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Igreja Adventista do Sétimo Dia | QuickiWiki

Igreja Adventista do Sétimo Dia

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Overview

Igreja Adventista do Sétimo Dia
Logomarca da Igreja Adventista
Orientação Cristã, Protestante, Adventista
Fundador Joseph Bates
John Andrews
Tiago White
Urias Smith
Ellen White
Rachel Oakes Preston
Origem 21 de maio de 1863
Sede Estados Unidos Silver Spring, Maryland, Estados Unidos
Número de membros 18 550,589 membros [1]
Número de igrejas 78.810 igrejas organizadas e 69.213 congregações/grupos organizados[1]
Países em que atua Internacional; mas principalmente nas Américas Central e Sul; África e Ásia; presente em 210 países dos 232 reconhecidos pela ONU.[1]


Igreja Adventista do Sétimo Dia - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Igreja Adventista do Sétimo Dia

A Igreja Adventista do Sétimo Dia[2] [3] é uma denominação cristã protestante[4] [5] restauracionista[6] , trinitariana, sabatista, não-cessacionista, mortalista e aniquilacionista, que se distingue pela observância do sábado[7] , o sétimo dia da semana judaico-cristã (sabbath) e por sua ênfase na iminente segunda vinda de Jesus Cristo.[8] A igreja surgiu após o Grande Desapontamento de 22 de outubro 1844, desencadeado pelo Movimento Milerita nos Estados Unidos, durante a primeira metade do século XIX, sendo formalmente criada em 1863.[9] Entre seus vários pioneiros está Ellen White[10] , cujos escritos são tidos pelos adventistas como inspirados por Deus.[11]

Grande parte da teologia dos adventistas do sétimo dia corresponde aos ensinamentos cristãos tradicionais como a Trindade[12] [13] [14] a infalibilidade bíblica[15] , e protestantes como a justificação pela fé[16] , a salvação exclusivamente por meio da graça [16] , o nascimento virginal de Jesus, Seu batismo por imersão, Seu sacrifício substituto na cruz, Sua ressurreição, Sua ascensão e Sua segunda vinda literal, universal e visível. Os adventistas também possuem ensinamentos distintos de outras denominações cristãs como o estado inconsciente dos mortos e a doutrina de um juízo investigativo ocorrendo atualmente no céu. A igreja também é conhecida por sua ênfase na alimentação salutar e na mensagem de saúde, por sua compreensão indivisível entre corpo, mente e alma, pela promoção dos princípios morais e pelo estilo de vida conservador[17] .

Em maio de 2007, os adventistas eram o décimo segundo maior corpo religioso do mundo [18] e o sexto maior movimento religioso internacional [18] . A Igreja Adventista do Sétimo Dia também era a oitava maior organização internacional de cristãos do planeta.[19] Em 2014, todavia, este quadro mudou ainda mais, pois oficialmente a Igreja Adventista do Sétimo Dia passou a ser a quinta maior organização cristã unificada do planeta, com 18,5 milhões de membros, espalhados em 216 países, dos 237 países reconhecidos pela ONU [20] Os dados estatísticos da secretaria geral da Igreja comprovam que só em 2014 houve um acréscimo de 1.091,222 novos membros adventistas por batismo e profissão de fé. Isso representa hoje, em média, 3.200 novos batismos por dia ou 2,2 por segundo. O número de igrejas adventistas plantadas em 2014 foi de 2.446 no planeta. Isso significa uma nova congregação fundada a cada 3 horas e 58 minutos.

No mundo, os adventistas são regidos por uma Conferência Geral, com pequenas regiões administradas por "divisões", "uniões", "associações" e "missões". Até o dia 31 de março de 2015, a Igreja Adventista do Sétimo Dia registrava em sua secretaria mundial 18.550,589 membros[21] , estando presente em 220 países e territórios. A IASD é etnicamente e culturalmente diversificada [1] , possuindo, apenas em 2014 uma adesão de 1.057,645 membros apenas por batismo, ao redor do globo terrestre. Através de profissão de fé, ainda em 2014, foi acrescido o número de 33.577 novos membros. Até dezembro daquele ano, a Igreja Adventista do Sétimo Dia possuía 18.846 pastores, além de 260,181 funcionários em suas instituições. Pelo mesmo período, os adventistas reuniam-se em 78,810 igrejas/templos, e em 69.213 congregações/capelas ao redor do mundo. Em 2015, todos estes números foram superados. [22]

Até dezembro de 2014, a igreja agia por meio de 7.579 instituições escolares ao redor do mundo (sendo 5.371 de ensino fundamental e 2.050 de ensino médio, além de 114 faculdades/universidades, e 44 instituições de formação de profissionais), atendendo 1.807,693 alunos; 790 sanatórios/hospitais, 293 clínicas médicas móveis e não-móveis, vários centros de vida natural e 7 lanchas e aeronaves médico-missionárias de grande porte, atendendo 18.052,715 pacientes; 66 centros de mídia veiculando 16 canais oficiais via satélite pelo mundo (tais como a Hope Channel, Nuevo Tiempo, REDE Novo Tempo, etc. sem mencionar os canais executivos e os canais de ministérios missionários), e produzindo programas de televisão, de rádio e mídias de internet em 947 línguas e dialetos. Possuía também 34 orfanatos, 126 abrigos/asilos, 21 fábricas/indústrias de alimentos naturais, 64 gráficas/editoras em todo o mundo, disseminando literatura em 366 línguas. Em 2015, estes dados foram superados. A Igreja Adventista do Sétimo Dia também opera mediante uma proeminente organização de ajuda humanitária conhecida como Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA)[23] , que é reconhecida e respeitada pelos governos de 120 países, muitos deles fechados ao cristianismo.

No Brasil existem cerca de 1,6 milhões de membros [24] . Nos 9 países e ilhas oceânicas que compõe a chamada Divisão Sul-Americana, a Igreja Adventista do Sétimo Dia possui 2 milhões e 300 mil membros, que congregam em 10.600 igrejas e que atualmente são presididos pelo pastor Erton Köhler. [25]

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História

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é a maior dos vários grupos Adventistas que surgiram a partir do Movimento Millerita, no Segundo Grande Despertamento dos anos 1840[26] [27] . Nessa ocasião, muitos americanos saíram do deísmo secular para o cristianismo[28] , inclusive o fundador do movimento: Guilherme Miller. Membro da Igreja Batista[29] , Miller concluiu que Jesus Cristo retornaria à Terra em 22 de outubro de 1844[30] , baseado em Daniel 8:14-16 e no princípio dia-ano[31] , conforme observado em Levítico 25:8; Números 14:34; Ezequiel 4:4-6. Como a interpretação relativa à vinda de Cristo não aconteceu na data prevista, houve o chamado Grande Desapontamento e a maioria de seus seguidores acabou desistindo da fé ou voltando às suas igrejas de origem[32] .

