dos quais 105 eram públicos e 426, privados, além de 6 704 leitos hospitalares de internação.[192] Em 2009, Fortaleza contava com o total de 35 hospitais gerais, dos quais onze eram públicos, 21 privados, dois filantrópicos, e um sindical. Além disso, contava com 54 hospitais especializados e oito policlínicas. O total de médicos atuantes na rede de saúde do município era de 13 604, aproximadamente 5,4 para cada mil habitantes.[193] Fortaleza conta atualmente com 117 unidades de postos de saúde,[194] quatro unidades de pronto atendimento administradas pelo município e cinco administradas pelo estado.[195] [196] [197] O município é a sede de instituições de saúde todos os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. O primeiro hospital construído em Fortaleza foi a Santa Casa de Misericórdia, fundada em 1861.[198] Dentre as principais instituições públicas de saúde da cidade, destacam-se o Instituto Doutor José Frota, o maior hospital administrado pela Prefeitura Municipal, e o Hospital Geral de Fortaleza, o maior hospital administrado pelo Governo do Estado. Dentre as instituições privadas, as maiores são o Hospital Regional Unimed Fortaleza, Hospital Antônio Prudente, Hospital Monte Klinikum e Hospital São Mateus.[199] Há, ainda, em Fortaleza, três unidades da Farmácia Popular do Brasil.[200]

Um dos programas de saúde básica de maior destaque em Fortaleza é o Programa de Saúde da Família, dentro do qual a cidade está na terceira colocação no país em extensão de cobertura, com centenas de equipes distribuídas em dezenas de unidades de atendimento.[201] O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é o serviço de assistência médica de gravidade do município, pelo qual são atendidas em média 200 ocorrências diárias.[202]

Fortaleza é dotada de vários cursos de medicina, porém, o mais tradicional deles é o da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, criado em 1948, que conta com grande estrutura hospitalar de ensino e que administra o Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand. A graduação em medicina da UFC é, ainda, uma das mais concorridas de todo o país.[203] [204]

Transportes

Rodoviário

O METROFOR é planejado de forma a integrar-se aos principais terminais rodoviários da cidade. Na imagem, estação de VLT do Terminal Rodoviário Eng. João Thomé, cuja rota está ligada à Estação Parangaba e ao Terminal Rodoviário da Parangaba. - Fortaleza
O METROFOR é planejado de forma a integrar-se aos principais terminais rodoviários da cidade. Na imagem, estação de VLT do Terminal Rodoviário Eng. João Thomé, cuja rota está ligada à Estação Parangaba e ao Terminal Rodoviário da Parangaba.

O sistema de transporte rodoviário da cidade é regulamentado pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (ETUFOR), órgão da Prefeitura Municipal de Fortaleza, enquanto que o trânsito de veículos é fiscalizado pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). O transporte coletivo realizado por ônibus é denominado Sistema Integrado de Transportes (SIT-FOR), e sua operação teve início em 1992. O sistema proporciona ao usuário opções de deslocamento e acesso às diferentes zonas da cidade por meio da integração de tarifa única em terminais regionais. A rede SIT-FOR é baseada em três tipos de linhas, as que fazem integração bairro-terminal, as que integram o terminal ao centro da cidade ou ainda a outro terminal.[205]

Fortaleza possui atualmente sete terminais integrados (Antônio Bezerra, Papicu, Parangaba, Lagoa, Siqueira, Messejana e Conjunto Ceará) e dois terminais abertos (Praça Coração de Jesus e Estação João Felipe).[206] Mais de 1 milhão de passageiros por dia utilizam os terminais fechados por meio de 263 linhas de ônibus regulares, que oferecem 11 000 combinações com rotas que se distribuem por toda a cidade. São 25 empresas operantes com uma frota de mais de 2 000 ônibus, que realizam, diariamente, quase 20 000 viagens.[205] Em 2013, começou a operar na cidade o sistema de bilhete único, que permite ao usuário utilização ilimitada de ônibus e vans por meio de tarifa única durante período de duas horas sem necessidade de integração por terminais.[207] Na cidade, estão em fase de implementação, ainda, sete linhas de Bus Rapid Transit (BRT), denominadas Expresso Fortaleza. O primeiro a ser inaugurado foi o corredor expresso Antônio Bezerra/Papicu. Em 2015, iniciou-se em Fortaleza o processo de climatização de toda a frota de ônibus do SIT-FOR. A cidade já conta com 122 km de faixas exclusivas de transporte coletivo.[208]

Metroviário

Mapa metroviário de Fortaleza.
  Linha Oeste (em remodelação)
  Linha Sul
  Linha Leste (em construção)
  VLT Parangaba-Mucuripe (em construção) - Fortaleza
Mapa metroviário de Fortaleza.
  Linha Oeste (em remodelação)
  Linha Sul
  Linha Leste (em construção)
  VLT Parangaba-Mucuripe (em construção)

O metrô de Fortaleza, sistema de transporte massivo de integração entre as regiões de Fortaleza e ligação dos municípios da região metropolitana, é atualmente composto por duas vias, denominadas Linha Sul e Linha Oeste. A Linha Sul liga a capital aos municípios de Pacatuba e Maracanaú e passa por quinze bairros num trajeto de 24,1 km.[209] A Linha Oeste, atualmente de caráter ferroviário e em processo de remodelação, possui 19,4 km de extensão, ligando Fortaleza ao município de Caucaia.[210] A Linha Leste do sistema metroviário está em processo de construção e terá 12,4 km de extensão, que cortarão 12 bairros de Fortaleza.[211] [212] Há, ainda, em construção, o ramal VLT de integração entre a Parangaba e o Mucuripe, com 12,7 km de extensão, que passará por 22 bairros do município.[210] O sistema metroviário fortalezense, contudo, tem sua origem em meados da década de 1870, quando começou a ser planejada e implantada a Estrada de Ferro de Baturité e depois a Rede de Viação Cearense. Atualmente, o sistema, denominado Metrofor, é de competência da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos.[210] Está em fase de planejamento um possível ramal da rede metroviária ligando a cidade ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém.[213]