Alguns milleritas chegaram a acreditar que os cálculos de Miller foram corretos, mas que a sua interpretação de Daniel 8:14-16 havia sido equivocada[33] . Estas pessoas chegaram à conclusão de que Daniel 8:14-16 predizia o início da obra de Cristo no Lugar Santíssimo do Santuário Celestial ( Hebreus 8:1-7 ) - onde Cristo já intercedia como advogado da humanidade junto ao Pai - e não a Sua segunda vinda ( Hebreus 9:23-24 ). Ao longo da década seguinte, esse entendimento evoluiu para a doutrina do juízo investigativo[34] : um processo escatológico que teve início em 1844 onde os cristãos estão sendo julgados a fim de fazer uma obra de purificação no Santuário, como acontecia no antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. Os adventistas do sétimo dia pregam que a segunda vinda de Cristo é iminente e real, contudo, desaprovam que se marquem datas para o regresso do Senhor conforme Mateus 24:36.

Observância do sábado

Com o movimento adventista consolidado, a pergunta sobre qual seria o dia bíblico de repouso e de culto foi levantada[35] . O principal proponente da observância do sábado entre os primeiros adventistas foi Joseph Bates. Bates entrou em contato com a doutrina do sábado, através de um folheto escrito pelo pastor millerita Thomas M. Preble. O pastor Thomas havia sido influenciado por Rachel Oakes Preston, uma senhora da Igreja Batista do Sétimo Dia[36] que havia aceitado as crenças adventistas. Esta mensagem foi gradualmente comprovada pelas Escrituras Sagradas e formou o tema da primeira edição da revista The Present Truth traduzida como Verdade Presente e atualmente conhecida como Adventist Review, ou Revista Adventista que surgiu em julho de 1849. No Brasil, a Revista passou a ser publicada em 1906[37] .

Organização e Reconhecimento

Por cerca de 20 anos o movimento adventista era um pequeno grupo livremente constituído por pessoas que vieram de muitas igrejas, cujo principal meio de conexão e interação foi através de Tiago White e o periódico The Advent Review and Sabbath Herald[38] . Eles abraçaram a doutrina do sábado, a interpretação de Daniel 8:14 sobre o santuário celestial, a imortalidade condicional e a expectativa do retorno de Cristo antes do milênio. As figuras mais proeminentes da fundação da igreja foram Joseph Bates, John Andrews, Urias Smith e Tiago White. Ellen White passou a ocupar um papel de respeito na igreja. Suas visões centradas na Bíblia e a liderança espiritual que ela exerceu ajudaram a IASD a se consolidar.

A igreja foi criada formalmente em Battle Creek, Michigan, no dia 21 de maio de 1863, com uma adesão de 3500 membros. A sede denominacional foi mais tarde mudada de Battle Creek para Takoma Park, Maryland, onde permaneceu até 1989. A sede da Associação Geral, em seguida, mudou-se para sua localização atual em Silver Spring, Maryland.

Expansão Missionária

Até meados de 1850, a igreja teve uma política de "porta fechada", focada apenas nos veteranos que passaram pela experiência de 1844 [39] . Este período foi importante, pois nesta época foi estabelecida a plataforma doutrinária da igreja. A adesão, no entanto, foi de pouco mais de 1.000 membros e a igreja se não se abria a novas pessoas. Em vários casos, no entanto, pessoas que não haviam passado pelo movimento milerita de 1844 também aderiram à fé adventista, o que levou a Igreja a buscar orientação divina quanto ao ministério missionário.

Contrariando inclusive suas próprias crenças pessoais, Ellen White recebia repetidas visões onde era-lhe dito que os adventistas deveriam espalhar sua mensagem por todos os lugares, principalmente mediante suas publicações, tais como “folhas de outono”, para que elas alcançassem o maior número de pessoas. Em fins da década de 50 do século XIX a Igreja Adventista entendeu que era plano de Deus que sua mensagem não ficasse restrita aos antigos mileritas, e abriu-se ao ministério missionário, mas de modo muito tímido. Com a organização formal da Igreja em 1863, possuindo apenas 3.500 membros, a Igreja estabeleceu definitivamente sua política missionária nacional, renovando sua membresia para cerca de 5.600 membros. Mas foi somente a partir de 1870, que a denominação voltou-se para o trabalho missionário internacional, compelida diante dos apelos de novos conversos em outros países (Suíça, Hungria, Romênia, Itália, França, Alemanha, Rússia, Prússia, Macedônia, África do Sul, etc) que, mesmo sem a presença de missionários adventistas, tiveram conhecimento das “novas ideias”, e solicitaram o envio de missionários para auxiliá-los.

De acordo com o historiador George R. Knight, foi apenas em 1874 que a Igreja enviou seu primeiro missionário oficial para terras além-mar, o erudito e pastor John Nevins Andrews, que ficou surpreso ao chegar nestes países e descobrir que havia congregações inteiras e organizadas que já conheciam a mensagem do advento. Por este período, mais uma vez a igreja renovou-se, triplicando sua participação para 16.000 em 1880 e estabelecendo sua presença na América do Sul e Ásia durante o final do século XIX. Destacam-se nomes de grandes missionários, como o ex-padre católico Michael Czechowski, o pastor John N. Andrews (que tornou-se o tradutor e disseminador da Revista Adventista para várias línguas na Europa), do teologando suíço, recém-converso ao adventismo, James Erzberger e principalmente dos pastores e missionários Arthur G. Daniells e William A. Sipcer, que havendo sido presidentes da Associação Geral dos Adventistas em fins do século XIX, alavancaram o ministério missionário da jovem igreja. O rápido crescimento continuou, com 75.000 membros em 1901. Por essa altura, funcionavam duas faculdades, uma escola de medicina, algumas dezenas de academias, 27 hospitais e 13 editoras. Em 1945, a igreja informou que tinha 226.000 membros nos EUA e Canadá, e 380.000 em outros lugares. O orçamento foi de US $ 29 milhões e as matrículas em escolas da igreja chegaram a 40.000.