Aeroviário

O atual Aeroporto Internacional Pinto Martins, situado no centro geográfico de Fortaleza, a quinze minutos das principais zonas de serviços e da orla de Fortaleza, foi construído entre 1996 e 1998, quando então passou a ser classificado como Internacional.[214] O aeroporto passa hoje por processo de ampliação, a partir da qual o número de pontes de embarque aumentará de sete para dezesseis e o terminal de passageiros será ampliado de 38 000 m² para 133 000 m². Atualmente, o aeroporto tem capacidade para atender 6,2 milhões de passageiros por ano, porém, após ampliação, a capacidade será de 11,2 milhões.[215]

O aeroporto Pinto Martins é o terceiro aeroporto mais movimentado da Região Nordeste e um dos mais movimentados do país, recebendo, em média, 1 500 aeronaves internacionais e 65 000 aeronaves domésticas ao ano. Em 2013, recebeu mais de 5,9 milhões de passageiros.[216]

Existem planos, entretanto, para a construção de um segundo aeroporto na Região Metropolitana, na zona do Pecém. O novo terminal será destinado ao transporte de cargas e voos internacionais, enquanto o Aeroporto de Fortaleza manterá os voos domésticos e executivos.[217]

Hidroviário

Com a construção do Forte Schoonenborch pelos holandeses em 1649, nas proximidades do riacho Pajeú, uma grande estrutura de atracação foi pretendida como porto por 300 anos. Construções como a Ponte Metálica e a Ponte dos Ingleses fizeram parte desse intento.[218] O primeiro porto da cidade funcionou na região da então Prainha, hoje Praia de Iracema,[219] [220] porém, a estrutura portuária de Fortaleza só veio a desenvolver-se de fato com a construção, na década de 1940, do Porto do Mucuripe, que veio a transformar a estrutura da cidade.[221] O porto conta com um cais de 1 054 m de extensão, plataforma de atracação exclusiva para petrolíferos, área de armazéns tem 6 000 m² e quase 200 000 m² de pátio para contêineres. Possui, ainda, três moinhos de trigo e está interligado ao sistema ferroviário por um extenso pátio de manobras.[222] [223]

Já o Terminal Portuário do Pecém, ou Porto do Pecém, está localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, no município de São Gonçalo do Amarante. Por sua localização geográfica, o Porto do Pecém possui o menor tempo de trânsito entre o Brasil e os Estados Unidos e a Europa, com médias de seis e sete dias, respectivamente,[224] o que o coloca em posição estratégica de influência regional. Na região, está em processo de configuração um pólo de desenvolvimento de segmentos petrolífero, químico, metalmecânico, dentre outros ramos industriais, compondo o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, do qual o Porto do Pecém faz parte.[225]

Zona portuária, no Mucuripe. - Fortaleza
Zona portuária, no Mucuripe.

Cultura

Fachada interna do Theatro José de Alencar, tombado como Patrimônio Histórico Brasileiro. - Fortaleza
Fachada interna do Theatro José de Alencar, tombado como Patrimônio Histórico Brasileiro.

A vida cultural de Fortaleza é diversificada e fecunda. Muitos artistas, entre escritores, pintores e cantores utilizam os palcos e as praças mais movimentadas da cidade para estimular a cultura regional. Dentre os teatros, os maiores e mais populares são o Theatro José de Alencar, palco dos principais espetáculos da cultura local e universal,[226] o Teatro São José,[227] o Cine-Teatro São Luiz,[228] [229] onde acontece o festival Cine Ceará (Festival Ibero-Americano de Cinema), um dos maiores festivais de cinema do país,[230] Teatro RioMar[231] e Teatro Via Sul.[232] O Museu do Ceará e o Museu de Fortaleza, no Farol do Mucuripe, guardam dezenas de milhares de artefatos da memória fortalezense, entre peças de paleontologia, arqueologia e antropologia indígena, mobiliário, ítens das lutas e revoltas populares, da religiosidade e sobre a produção intelectual e a irreverência do cearense.[233] As instituições culturais de maior passado intelectual histórico ainda presentes na cidade são a Academia Cearense de Letras, primeira academia de letras do país,[234] e o Instituto do Ceará, ambas criadas no final do século XIX[235] por nomes influentes como Antônio Bezerra e Farias Brito, tendo em seus quadros, posteriormente, nomes como Capistrano de Abreu.[236] Entre os fortalezenses ou ligados à Academia Cearense de Letras que foram membros ou patronos da Academia Brasileira de Letras, estão Gustavo Barroso, Araripe Júnior, José de Alencar, Heráclito Graça, Franklin Távora, Clóvis Beviláqua e Rachel de Queiroz, a primeira mulher a fazer parte da entidade. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza. Neste centro, estão localizados o Museu da Cultura Cearense, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, teatros, um planetário, cinemas, lojas, e espaços para apresentações públicas, além de abrigar, em anexo, a Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, o Porto Iracema das Artes e a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho.[237] [238] [239] Tais equipamentos localizam-se no entorno de uma das áreas de fundação de Fortaleza, com um patrimônio arquitetônico ainda preservado, de predominância neoclássica, remanescente da era da economia do algodão nos tempos da belle époque fortalezense.[240] [241]

No Passeio Público de Fortaleza, há o baobá centenário que foi o palco do fuzilamento dos revolucionários da Confederação do Equador.[242] - Fortaleza
No Passeio Público de Fortaleza, há o baobá centenário que foi o palco do fuzilamento dos revolucionários da Confederação do Equador.[242]
Centro de Eventos do Ceará. - Fortaleza
Centro de Eventos do Ceará.

O Passeio Público de Fortaleza é mais um dos patrimônios culturais e paisagísticos da cidade, praça onde foram fuzilados os revolucionários cearenses da Confederação do Equador, doravante também conhecida como Praça dos Mártires.[243] A Casa de Juvenal Galeno é outra histórica instituição cultural de Fortaleza, que leva o nome de um dos maiores poetas nascidos na cidade, Juvenal Galeno. Nesse espaço cultural, foi criado, em 1969, por Carneiro Portela, o Clube dos Poetas Cearenses. A casa se tornou ilustre pelos festivais de poesia, seminários e saraus de jovens intelectuais fortalezenses.[244]

Muitas das festas populares mais notórias da cidade são as que envolvem a Igreja Católica,[245] dentre elas o Carnaval,[246] cuja forma comemorativa mais tradicional de Fortaleza é o desfile dos cortejos de Maracatu;[247] a da padroeira Nossa Senhora da Assunção, em 15 de agosto;[248] as festas juninas;[249] e outras datas tradicionais. O Fortal,[250] tradicional e maior micareta indoor do país,[251] junto com o Ceará Music,[252] festival de pop rock e música eletrônica, são os eventos musicais mais populares.

O artesanato cearense tem em Fortaleza seu principal mercado e vitrine. Na cidade, existem vários lugares específicos para comércio de produtos artesanais, tais como a Central de Artesanato do Ceará (CeArt);[253] [254] Centro de Turismo do Ceará (Emcetur), na construção histórica onde funcionou a Cadeia Pública de Fortaleza;[255] a Feira de Artesanato da Beira-Mar;[256] o Mercado Central de Fortaleza;[257] e o Polo Comercial da Avenida Monsenhor Tabosa.[258] A diversidade do artesanato encontrado em Fortaleza é grande, sendo mais característicos artigos oriundos do couro, garrafas com arte de areia colorida, cerâmicas, cestarias e trançados com palha de carnaúba, rendas de bilros, entre outros.[259]

A arte com areia colorida, originária do Ceará, é um dos itens mais presentes nos centros de comércio artesanal da cidade. - Fortaleza
A arte com areia colorida, originária do Ceará, é um dos itens mais presentes nos centros de comércio artesanal da cidade.

De acordo com o Plano Diretor de Fortaleza, as Zonas Especiais de Preservação do Patrimônio Paisagístico, Histórico, Cultural e Arqueológico são as regiões do Centro, Parangaba, Alagadiço Novo/José de Alencar, Benfica, Porangabuçu e Praia de Iracema.[260] O patrimônio arquitetônico de Fortaleza, na forma de bens tombados, contudo, está predominantemente concentrado no centro da cidade.[261] [262] Apesar de distante do centro histórico, a Casa de José de Alencar é um patrimônio de grande valor cultural. A Casa foi o primeiro bem tombado de Fortaleza, no ano de 1964, por lei federal.[263] [264] Além da casa onde nasceu o maior romancista do país, outros exemplos de construções históricas notórias de Fortaleza são o Prédio da Alfândega de Fortaleza, o qual abriga a CAIXA Cultural de Fortaleza,[265] o Sobrado do Doutor José Lourenço, centro cultural especializado em artes visuais,[266] e o prédio da Estação João Felipe, ponto de partida da estrada de ferro construída na seca de 1877,[267] hoje desativado, com planos de uso de suas dependências para a instalação da Pinacoteca do Ceará.[268] [269] A Praça do Ferreira é outro importante marco de Fortaleza e principal palco das manifestações sociais históricas. Em seus cafés, no final do século XIX, surgiram movimentos abolicionistas, republicanos e literários como a Padaria espiritual.[270] [271] [272] [273] O Ceará e Fortaleza fizeram parte do grupo pioneiro de estados e cidades a adotarem políticas públicas de proteção ao patrimônios imateriais vivos de sua cultura, por meio do programa chamado "mestres da cultura".[274] [275]

Para além das manifestações culturais de cunho artístico, na sociedade fortalezense também está presente a maçonaria, que tem representação regional por meio de duas obediências do Brasil, a Grande Loja Maçônica do Ceará e o Grande Oriente Estadual do Ceará. Há, ainda, na cidade, clubes de serviço, como o Lions Club e o Rotary International,[276] que chegou a Fortaleza com a fundação, em 1934, do Rotary Club de Fortaleza.[57]

A Praça Portugal é um costumeiro local de encontro de tribos urbanas, especialmente otakus[277] e roqueiros.[278] A região onde a praça se localiza, compreendida pelos bairros da Aldeota e Meireles, é conhecida pela grande concentração de centros comerciais, centros de serviços, pela agitada vida urbana e por ser uma zona mista de residências de alto padrão e comércio de luxo. Outro ponto de encontro de jovens e tribos é a Super Amostra Nacional de Animes (SANA), um dos maiores eventos sobre cultura japonesa do país, que acontece anualmente no Centro de Eventos do Ceará.[279]

Moda

O principal nome da moda na cidade é o radicado Lino Villaventura, que, de Fortaleza, projetou-se nacional e internacionalmente e hoje é um dos principais nomes do São Paulo Fashion Week, além de ter sido um dos estilistas fundadores dessa semana de moda.[280] [281] Na cidade, acontecem grandes eventos do setor como o Festival da Moda de Fortaleza,[282] Fortaleza Fashion Week[283] e o Dragão Fashion Brasil, considerado o maior evento de moda do Nordeste e terceiro maior do país.[284] [285] O centro comercial Maraponga Mart Moda é referência nas regiões norte e nordeste em moda autoral, além de abrigar eventos como o Ceará Summer Fashion e o Maraponga 40 Graus.[286]

A capital é lugar para onde escoa grande parte do que é produzido em vestuário no Ceará, que por sua vez é reconhecido como um dos mais importantes pólos têxteis do país, fazendo com que a indústria de confecção tenha grande peso na economia metropolitana.[287] Marcas da cidade como a Santana Textiles e sedes de marcas como Esplanada e Otoch detêm considerável influência regional.[288] Produtos de couro e de renda são elementos nucleares da moda local e possuem grande tradição e valor cultural. A moda praia é uma das tendências mais marcantes no vestuário do cidadão fortalezense em função da grande valorização do litoral da cidade e do Ceará como destino de turismo de praia.[286]