Fachada da Divisão Sul Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Brasília, Brasil. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Fachada da Divisão Sul Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Brasília, Brasil.

Na Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, realizada em 2010, os relatórios apontaram para um número de cerca de 15 milhões de adventistas em todo o planeta. Estes dados também afirmavam que a Igreja Adventista pregava em 891 línguas e dialetos, possuía publicações constantes em 360 línguas e dialetos, possuía 61 casas publicadoras e gráficas, 7.804 unidades escolares, 1.673.826 alunos, 18 indústrias de alimentos naturais, 790 hospitais, 65 centros de produção de mídia, 232.168 funcionários, enviava anualmente cerca de 680 missionários de auto-sustento para algum lugar do planeta, dava suporto assistencial não-governamental a 120 países, através da ADRA. Segundo dados de 2014, sua membresia chagava a 17.592.397 membros. [40] Em março de 2015 a Igreja Adventista do Sétimo Dia atingiu a marca de 18.550,589 membros [24] , estando presente em 220 países e territórios, dos 232 reconhecidos pela ONU.

Crenças

A Bíblia [41] (crença 01) - A hermenêutica da interpretação bíblica dos adventistas do sétimo dia diferencia-se da maior parte dos movimentos cristãos da atualidade, haja vista que os adventistas não aceitam interpretações individuais das Escrituras. Para os adventistas do sétimo dia, a Bíblia interpreta-se a si mesma, como pode

ser observado por declarações da própria Escritura Sagrada (Isaías 28:9 a 13; Lucas 24:27, 44 e 45; I Coríntios 2:13 a 15). Segundo os adventistas, a interpretação particular das Escrituras é vedada ao homem (II Pedro 1:19 a 21), e como tal, ninguém deve "ir além do que está escrito" (I Coríntios 4:6). Os adventistas também defendem a infalibilidade bíblica (Antigo e Novo Testamentos) e sua inspiração divina. Compreendem, no entanto, que foram os escritores da Bíblia que foram inspirados, e não necessariamente as palavras, correspondendo a Bíblia, devido isso, à revelação divina em linguagem humana.

Apesar de considerar os escritos de Ellen White como tendo sido inspirados, os adventistas do sétimo dia aceitam apenas a Bíblia como Escritura Sagrada, rejeitando qualquer literatura como tendo cunho canônico, se não estiverem inseridas no Antigo e no Novo Testamentos. Apenas a Bíblia é a revelação abalizada e definitiva para a igreja, e seus ensinos consistem na padrão autêntico e final em questões de norma, doutrina e conduta cristã. Para maiores informações, vide Crença Fundamental nº 01 do livro Nisto Cremos, no site da CPB.

Igreja Adventista flutuante em alguma região ribeirinha da Amazônia brasileira. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Igreja Adventista flutuante em alguma região ribeirinha da Amazônia brasileira.

Os adventistas do Sétimo dia aceitam a Bíblia como sua única regra de fé (os escritos de Ellen White são considerados por ela mesma e pelos adventistas como uma fonte de conforto do povo de Deus e correção dos que se desviam das verdades bíblicas[42] ) e mantém 28 Crenças Fundamentais[43] como sendo o ensino das Escrituras Sagradas. A aceitação dessas 28 crenças é um pré-requisito para a adesão à igreja.[44] . Entretanto, essas 28 crenças fundamentais não devem ser lidas ou recebidas como um credo definido e imutável. Os adventistas afirmam ter apenas um credo: A Bíblia e somente a Bíblia.[45]

Compartilhando as crenças ortodoxas do cristianismo, os adventistas do sétimo dia creem na Trindade em um único Deus, onde cada Pessoa da Divindade exerce um papel distinto no plano da redenção, contudo, não havendo classificação hierárquica entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os adventistas creem que Jesus Cristo é totalmente Homem e totalmente Deus (I Timóteo 2:5), sendo Deus incriado e eterno (João 1:1 a 3 e 14), e sendo Cristo a expressa imagem de Deus revelada ao mundo (Colossenses 1:15 a 20). Para os adventistas do sétimo dia, Jesus Cristo, ao encarnar-se e nascer da virgem Maria, assumiu a forma humana semelhante à nossa "em todos os aspectos" (Hebreus 2:17 e 18), porém, sem jamais cometer sequer um único pecado (Hebreus 7:24 a 27). Também creem que o Espírito Santo possui natureza divina (Atos 5:3 a 4), possui personalidade (Romanos 8:26 a 27) e é o representante de Cristo, nesta Terra, sendo o nosso Consolador prometido por Cristo (João 15:26).

As doutrinas adventistas se assemelham à teologia restauracionista tradicional, com ênfase no Pré-milenismo e no arminianismo. Os Adventistas também defendem a crença no nascimento virginal de Jesus Cristo, Seus milagres, Sua expiação substitutiva na cruz, ressurreição, ascensão, e Sua segunda vinda literal, universal e visível; também creem na ressurreição dos mortos e na justificação pela fé, como também na gratuidade da salvação possibilitada por Cristo. Os adventistas creem que o homem é naturalmente pecador e necessita da intercessão de Cristo, de Sua graça e dos Seus méritos para ter acesso à salvação. Creem que Cristo é o único intercessor entre Deus e os homens, e creem que seu sacrifício é único e totalmente perfeito para salvar todo aquele que crê. Essas crenças fazem da Igreja Adventista uma denominação cristã de características ortodoxas.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui outras crenças em comum com outras Igrejas cristãs como, a prática do batismo por imersão; a cerimônia de dedicação de crianças (visto que o batismo infantil não encontra apoio nas Escrituras Sagradas para ser praticado); as cerimônias da Santa Ceia memorial e do "lava-pés" (também conhecido como cerimônia da humildade), aberto a todos os cristãos (e não apenas para um grupo de pessoas); também fazem uso da unção dos enfermos além de celebrarem o Casamento heterossexual e monogâmico. Com relação às manifestações do Espírito Santo na igreja (os carismas), os adventisats sustentam a crença na continuidade dos dons espirituais, como descritos na Bíblia, inclusive os dons de profecia e de línguas estrangeiras, descritos em I Coríntios 12 a 14 e Atos 2. Também creem que toda a humanidade está envolvida no Grande Conflito cósmico entre Cristo e Satanás, no qual nenhum ser humano é neutro pois o fruto de suas escolhas e ações mostra o lado escolhido nesta batalha. Ademais, creem na liberdade religiosa, e no livre arbítrio de escolha individual na questão da salvação.

Como reúnem uma série de crenças distintivas do movimento da Reforma Protestante dos Séculos XVI a XVIII, os adventistas também são considerados reformadores restauracionistas [46] , haja vista trazer de volta crenças que haviam sido esquecidas ao longo dos séculos. Os adventistas se destacam nos cenários acadêmicos por manterem-se firmes na crença da criação em seis dias literais, conforme relatado no livro de Gênesis 1-3. De fato, o movimento criacionista moderno começou com o adventista George McCready Price, que teria sido inspirado por uma visão de Ellen White.[47]

Afora isso, há um conjunto de doutrinas que distingue os adventistas de outras denominações cristãs, o que faz alguns os observarem como "heterodoxos", apesar de nem todos estes ensinamentos serem totalmente exclusivos dos adventistas. Abaixo, veja estas crenças, conforme descritas no livro Nisto Cremos - Crenças Oficiais dos Adventistas do Sétimo Dia:

O Grande Conflito e a Salvação Pela Graça[41] (crença 08 e 09) - Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir Adão e Eva em pecado. Este pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua consequente devastação por ocasião do dilúvio mundial. Observado por toda a criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal. Mas em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo, que não conheceu pecado, Se tornasse humano por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo, sentimos nossa necessidade, reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Essa fé que aceita a salvação, advém do divino poder da Palavra e é o dom exclusivo da graça de Deus. Por meio de Cristo, somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus, e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo. (Gênesis 3:15; Isaías. 14:12-14; Ezequiel. 28:14 e 15; 36:25 a 27; Marcos 9:23 e 24; Lucas 17:5; João 3:3 a 8, 16; 16:8; Romanos 3:21 a 26; 5:6 a 10; 8:1 a 4; 14 a 17; 10:17; 12:2; II Coríntios 5:17 a 21; Gálatas 1:4; 3:13 e 14, 26; 4:4 a 7; Efésios. 2:8 a 10; 6:12; Colossenses 1:!3 e 14; Tito 3:3 a 7; Hebreus 8:7 a 12; I Pedro. 1:23; 2:21 e 22; 5:8; II Pedro 1:3 e 4; Apocalipse 12:7 a 11);

A Igreja e o Remanescente[41] (crenças 12 e 13) – A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do Antigo Testamento, somos chamados para fora do mundo; e nos unimos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra encarnada, e das Escrituras, que são a Palavra escrita. A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente creem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Essa proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial. (Gênesis 12:3; Mateus 16:13 a 20; 18:18;  28:19 a 20; Atos 7:38; II Coríntios. 5:10; Efésios 1:22 e 23; 2:19 a 22; 3:8 a 11; 4:11 a 15; 5:23 a 27; Colossenses 1:17 e 18; Judas 3 e 14; I Pedro 1:16-19; II Pedro 3:10-14; Apocalipse. 12:17; 14:6 a 12; 18:1 a 4; 21:1-14);

Os Dons Espirituais e o Dom de Espírito de Profecia[41] (crenças 17 e 18) - Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso ministério para o bem comum da Igreja e da humanidade. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência. As declarações da “irmã White”, como é popularmente conhecida a Sra. Ellen G. White entre os adventistas estão sempre sujeitas à Bíblia, que é a única e mais alta autoridade escriturística de fé, doutrina, conduta e prática para os adventistas do sétimo dia.[48] A aceitação dos escritos de Ellen G. White NÃO constitui, todavia, requisito para admissão de novos membros à comunidade adventista, desde que tais pessoas sigam integralmente as Escrituras Sagradas. No entanto, a aceitação do dom de profecia, como dom espiritual concedido pelo Espírito Santo, constitui um requisito básico para admissão do novo membro, assim como qualquer um dos outros dons elencados pela Bíblia. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; 6:1 a 7; Romanos 12:4 a 8; I Coríntios 12:9 a 11, 27 e 28; Efésios 4:8, 11 a 16;  I Timóteo 3:1 a 13; Hebreus.1:1-3; I Pedro 4:10 e 11; Apocalipse. 12:17; 19:10);

A Lei[41] (crença 19) – Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórios a todas as pessoas, em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto, o testemunho cristão. (Êxodo 20: 1 a 17; 31:18; Deuteronômio 28:1 a 14; Salmo 19:7 a 14; 40:7 e 8; Mateus 5:17 a 20; 19:17; 22:36 a 40; João 14:15; 15:7 a 10; Romanos 3:31; 8:3 e 4; Efésios 2:8 a 10; Hebreus 8:8 a 10; I João 3:4; 5:3; Apocalipse 12:17 e 14:12);

O Sábado[41] (crença 20) - O bondoso Criador, após os seis dias da criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da criação. O quarto mandamento da imutável lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é o sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do pôr-do-sol ao pôr-do-sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus. (Gênesis 2:1 a 3; Êxodo 16; 20:8 a 11; 31:13 a 17; Levítico 23:32; Deuteronômio 5:12 a 15; Neemias 13:15 a 22; Isaías 56:5 e 6; 58:13 e 14; 66:22 e 24; Ezequiel 20:12 e 20; Mateus 12:1 a 12; 24:20; Marcos 1:32; 2:27 a 28; Lucas 4:16; 23:54 a 56; Atos 13:27, 42 e 44; 16:13; 18:4; Hebreus 4:4 a 11; Apocalipse 1:10);

O Santuário Celestial e o Juízo Investigativo[41] (crença 24) - Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Declara que os que permaneceram leais a Deus receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do segundo advento. (Êxodo 25:8, 9 e 40; Números.14:34; Ezequiel.4:6 e 7; Levítico. 16; Daniel.7:9-27; 8:13 e 14; 9:24 a 27; João 1:29; Gálatas 3:23; Hebreus.2:16 e 17; 4:14 a 16; 8:1-5; 4:14-16; 9:11-28; 10:19-22; 1:3; 2:16 e 17; I João 2:1 a 2; Apocalipse.14:6 e 7; 20:12; 14:12; 20:12; 22:12);