Humor

Fortaleza é conhecida como capital do humor no país.[289] [290] [291] Os shows de humor são um grande pilar do seu apelo turístico, movimentando três milhões de espectadores ao ano.[292] Referências da atualidade como Tom Cavalcante e Wellington Muniz, que fazem grande sucesso nacionalmente, nasceram em Fortaleza.[293] [294] Humoristas de outras cidades e estados fizeram carreira na cidade, como Renato Aragão e Tiririca.[295] Outro humorista cearense de grande destaque que iniciou carreira na capital foi Falcão, que ganhou notoriedade nacional ao aliar o humor à música brega e que, em decorrência disso, passou a ser considerado um dos maiores expoentes desse estilo musical.[296] Na Grande Fortaleza, nasceu Chico Anysio, considerado o maior comediante brasileiro de todos os tempos.[297]

No fim do século XIX, Adolfo Caminha e Oliveira Paiva cunharam o termo Ceará Moleque, em alusão às brincadeiras e provocações sociais e políticas da população,[298] [299] [300] como o festival de mentiras do dia 1 de abril, que premiava, no "Cajueiro da Mentira", na Praça do Ferreira, o maior contador de lorotas do Ceará.[301] [302] O Bode Ioiô é outro símbolo da verve fortalezense. O animal ganhou fama na década de 1920 por frequentar lugares públicos, beber cachaça e, além disso, ter sido candidato a vereador da cidade. Após sua morte, o caprino foi empalhado e até hoje está exposto no Museu do Ceará, porém, em 1996, seu rabo foi roubado.[303] [304] Atualmente, os bares, restaurantes e casas especializadas servem de palco aos humoristas mais aclamados pelo público, e as praças atraem palhaços e outros artistas do riso.[305] [306]

Música

Aviões do Forró, uma das mais notórias bandas de forró do país. - Fortaleza
Aviões do Forró, uma das mais notórias bandas de forró do país.

O forró é o gênero musical mais popular na cidade, explorado por várias casas de show especializadas. Bandas originadas em Fortaleza, como Mastruz com Leite e Aviões do Forró, foram responsáveis pelo desenvolvimento e popularização do forró eletrônico.[307] [308] Com maior presença de metais, menor condução rítmica pela zabumba e triângulo e mais contrabaixo e bateria, com sonoridade que mais valoriza os graves do baixo com teclados eletrônicos e instrumentos de sopro, a nova vertente de forró se expandiu e alcançou grande sucesso comercial nacional. Tais bandas foram responsáveis, ainda, pela popularização de um novo tipo de arranjo com guitarras que aproximou o forró da música pop e pela revalorização da sanfona.[309] O forró pé-de-serra, entretanto, ainda detém grande influência cultural e destaque comercial na cidade.[309]

Estilos como o rock e suas várias ramificações, blues, jazz, samba, hip hop, entre outras vertentes contemporâneas, também fazem parte da produção cultural de Fortaleza e são frequentes nas noites da cidade. [310] Bandas fortalezenses, como Selvagens à Procura de Lei e Cidadão Instigado têm ganhado certa notoriedade ao apresentarem-se em festivais como o Rock in Rio e o Lollapalooza. Outro ritmo musical identitário do fortalezense é a lambada, que obteve bastante sucesso na cidade no final da década de 1980.[311]

Na MPB, alguns dos nomes que desenvolveram carreira em Fortaleza foram Fagner, Ednardo, Belchior, Amelinha, entre outros artistas do movimento Massafeira Livre.[312] [313] A tradição musical de Fortaleza, no entanto, remonta ao compositor Alberto Nepomuceno, um dos fundadores da música orquestral brasileira.[314] O Conservatório Alberto Nepomuceno é uma das principais escolas de música da cidade.[315] Outra tradicional instituição de ensino musical é a Escola de Música do Ancuri, desativada e em processo de revitalização.[316]

Gastronomia

O Baião de dois, prato de origem cearense, é bastante comum nos restaurantes da capital. - Fortaleza
O Baião de dois, prato de origem cearense, é bastante comum nos restaurantes da capital.

A gastronomia de Fortaleza é bastante próxima da culinária típica nordestina, e, localmente, destacam-se pratos tradicionais como o baião de dois, geralmente acompanhado por churrasco de carneiro ou carne de sol. Os frutos do mar são outro ingrediente de pratos típicos da cozinha fortalezense, tais como a moqueca de arraia e as peixadas de cavala e pargo, cujo objetivo original popularmente conhecido era o de recuperar as forças dos jangadeiros que voltavam do alto-mar.[317] [318] O fruto do mar identitário do litoral do estado é o caranguejo. Todas as quintas-feiras, acontece a tradicional "caranguejada", evento no qual restaurantes, bares e barracas de todo o litoral da cidade servem pratos derivados do crustáceo, degustado com a ajuda de um martelinho.[319] O camarão e a lagosta também são iguarias bastante usadas em pratos como o arroz de camarão ou bobó de camarão. No Mercado dos Peixes, no Mucuripe, é possível comprar uma grande variedade de pescados, que podem ser preparados em restaurantes vizinhos. O mais comum é comprar-se camarão e solicitar o preparo ao alho e óleo. Uma forte tradição de Fortaleza é o consumo dessa iguaria no local, ao entardecer dos finais de semana, acompanhando o retorno dos jangadeiros após o dia de pesca.[319]

Os polos gastronômicos da Varjota, da Praia de Iracema e da Avenida Beira Mar são as regiões com maior diversidade de restaurantes de cozinhas internacionais,[319] com ênfase na árabe,[320] francesa,[321] chinesa,[322] japonesa,[323] italiana,[324] alemã,[325] portuguesa,[326] espanhola[320] e suíça,[327] além de pizzarias, churrascarias, cozinhas contemporânea e regional. Há outro polo gastronômico no sul de Fortaleza, na divisa com Eusébio, nas "Tapioqueiras", um centro de restaurantes especializados no preparo da tapioca.[318] A tapioca é, ainda, conhecida por ser o principal elemento do café das manhã dos hotéis da orla da cidade.[319]

Esportes

O lazer cotidiano de muitos fortalezenses é a caminhada, ou cooper, ao amanhecer ou ao entardecer nas praças das áreas residenciais, nas orlas e nos parques. Esse é um hábito largamente observado em pontos populares da cidade como o calçadão da Praia de Iracema e as vias e áreas de convivência do Parque Ecológico do Cocó. As academias de musculação e ginástica também são numerosas. Alguns dos eventos esportivos mais importantes que contam com larga participação popular são a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, o Circuito de Corridas Pague Menos e a Meia Maratona Internacional de Fortaleza, que comemora o aniversário da cidade, é a maior do Norte e Nordeste do país[328] e reúne também corredores de países como Portugal, Espanha, França, Itália, Quênia, Tanzânia e Marrocos.[329] O primeiro Red Bull Soapbox do Brasil, realizado pela Red Bull em junho de 2008, aconteceu na cidade de Fortaleza.[330]

O esporte mais popular na cidade, assim como no resto do Brasil, é o futebol. O Campeonato Cearense de Futebol, existente desde 1914, tem seus principais jogos em Fortaleza.[331] Os principais times da cidade e do estado são o Ceará Sporting Club, Fortaleza Esporte Clube e Ferroviário Atlético Clube. O dois primeiros, os mais tradicionais, disputam a Série B e Série C do Campeonato Brasileiro, respectivamente, e são os protagonistas do Clássico-Rei.[332] O Ceará Sporting Club é o atual tetra-campeão estadual, já tendo conquistado o Campeonato Cearense de Futebol 43 vezes, contra 39 do seu rival Fortaleza Esporte Clube.[333] Já o Ferroviário Atlético Clube é o terceiro maior detentor de taças, com nove títulos.[334] Atualmente, Fortaleza possui três estádios credenciados a sediar jogos oficiais organizados pela Confederação Brasileira de Futebol. Os principais são o Estádio Plácido Castelo, mais conhecido como Castelão, o quarto maior do país, com capacidade para até 67 mil pessoas, de propriedade do Governo do Estado,[335] e o Estádio Presidente Vargas, também chamado de PV, de propriedade da Prefeitura Municipal, com capacidade para 20 600 pessoas.[336] A cidade é, ainda, sede da Confederação Brasileira de Futsal, orgão nacional filado à CONMEBOL e à FIFA.[337] Fortaleza foi uma das sedes da Copa das Confederações FIFA 2013 e Copa do Mundo FIFA de 2014. Na cidade, foram realizadas seis partidas do campeonato mundial da FIFA, incluindo dois jogos da seleção brasileira, um da seleção alemã, uma partida das oitavas de final e uma das quartas de final.[338]

A enseada do Mucuripe e a Praia do Náutico são os dois extremos da rota do Circuito Cearense de Jangadas.[339] - Fortaleza
A enseada do Mucuripe e a Praia do Náutico são os dois extremos da rota do Circuito Cearense de Jangadas.[339]

A maioria dos clubes mantém o futebol como principal atividade esportiva, mas apoia e desenvolve outras modalidades, como o futebol de salão, voleibol, basquetebol, entre outros. Os esportes de praia também são largamente praticados e possuem notável tradição, como o surf, windsurf, vela, sandboard, triatlo, mergulho e kitesurf, por exemplo. Muitas etapas de competições nacionais e internacionais destas modalidades ocorrem em Fortaleza. A atividade jangadeira é considerada uma pratica esportiva de competição cearense. Anualmente, acontece o Circuito Cearense de Jangadas, evento no qual a cidade sedia corridas marítimas nas modalidades "jangada" e "paquete" (versão menor da embarcação). O circuito, televisionado a nível estadual, compreende percurso de 14km na orla de Fortaleza feito por jangadeiros profissionais da cidade e demais municípios da região metropolitana.[339] Há na cidade grande variedade de escolas e academias de lutas e artes marciais. O automobilismo é praticado em pistas de kart espalhadas pelo município e no Autódromo Internacional Virgílio Távora, na Região Metropolitana de Fortaleza.[340] Esportes menos populares têm ganhado notoriedade na cidade, como o críquete, o golfe e sobretudo o rúgbi, praticados por pequenos grupos apoiados por federações desportivas de outros estados e por clubes locais.[341]

Está localizado em Fortaleza o Centro de Formação Olímpica do Nordeste. Como parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte criada como legado dos Jogos Olímpicos de 2016, o centro é responsável pela formação e desenvolvimento esportivo de alto rendimento e, anexo à Arena Castelão, forma o maior complexo esportivo do país, com 313 000 m² dedicados a 26 modalidades olímpicas. Além disso, o centro abriga a maior arena indoor do país, com capacidade para 21 000 pessoas.[342]

Feriados municipais

São feriados fixos em Fortaleza os dias 13 de abril, aniversário da cidade; 19 de março, Dia de São José, padroeiro do Ceará; e o 15 de agosto, Dia de Nossa Senhora da Assunção, padroeira de Fortaleza. Os feriados móveis da cidade são a Sexta-Feira da Paixão (Sexta-Feira Santa) e o Corpus Christi.[343]

Até 2003, era feriado municipal o dia 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. A alteração se deu para se declarar feriado, em substituição, a data dedicada à padroeira da cidade segundo a tradição católica, Nossa Senhora da Assunção, sueto esse que não existiu por 36 anos, desde 1967.[344]

Em 2013, o dia 25 de março foi elevado a feriado em alusão à libertação dos escravos no Ceará.[345]

Panorama urbano da orla de Fortaleza e, em destaque, as tradicionais jangadas do Mucuripe. - Fortaleza
Panorama urbano da orla de Fortaleza e, em destaque, as tradicionais jangadas do Mucuripe.