A Holística da Natureza Humana[41] (crenças 7 e 26) - O homem é uma unidade indivisível. Não possui uma alma imortal, mas se tornou alma vivente após receber o sopro de vida (ou espírito) de Deus. O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios, ocorrerá mil anos mais tarde. (Gênesis 2:8; Jó.3:17 a 21, 14:13 a 14; Salmo 6:5; 115:17; 146:4; Eclesiastes 3:19; 9:5, 6 e 10; Ezequiel 18:4; João 5:28 a 2911:11 a 14; Romanos 6:23; I Coríntios 15:51 a 56; Colossenses 3:4; I Tessalonicenses 4:14 a 18; I Timóteo 6:15 e 16; Apocalipse 20:1 a 10);

A Imortalidade Condicional[41] (crença 26 e 27) - Os ímpios sofrerão tormento por tempo indeterminado mas não eterno. O aniquilacionismo é o seu destino, mas não sofrerão o tormento eterno no inferno.   Os adventistas entendem que o lago de fogo e enxofre descrito no Apocalipse corresponde à “segunda morte” (Apocalipse 20:14). Também compreendem de forma literal os termos hebraico e grego utilizados na Bíblia para a palavra “eterno”, os quais são “olam”, em hebraico e “aion”, “aionios”, no grego – todos significando “eterno enquanto dure” (veja exemplos da utilização da palavra “eterno” na Bíblia - Êxodo 21:1 a 6; Salmo 23:6; Isaías 32:14 e 15; 34: 9 e 10; Filemon 15 e 16; II Pedro 2:6; Judas 9). Os adventistas compreendem como literal a declaração do próprio Jesus, quando afirmou que serão "destruídos no fogo tanto o corpo como a alma” (Mateus 10:28). A crença num inferno eternamente a arder, e a dar a mesma punição para pessoas de idades diversas, tipos e quantidades de pecados diferentes, obscurece o caráter de Deus, eclipsa Sua justiça e não transparece Seu caráter de amor. (Salmos 1:3-6; 2:9-12; 11:1-7; 21:9; 37:10 e 20; 34:8-22; 58:6-10; 69:22-28; 145:17, 20; Provérbios 2:22; 22:23; Isaías 1:28; 65:6; Sofonias 1:15, 17, 18 e Oséias 13:3; Malaquias 4:1 a 3; Mateus 13:30, 40 e 48; Lucas 17:29; 19:27; II Tessalonicenses 1:9; Apocalipse 21:8; 20:14; 2:11; 20:6);

A Segunda Vinda de Cristo e o Tempo do Fim[41] (crenças 25 a 28 – resumo geral) - A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indicam que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados em todo o tempo. Após a segunda vinda de Cristo, enquanto os salvos se estarão com Deus no Céu, os perdidos permanecerão mortos, e Satanás e seus demônios estarão presos e sozinhos na Terra que ficará completamente arrasada e desolada por ocasião da 2ª vinda de Cristo. Depois de mil anos, Deus ressuscitará os perdidos para o julgamento final antes de destruir o pecado e os pecadores. O fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. Deus recriará nosso velho mundo, e viverá para sempre conosco. Finalmente alcançaremos nosso verdadeiro potencial, vivendo no amor e alegria para a qual Deus nos criou. Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declararão que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém. (Salmo 50:3; Isaías 24:16 a 24; Jeremias 4:23 a 26; Ezequiel 28:18 e 19; Malaquias 4:1; Mateus 24:1 a 31, 43 a 44; João 14:1-3; Atos 1:9 a 11; I I Coríntios 6:2 e 3; 15:51 a 54; I Tessalonicenses 4:13 a 18; 5:1 a 6; II Tessalonicenses 1:6 a 10; 2:8; Tito 2:13; II Timóteo 3:1 a 5; Hebreus 9:28; II Pedro 3:3 a 13; Apocalipse 1:7; 14:14 a 20; 19:11 a 21; 20:1 a 10; 21:1 a 5).

Relação Igreja e Estado

Os Adventistas do Sétimo Dia apoiam enfaticamente a separação Igreja-Estado. A Igreja possui o Departamento de Relações Públicas e Liberdade Religiosa que incentiva, onde for possível, a necessidade de um Estado laico. os Adventistas também acreditam que a liberdade religiosa é um direito humano básico.[49] Por isso, a igreja tem sido ativa por mais de 100 anos em defender a liberdade de religião das pessoas independente de sua fé. Em 1893 os líderes adventistas fundaram a International Religious Liberty Association (Associação Internacional da Liberdade Religiosa)[50] , que é universal e não sectária. O Seventh-day Adventist Church State Council (Conselho de Estado da IASD) serve para proteger os grupos religiosos da legislação que possam afetar suas práticas religiosas. Os Adventistas promovem em todo o mundo simpósios nesse assunto. Nos Estados Unidos publicam uma revista especializada em liberdade religiosa, chamada Liberty.

Situação de não-combatentes

Por definição, os adventistas rejeitam o porte de armas e atividades onde tenham que portar armas. No entanto, aceitam e se voluntariam para atividades assistenciais em caso de guerra e de saúde [51] . Durante a segunda guerra mundial, vários adventistas alemães foram executados[51] em campos de concentração ou mandados para manicômios por se recusarem a portar armas e trabalharem para o regime nazista de Adolf Hitler.

Papel da mulher na organização eclesiástica

A Ordenação de mulheres para o Ministério é ativamente debatida dentro da Igreja Adventista. O papel especial de Ellen G. White dentro da denominação mostra a importância e contribuição das mulheres para o desenvolvimento da igreja, segundo visão geral. No entanto, embora Ellen White tenha tido um papel ativo dentro do Adventismo, existe uma forte resistência na liderança da denominação a fim de ordenar mulheres para serem pastoras. Durantes as Assembleias da Associação Geral de 1990 e 1995, os Adventistas debateram a ordenação das mulheres. Em ambas ocasiões, a igreja decidiu não ordená-la.