Ver também

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  116. A sedução das farmácias ISTOÉ Dinheiro. Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  117. Marcas do CE são preferidas Diário do Nordeste (19 de abril de 2008). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  118. Solar é nome escolhido para a nova gigante da Coca-Cola O Povo (22 de abril de 2013). Visitado em 16 de fevereiro de 2015.
  119. Kinoplex investirá R$ 100 milhões em novas salas Exame (04 de março de 2014). Visitado em 16 de fevereiro de 2015.
  120. Fortaleza » instituições financeiras - 2013 IBGE. Visitado em 16 de fevereiro de 2015.
  121. Presidente do Banco do Nordeste renuncia ao cargo G1 (03 de abril de 2014). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  122. Parques de diversão no Brasil atraem 20 milhões e geram R$ 1 bi por ano (22 de outubro de 2013). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  123. Fortaleza entre os 3 melhores destinos de férias no Brasil O Povo (29 de agosto de 2013). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  124. Fortaleza e Jeri entre os 10 melhores do Brasil O Povo (09 de abril de 2014). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  125. Projeto custou R$ 1,8 milhão, diz arquiteto o Povo (25 de abril de 2012). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  126. Slowing the Pace Along Brazil's Coast New York Times (20 de fevereiro de 2005). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  127. Italianos são os estrangeiros que mais visitam Fortaleza O Povo (14 de fevereiro de 2014). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  128. Representações Diplomáticas Secretaria de Turismo de Fortaleza. Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  129. 'Giro Cultural', no Ceará, reuniu 200 mil pessoas, diz governo do estado G1 (19 de agosto de 2012). Visitado em 22 de fevereiro de 2015.
  130. Brics consolida Ceará como destino de turismo de eventos Ministério do Turismo do Brasil (18 de julho de 2014). Visitado em 14 de fevereiro de 2015.
  131. Fábio de Oliveira Matos (2009). A cidade de papel: cartografia e fotografia na formação do espaço litorâneo de Fortaleza - Ceará Universidade Estadual do Ceará. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  132. Mudanças na Av. Santos Dumont terão que esperar novos projetos Diário do Nordeste (06 de agosto de 2012). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  133. Fábio de Oliveira Matos; Fábio Perdigão Vasconcelos (2010). O litoral de Fortaleza e o planejamento urbano na primeira metade do século XIX a partir das plantas de Silva Paulet e Simões de Farias Universidade de Brasília. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  134. José Almir Farias Filho (2008). O Plano moderno e a morfologia do traçado X Seminário de História da Cidade e do Urbanismo. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  135. Eustógio Wanderley Correia Dantas; José Borzachiello da Silva; Maria Clélia Lustosa Costa. De Cidade a Metrópole: (Trans)formações Urbanas em Fortaleza. [S.l.]: Edições UFC, 2009. 153-154 p.
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  137. Eustógio Wanderley Correia Dantas; José Borzachiello da Silva; Maria Clélia Lustosa Costa. De Cidade a Metrópole: (Trans)formações Urbanas em Fortaleza. [S.l.]: Edições UFC, 2009. 80-81 p.
  138. Alexandre Queiroz Pereira (2009). Estruturação urbana litorânea da região metropolitana de Fortaleza: planos para Aquiraz, Caucaia e São Gonçalo do Amarante Universidade Federal do Ceará. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
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  142. Como o Plano Cicloviário pode mudar o trânsito de Fortaleza O Povo (11 de setembro de 2013). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  143. 16% da população de Fortaleza está concentrada em favelas Diário do Nordeste (03 de novembro de 2014). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  144. Ceará é o sétimo estado do Brasil com maior número de favelas O Povo (06 de novembro de 2013). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  145. Prefeitura apresenta ações preventivas para quadra chuvosa O Estado (16 de janeiro de 2015). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  146. Estratégias visam minimizar danos Diário do Nordeste (16 de janeiro de 2015). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  147. Apresentação Prefeitura Municipal de Fortaleza. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  148. Tecnologia alemã na nova Ciops Diário do Nordeste (31 de maio de 2014). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  149. Julio Jacobo Waiselfisz (2014). Mapa da Violência 2014 Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e Flacso Brasil. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  150. Fortaleza e Salvador aderem ao Pronasci Agência Brasil (22 de janeiro de 2008). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  151. Thiago Mont'Alverne Ribeiro (2011). Violência, polícia e controle social: uma análise do programa Ronda do Quarteirão como uma alternativa de nova polícia Universidade Federal do Ceará. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  152. Reportagem do Le Monde destaca turismo sexual e prostituição infantil em Fortaleza G1 (14 de junho de 2014). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  153. Apesar de ações policiais, prostituição cresce disfarçada em Fortaleza Folha de S. Paulo (18 de julho de 2014). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  154. Fortaleza terá piloto contra exploração sexual de crianças e adolescentes Ministério do Turismo do Brasil (31 de outubro de 2007). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  155. Ocorre o maior assalto a banco da história do Brasil History (06 de agosto de 2005). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  156. a b Censo demográfico 2010: resultados do universo - características da população e dos domicílios IBGE (2010). Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  157. Antes de viajar conheça a voltagem das cidades brasileiras UOL. Visitado em 4 de junho de 2012. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2012.
  158. Ceará, potência eólica do Brasil Revista Grandes Construções (2013). Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
  159. Gás natural Agência Nacional de Energia Elétrica. Visitado em 02 de fevereiro de 2015.
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  162. Reciclagem de lixo deve triplicar em Fortaleza Diário do Nordeste (23 de fevereiro de 2014). Visitado em 24 de fevereiro de 2015.
  163. DDD da Cidade: Fortaleza, CE Guia Mais. Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  164. Ficha de Fortaleza Anuário de Fortaleza 2012-2013 (Fundação Demócrito Rocha). Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  165. Os 50 maiores jornais do Brasil Associação Latino-Americana de Publicidade. Visitado em 24 de fevereiro de 2015.
  166. Marcas Grupo Edson Queiroz. Visitado em 24 de fevereiro de 2015.
  167. O Povo Online O Povo. Visitado em 24 de fevereiro de 2015.
  168. A TV Sistema Jangadeiro. Visitado em 24 de fevereiro de 2015.
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  170. censo demográfico 2010: resultados da amostra - educação IBGE (2010). Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  171. a b Fortaleza » ensino - matrículas, docentes e rede escolar - 2012 IBGE (2012). Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  172. Apresentação FUNCAP. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  173. Apresentação Funceme (22 outubro 2009). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  174. Rádio-Observatório Espacial do Nordeste - ROEN Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  175. Radiobservatório do Itapetinga INPE. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  176. Tecnologias da Embrapa Agroindústria Tropical mais acessíveis ao público UOL (29 de julho de 2011). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  177. Centro de Tecnologias da UFC entre os melhores do País O Povo (25 de fevereiro de 2013). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  178. Rede Gigafor será ampliada para o Interior Diário do Nordeste (06 de fevereiro de 2006). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  179. Toda aposta na tecnologia Diário do Nordeste (07 de fevereiro de 2007). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  180. Instituto Atlântico comemora conquista Diário do Nordeste (3 de novembro de 2009). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  181. Fábrica de vacinas - Instituto Biomanguinhos será implantado no Eusébio O Estado (30 de setembro de 2014). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  182. Revista das profissões da UFC Universidade Federal do Ceará. Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  183. Melhor do Nordeste, Ceará diminui ritmo na educação O Povo (31 de julho de 2013). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  184. Aos 60 anos, a UFC é referencial histórico O Povo (16 de dezembro de 2014). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  185. Duas unidades de grupos educacionais do Ceará se destacam em média do Enem 2013 O Povo (22 de dezembro de 2014). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  186. Colégios centenários enfrentam desafios para se manter na Capital Diário do Nordeste (03 de fevereiro de 2013). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  187. Lauriberto Braga (28 de dezembro de 2013). Fortaleza é tricampeã em aprovação no ITA Estadão. Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  188. Renato Mesquita Rodolfo. O conceito de cultura incorporado pela Universidade Federal do Ceará, de sua idealização à sua consolidação (1947-1967): relações de desenvolvimento, apropriação e difusão Associação Nacional de História. Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  189. Lei No 2.373, de 16 de dezembro de 1954 Palácio do Planalto. Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  190. Fortaleza » ensino - matrículas, docentes e rede escolar - 2005 IBGE (2005). Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  191. Fortaleza - CE Acompanhamento Brasileiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  192. Serviços de Saúde 2009 IBGE. Visitado em 23 de fevereiro de 2015.
  193. DATASUS (10 de abril de 2010). Caderno de Informações de Saúde - Informações Gerais (xls). Visitado em 25 de fevereiro de 2015.
  194. Novos postos de saúde serão construídos CNews (29 de agosto de 2013). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  195. UPAs Secretaria Municipal da Saúde. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  196. Onde ficam os novos CEOs, policlínicas, UPAs e hospitais Secretaria da Saúde do Estado (15 de julho de 2013). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  197. Atendimentos nas UPAs chegam a dois milhões em Fortaleza Ceará News (13 de novembro de 2014). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  198. Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza comemora 150 anos Diário do Nordeste (20 de fevereiro de 2011). Visitado em 25 de fevereiro de 2015.
  199. Os Maiores Hospitais Privados Anuário de Fortaleza 2012-2013 (Fundação Demócrito Rocha). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  200. Farmácia Popular Secretaria Municipal de Saúde. Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  201. Fortaleza é a 3ª capital do Brasil com maior cobertura do Programa Saúde da Família Diário do Nordeste (25 de julho de 2012). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  202. SAMU 192 -Fortaleza Secretaria Municipal de Saúde. Visitado em 1 de março de 2015.
  203. Faculdade de Medicina completa 65 de fundação O Povo (07 de maio de 2013). Visitado em 28 de janeiro de 2015.
  204. Medicina na Federal do Ceará é o curso mais concorrido do Sisu Estadão (08 de janeiro de 2013). Visitado em 24 de fevereiro de 2015.
  205. a b Integração no sistema de transporte público coletivo de Fortaleza Câmara Municipal de Fortaleza. Visitado em 27 de janeiro de 2015.
  206. Anuário de transportes públicos de Fortaleza Prefeitura Municipal de Fortaleza (2010). Visitado em 29 de janeiro de 2015.
  207. Usuários já podem recarregar Bilhete Único pela internet Diário do Nordeste (14 de outubro de 2014). Visitado em 27 de janeiro de 2015.
  208. Ônibus de Fortaleza terão ar-condicionado a partir do próximo ano Tribuna do Ceará (24 de julho de 2014). Visitado em 27 de janeiro de 2015.
  209. População se adapta à nova realidade no metrô Diário do Nordeste (15 de janeiro de 2013). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  210. a b c Dilma cita metrô de Fortaleza em debate e causa polêmica nas redes sociais Rádio Verdes Mares (20 de outubro de 2014). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  211. BNDES aprova R$ 1 bi para a linha leste do metrô Diário do Nordeste (08 de julho de 2014). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  212. Obras da Linha Leste do Metrô são iniciadas Diário do Nordeste (06 de fevereiro de 2014). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  213. Fortaleza: estudos avaliam se o metrô vai até Pecém Mobilize.org (09 de janeiro de 2012). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  214. Wellington Ricardo Nogueira Maciel (2006). Aeroporto de Fortaleza: usos e significados comtemporâneos Universidade Federal do Ceará. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  215. Infraero lança edital para conclusão de obras do aeroporto de Fortaleza G1 (06 de janeiro de 2015). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  216. Movimento Operacional da Rede Infraero de Janeiro a Dezembro de 2013 Infraero (2013). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  217. Novo aeroporto em estudo O Povo (11 de outubro de 2012). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  218. Praia do amor infinito Diário do Nordeste (01 de outubro de 2011). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  219. Roberto Bruno Moreira Rebouças; Fábio Perdigão Vasconcelos (2010). A influência portuária no modelado e a reconfiguração da orla: O Caso do Porto do Mucuripe e da Praia do Serviluz (Fortaleza, Ceará, Brasil) Universidade Estadual do Ceará. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  220. Praia de Iracema: um bairro com vocação cultural Diário do Nordeste. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  221. Lucas Bezerra Gondim (2012). Educação patrimonial no Mucuripe (Fortaleza- CE e a cartilha dos saberes coletivos Universidade Federal do Ceará. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  222. Características do Porto Companhia Docas do Ceará. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  223. Infraestrutura Companhia Docas do Ceará. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  224. Porto do Pecém e localização são diferenciais Diário do Nordeste (16 de março de 2013). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  225. Cenário atual do Complexo Industrial e Portuário do Pecém Assenbleia Legislativa do Ceará. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  226. Conheça mais sobre o Theatro José de Alencar, em Fortaleza G1 (22 de março de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  227. Teatro São José, de Fortaleza, será restaurado e reaberto ao público G1 (11 de outubro de 2011). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  228. Cine Teatro São Luíz é reinaugurado em Fortaleza G1 (21 de dezembro de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  229. Mãe batiza filha de 'Anastacia' e, após 56 anos, revê filme no Cine São Luiz G1 (22 de dezembro de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  230. Principais festivais de cinema formam uma frente Revista de Cinema (16 novembro 2011). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  231. Teatro RioMar Fortaleza entra em funcionamento O Estado (05 de Dezembro de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  232. Palco para todas as artes Diário do Nordeste (09 de março de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  233. Fortaleza. Cronologia da Cidade Revista Fale!. Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  234. Academia Cearense de Letras: nova aos 120 anos O Estado (29 de agosto de 2014). Visitado em 28 de fevereiro de 2015.