Na 59.ª conferência geral realizado em Atlanta em julho de 2010,não foi levado em ata o debate em relação ao ordenamento de mulheres no serviço eclesiástico. No entanto um grupo de ativista formado por 3 mulheres colocaram uma faixa durante oito minutos na arena principal onde ocorria a reunião em protesto. A faixa continha citações de Ellen White contra a não aceitação por parte da Associação Mundial de ordenar mulheres ao cargo de pastoras a nível mundial uma vez que é aceito tal ato na China. Depois de alguns líderes pacificamente pedir a retirada da faixa,o grupo abandonou a arena.

Somente na China, onde a ordenação é uma função tanto da autoridade adventista regional quanto do Movimento Patriótico das Três Auto-Suficiências, pastoras adventistas são oficialmente ordenadas[carece de fontes?].

O presidente da União Central Africana da IASD, Allah-Ridy Kone, apelou a "unidade na Igreja" e alegou não haver base bíblica para a ordenação de mulheres. O arquivista da igreja, Bert Haloviak, argumentou que Ellen G. White interpretou Isaías 61:6 -- "Mas vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus" -- como aplicando-se igualmente a mulheres e homens.

Localmente a participação da mulher na IASD é intensa em vários segmentos e aprovada pela Associação Geral. Um dos vice-presidentes escolhidos na última Conferência Geral (2005) é uma mulher[carece de fontes?]. No entanto, o cargo de presidente da Associação Geral é exclusivo a um pastor ordenado, o que, no momento exclui as mulheres adventistas da possibilidade deste cargo.

Tensões Teológicas

Colégio Adventista de Petrópolis, situado na rodovia BR-040, cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Colégio Adventista de Petrópolis, situado na rodovia BR-040, cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil.

Como acontece com qualquer movimento religioso, as tensões teológicas existentes dentro do adventismo é comparável, por exemplo, as tensões entre o fundamentalismo-conservador e o liberalismo-moderado. Uma variedade de grupos, movimentos ou subculturas dentro da igreja apresentam pontos de vista diferentes sobre as crenças e o estilo de vida adventista.

O lado conservador da teologia adventista é representado pelos Adventistas Históricos. Eles são caracterizados pela sua oposição às tendências teológicas dentro da denominação que se iniciaram na década de 1950. Eles tendem a ver a teologia adventista moderna como sendo compromissada com os evangelicalistas. Por isso, procuram defender os ensinamentos mais antigos, como por exemplo a expiação completa na cruz mas não definida até o fim do juízo investigativo e a perfeição de caráter que todo indivíduo pode alcançar, assim como Cristo alcançou somente pela comunhão com ele.[52] Os adventistas históricos são representados, principalmente, por Adventistas que buscam as raízes teológicas da denominação e a posição desses membros é promovida através de ministérios independentes[carece de fontes?].

Os mais "liberais" da igreja são geralmente conhecidos como Adventistas Progressistas. Eles tendem a manter uma perspectiva moderna sobre questões controversas como a inspiração de Ellen White, a doutrina da "Igreja Remanescente " e o juízo investigativo.[52] [53] O movimento progressista parece ser o mais forte entre os estudiosos da denominação,[54] onde encontra a sua posição em organismos como a Association of Adventist Forums e em revistas como a Spectrum e a Adventist Today.

Organizações teológicas

O Biblical Research Institute é o centro de investigação teológico oficial da igreja. A igreja possui duas organizações profissionais para os teólogos adventistas que estejam associados à denominação. A Adventist Society for Religious Studies foi formada para promover uma comunidade entre os teólogos adventistas que frequentam o Society of Biblical Literature e os estudiosos da religião que frequentam a American Academy of Religion. Em 2006, a instituição foi votada para continuar suas reuniões em conjunto com a o Society of Biblical Literature. Durante os anos 1980, a Adventist Theological Society foi criada a fim de proporcionar um fórum para atender os teólogos mais conservadores. Ela é realizada em conjunto com a Evangelical Theological Society.

Cultura e práticas

A conferência geral publicou uma visão das práticas adventistas em todo o mundo. Isso foi feito como uma resposta às perguntas mais frequentes que os membros da igreja adventista recebiam dos seus amigos. O artigo é intitulado "Seu Vizinho Adventista".

Atividades no Sábado

Primeira Igreja Adventista do Brasil em Gaspar Alto-SC - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Primeira Igreja Adventista do Brasil em Gaspar Alto-SC

Para manter o sábado como um dia sagrado, os adventistas se abstêm de trabalho desnecessário secular. Eles também evitam formas puramente seculares de lazer, como esportes competitivos e programas de TV não-religiosos. No entanto, passeios em meio à natureza, actividades com a família, obras de caridade e outras actividades que ligadas a Deus e ao meio ambiente, são incentivadas.

A sexta feira é conhecido como o dia da preparação. Isso porque grande parte do dia é gasto na preparação para o dia de sábado: vários arrumam a casa, aprontam refeições, entre outras atividades. No final da tarde, há geralmente um pequeno culto domestico de boas-vindas do sábado, uma prática muitas vezes conhecido como "culto do pôr do sol". A Escola Sabatina começa com a reunião dos professores, vindo logo apos a divisão de grupos ou classes para o estudo ou recapitulação da lição da semana. Há noticias dos campos missionários, colecta de ofertas para as missões ou despesas da Escola Sabatina, mensagem musical cantada por um grupo ou solista, encerramento e enfoque no trabalho missionário, oração. Depois se inicia o Culto de Adoração que é mais solene com seleções musicais especiais, ofertas e o serviço culmina com a pregação seguida por apelo de conversão ou renovação de votos de seguir a Cristo com mais fervor.

No sábado à tarde as actividades variam, dependendo do contexto cultural, étnico e social. Em algumas igrejas, membros e visitantes participam de um almoço, que geralmente, é realizado na própria igreja ou na residência de algum membro ou família. Em outros lugares, o sábado à tarde é o dia de visitar doentes e dar estudos bíblicos.

Alguns retornam à igreja para o programa JA (Jovem Adventista) ou culto jovem. O sábado se encerra na igreja com bençãos para a nova semana quando há concertos ou programações vespertinas. Do contrário, famílias e amigos se despedem do sábado com orações e cânticos.

Serviço de Adoração

O culto principal ocorre no sábado. Geralmente começa com a Escola Sabatina, onde são estruturados pequenos grupos para uma recapitulação do que foi estudado em casa durante a semana. A maioria dos adventistas faz uso da Lição de Escola Sabatina. Essas lições tratam de um determinado assunto, livro bíblico ou doutrina a cada trimestre. Elas são preparadas, geralmente, com 3 ou 5 anos de antecedência e tratam do mesmo assunto, de acordo com a faixa etária, em todas as congregações adventistas do sétimo dia ao redor do mundo simultaneamente. Existem também classes especiais fornecidas para crianças e jovens em diferentes faixas etárias durante a Escola Sabatina, como o Rol do Berço (0 a 2 anos), o Jardim da Infância (3 a 5 anos), o Primário (6 a 9 anos), os Juvenis (10 a 12 anos), os Adolescentes (13 a 17 anos), os Jovens (18 a 30 anos) e os Adultos (31 anos adiante). Cada classe possui um(a) professor(a), um(a) professor(a) associado(a) e um(a) secretário(a) que são responsáveis por sua classe e desenvolvimento dos alunos. Os métodos pedagógicos utilizados pelos adventistas para elaboração de suas lições têm proporcionado grande instrução doutrinária à igreja.

Auditório da Igreja Adventista do Sétimo Dia dos escritórios da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Silver Spring, Maryland, Estados Unidos. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Auditório da Igreja Adventista do Sétimo Dia dos escritórios da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Silver Spring, Maryland, Estados Unidos.

A Escola Sabatina é diversa e as congregações são livres para organizá-las de acordo com suas necessidades locais, todavia, preservando o momento de louvor, oração, confraternização, estudo e testemunhos locais e de missões internacionais. Estima-se que 25 milhões de pessoas frequentam a Escola Sabatina, a cada sábado, ao redor do mundo.

Após uma breve pausa para anúncios locais, toda igreja se reúne novamente para o serviço religioso de adoração. É seguido o formato de culto típico dos evangélicos, com o sermão ocupando a parte central. O canto congregacional, as leituras bíblicas, as orações e a arrecadação de ofertas (incluindo o dízimo), são outras características padrão. Os instrumentos e formas de música de adoração variam muito em toda a Igreja a nível mundial. O piano é o instrumento musical mais utilizado, mas nos últimos anos a liderança da Igreja Adventista vem estimulando a formação de pequenas orquestras para acompanhamento musical nas congregações locais.[55] Muitos jovens, principalmente nas igrejas da América do Norte, têm como estilo a música cristã contemporânea, ao passo que outras igrejas ao redor do mundo se utilizam de hinos mais tradicionais, incluindo os encontrados no Hinário Adventista. A adoração é conhecida por ser reverente.

Cerimônia de Santa Ceia

Os adventistas geralmente praticam a Santa Ceia quatro vezes por ano. A Santa Ceia é um serviço aberto que está disponível tanto para membros da igreja como para não membros. Ela começa com a cerimónia do lava-pés. Conhecida como "Cerimónia da Humildade", é baseado no relato de João 13. O lava-pés é utilizada para simbolizar a humildade de Cristo em lavar os pés de seus discípulos na Última Ceia. Assim, os seus participantes lembram da necessidade de humildemente servir uns aos outros. Os participantes são separados por sexo para salas a fim de realizar esse ritual. Algumas congregações permitem que casais realizem a cerimónia juntos e incentivam que toda a famílias participe em conjunto. Após a conclusão, os participantes voltam para a igreja a fim de comer da Santa Ceia, que consiste em pão ázimo e suco de uva não fermentado.[56]

Saúde e dieta

Desde a década de 1860, quando foi organizada, a Igreja Adventista tem dado ênfase na integridade do corpo e na saúde.[57] Os adventistas são conhecidos por apresentarem uma mensagem de saúde que recomenda a seus membros o vegetarianismo e fazerem adesão às leis de saúde encontradas em Levíticos 11. A obediência a essas leis significa abstinência de carne de porco, frutos do mar e outras carnes tidas como impuras. A Igreja também desistimula os seus membros fazerem uso de álcool, abandonarem o tabaco e não fazer desnecessário uso de outras drogas lícitas e ilícitas. Os pioneiros da Igreja Adventista influenciaram na implantação de cereais na dieta ocidental[carece de fontes?]. O moderno conceito comercial de alimentos cereais originou-se entre os adventistas.[58] John Harvey Kellogg foi um dos pioneiros que trabalhou na área da saúde. Seu desenvolvimento de cereais como alimento saudável levou à fundação da companhia Kellogg’s, administrada pelo seu irmão William. Na Austrália e na Nova Zelândia, a igreja é proprietária da Sanitarium Health Food Company, uma das fabricantes líderes de produtos relacionados a saúde a ao vegetarianismo. No Brasil, os adventistas administram a Indústria Adventista da Produtos Naturais (Superbom). Recentemente a parte de Cereais foi vendida a Kellogs.

Uma pesquisa financiada pelo National Institutes of Health mostrou que o adventista médio vive na Califórnia de 4 a 10 anos a mais do que o californiano médio[carece de fontes?]. A pesquisa, conforme citada pela reportagem de capa da edição de novembro de 2005 da National Geographic, afirma que "os adventistas vivem mais tempo porque não fumam nem fazem uso de bebida alcoólica, matém o descanso semanal, se preocupam em manter uma vida saudável e mantém uma dieta vegetariana que é rica em frutas e feijão além de possui um baixo teor de gordura." A coesão de redes sociais adventistas também foi apresentada pela reportagem “como uma explicação da sua vida útil e prolongada.” [59] [60] Desde 2005, o repórter Dan Buettner escreve a história sobre a longevidade adventista. Em seu livro, The Blue Zones: Lessons for Living Longer, ele fala das pessoas que vivem por muito tempo. São os habitantes de Loma Linda, situada na zona sul da Califórnia, onde se encontra uma grande concentração de adventistas do sétimo dia. Dan cita a ênfase da igreja na saúde, na dieta vegetariana e na observância do sábado como fatores primordiais para a longevidade adventista.