  235. Antônio Bezerra de Menezes UFCG. Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  236. A Academia Cearense de Letras Portal da História do Ceará. Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  237. Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura Governo do Estado do Ceará (31 de julho de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  238. Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel Governo do Estado do Ceará (02 de janeiro de 2013). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  239. Escola de Artes e Ofícios: oito anos de educação, cultura, história e sociabilidade Governo do Estado do Ceará (30 de maio de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  240. Antonio Gilberto Abreu de Souza; Yacy Ara Froner Goncalves (2012). Arquitetura neoclássica e cotidiano social do Centro Histórico de Fortaleza: da Belle Époque ao ocaso do início do século XXI Universidade Federal de Minas Gerais. Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  241. Bela época? O Povo (03 de dezembro de 2013). Visitado em 26 de janeiro de 2015.
  242. Fortaleza (CE) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  243. Passeio Público, um marco de nossa história e uma bela paisagem O Estado (28 de Fevereiro de 2010). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  244. Batista de Lima Diário do Nordeste (13 de julho de 2010). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  245. Nayana de Castro CUNHA; Izaura Lila Lima RIBEIRO; Maria de Lourdes MACENA (2010). Festas religiosas cearenses: reiventando o cotidiano e trazendo alegria ao povo IFAL. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  246. Fábio Lima. Carnaval de Fortaleza começa com festa de ritmos e cores no Mercado dos Pinhões Prefeitura de Fortaleza. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  247. Avenida Domingos Olímpio recebe desfile dos Maracatus do Carnaval de Fortaleza Prefeitura de Fortaleza (03 de março de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  248. Feriado municipal no dia da padroeira Diário do Nordeste (11 de agosto de 2006). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  249. São João toma conta dos bairros de Fortaleza durante os meses de junho e julho Prefeitura de Fortaleza (17 de junho de 2013). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  250. Karla Camila; Márcia Feitosa (22 de julho de 2012). Foliões se despedem com emoção Diário do Nordeste. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  251. Fortal: maior micareta indoor do Brasil conta com Ivete, Eva, Chiclete e muito mais CORREIO (21 de julho de 2010). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  252. 12 shows internacionais de pop e rock inesquecíveis que aconteceram em Fortaleza Rádio Verdes Mares (10 de setembro de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  253. Ceart O Povo (09 de dezembro de 2011). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  254. Vagão de trem é reaberto para visitas após restauros O Povo (12 de novembro de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  255. Centro de Turismo reúne artesanato e história de Fortaleza O Povo (12 de janeiro de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  256. Patrimônios vivos da Beira-Mar Diário do Nordeste (06 de abril de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  257. Alta estação impulsiona vendas no Mercado Central Diário do Nordeste (21 de julho de 2012). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  258. Av. Monsenhor Tabosa: compras em um ambiente descontraído Diário do Nordeste (23 de novembro de 2012). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  259. Artesanato Governo do Estado do Ceará. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  260. Zonas de preservação do patrimônio O Povo (24 de novembro de 2012). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  261. Patrimônio Histórico e Cultural Prefeitura Municipal de Fortaleza. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  262. Histórico dos Bens Tombados Prefeitura Municipal de Fortaleza. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  263. Os museus e a memória da literatura brasileira Instituto Brasileiro de Museus (2011). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  264. Casa de José de Alencar Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  265. Uma Caixa de cultura O Povo (14 de maio de 2012). Visitado em 27 de janeiro de 2015.
  266. Sobrado Dr. José Lourenço Governo do Estado do Ceará (3 de janeiro de 2013). Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  267. Kleiton Nazareno Santiago Mota; Adelaide Maria Gonçalves Pereira (2009). Mutualismo ferroviário: prover e proteger na sociedade beneficente do pessoal da Estrada de Ferro de baturité de 1891 aos anos 1930 Universidade Federal do Ceará. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  268. Estação João Felipe encerra atividades Governo do Estado do Ceará (10 de janeiro de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  269. Pinacoteca vai funcionar de forma parcial até o fim do ano Diário do Nordeste (28 de agosto de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  270. Xico Sá. Movimento simbolista cearense Padaria Espiritual, de 1892, tem finalmente sua história "maldita" contada Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  271. Gilmar de Carvalho. Letras sob o sol e o areal Folha de S. Paulo. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  272. Luciana Brito (2012). Presença da Padaria Espiritual na História da Imprensa e das Artes no Ceará Unesp. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  273. Luciana Brito (2014). A Padaria Espiritual e a cidade de Fortaleza no final do século XIX Unesp. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  274. Secult diploma novos mestres da cultura do Ceará O Povo (19 de dezembro de 2013). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  275. Políticas públicas contemplam mestres da cultura Portal Brasil (04 de junho de 2014). Visitado em 1 de março de 2015.
  276. Clubes inovam para atrair público Diário do Nordeste (09 de junho de 2012). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  277. Ana Raquel Viana Siqueira (2009). A ressignificação da cultura pop japonesa em Fortaleza: sentidos e significados de ser um otaku Universidade Federal do Ceará. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  278. A percepção do preconceito O Povo (13 de abril de 2011). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  279. Sana 2014 reúne 65 mil em três dias de evento Diário do Nordeste (28 de julho de 2014). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
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