Estima-se que 35% dos adventistas pratiquem o vegetarianismo, de acordo com uma pesquisa realizada em 2002 em todo mundo, pelos líderes da igreja local.[61] [62]

Recentemente um artigo da U.S. News & World Report apresentou os “10 hábitos de saúde que ajudarão você a viver até os 100[carece de fontes?]. No ponto número oito o conselho é: “Viva como um adventista do sétimo dia”. Eles destacaram o estilo de alimentação e também o foco adventistas na família e na comunidade. O trecho do artigo pode ser lido abaixo:

Viva como um Adventista do Sétimo dia - Americanos que definem a si mesmos Adventistas do Sétimo dia têm uma esperança média de vida de 89 anos, cerca de uma década a mais do que o americano médio. Um dos princípios básicos da religião é que seu corpo é o templo do Espírito Santo, ou seja, um empréstimo de Deus, o que significa não fumar, não abusar do álcool, ou doces. Seguidores tipicamente mantêm uma dieta vegetariana baseada em frutas, legumes, feijões, e nozes, além de praticarem exercício físicos. Eles são também muito centrados na família e na comunidade.[63] [64]

No Brasil, o SBT Realidade[65] e o Fantástico [66] já fizeram reportagens sobre o estilo de vida adventista.

Ética

A posição oficial dos Adventistas sobre o aborto é que "por razões de controle de natalidade, seleção de sexo ou conveniência, essa prática não é tolerada pela Igreja." Entretanto, às vezes as mulheres podem ter de enfrentar circunstâncias excepcionais, que apresentam sérios dilemas morais ou médicos, tais como ameaças significativas para a saúde ou para a vida da gestante, graves defeitos congênitos no feto e gravidez resultante estupro ou incesto. Nesses casos a igreja respeita e aconselha a mulher a tomar sua própria decisão.[67]

O adultério é um dos motivos admitidos para o divórcio, embora a reconciliação seja incentivada sempre que possível[carece de fontes?]. Os adventistas incentivam a virgindade para homens e mulheres antes do casamento.

Recentemente, a Igreja Adventista lançou declarações oficiais em relação a outras questões éticas, tais como:

Eutanásia - contra a eutanásia ativa, mas permite a retirada passiva de apoio médico para permitir que a morte ocorra;[68]

Contracepção - a favor para os casais, se usado corretamente. Mas contra o aborto por motivos de controle de natalidade e de sexo antes do casamento;[69]

Clonagem humana - contra a clonagem, enquanto a tecnologia não é segura, pois poderia resultar em nascimentos defeituosos ou abortos.[70] [71]

Homossexualismo - de acordo com a declaração oficial da Conferência Geral, o casamento heterossexual é o único tipo de relação biblicamente ordenada para a união entre seres humanos. Isso porque a Bíblia condena as práticas homossexuais em termos fortemente negativos. Por isso, os adventistas não realizam casamentos de pessoas do mesmo sexo e os homossexuais não podem ser ordenados para o ministério.

Desbravadores

Pelotão Feminino de um dos Clubes de Desbravadores brasileiros, trajando uniforme oficial, em desfile cívico durante o dia mundial dos Desbravadores. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Pelotão Feminino de um dos Clubes de Desbravadores brasileiros, trajando uniforme oficial, em desfile cívico durante o dia mundial dos Desbravadores.

O Departamento de Jovens da Igreja Adventista dirige uma organização de meninos e meninas entre 10 e 15 anos chamado Clube de Desbravadores. Possui crianças de diferentes classes sociais, cor, raça e religião. Os Desbravadores tem reuniões uma ou duas vezes por semana a fim de desenvolver os talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza[72] . Depois que um adolescente chega aos 16 anos, ele passa a fazer parte da liderança do clube.

Os Clubes de Desbravadores estão presente em mais de 160 países, com 90.000 sedes e mais de dois milhões de participantes. Existem oficialmente desde 1950. Apesar de ser um programa oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, meninos e meninas de qualquer fé religiosa podem participar.

Aventureiros

O Clube de Aventureiros é destinado a crianças entre 6 e 9 anos. As atividades se baseiam no tripé família-igreja-escola. O objetivo dos aventureiros é de auxiliar pais, mães e responsáveis na tarefa de desenvolver os aspectos físico, mental, espiritual e social das crianças, num ambiente seguro e agradável[73] . A programação e o planejamento do Clube dos Aventureiros é simples, curto e criativo. Em alguns aspectos os clubes de Desbravadores e Aventureiros são parecidos, mas o programa dos Aventureiros é desenvolvido separado dos Desbravadores.

Acampamento Jovem

Os Adventistas do Sétimo Dia fazem acampamentos em toda a América e em muitas outras partes do mundo. Cada campo varia em atividades. Os acampamentos jovens na América do Norte têm arco e flecha, natação, cavalos, artes e ofícios ligados a natureza, desafio de cordas além de muitas outras atividades comuns.

A atividade varia de acordo com a região. Em outras localidades, os jovens adventistas fazem acampamentos para praticarem surf, esqui aquático, escalada, golfe, skate, mountain bike, ciclismo, basquete, futebol entre outas atividades.

Organização

Estrutura e Organização política

Antiga sinagoga que agora é a IASD de língua Francesa em Ottawa - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Antiga sinagoga que agora é a IASD de língua Francesa em Ottawa

A Igreja Adventista do Sétimo é regida por uma forma de democracia e representação que se assemelha ao sistema Presbiteriano de organização da igreja. Cinco níveis de organização existem dentro da denominação.[74] [75]

  • Igreja local - é o nível de fundação da estrutura organizacional e o “rosto” público da denominação. Todo adventista batizado é membro da igreja mundial e de uma igreja local e tem poder de voto dentro dessa igreja. Cada igreja local possui uma comissão administrativa voluntária, escolhida anualmente pela própria igreja, que dirige os planos e atividades da igreja local. A organização de diversas igrejas locais sob a jurisdição de um pastor é chamada de distrito. Toda igreja local pertence a algum distrito. Os distritos variam em número de igrejas, mas suas igrejas locais são unidas teologicamente, além de possuirem estratégias e planos evangelisticos em parceria para uma determinada localidade em curto e médio prazo. A união de vários distritos formam uma Missão/Associação.
  • Missão ou associação local - Acima da igreja local fica a missão/associação local. Essa parte da estrutura administra a organização e fundação de igrejas locais em estados, províncias ou territórios. A missão/associação é responsável por nomear os ministros, comprar terras para igreja, ajudar nas construção de templos, organizar a distribuição dos dízimos e ofertas, e fazer os pagamentos aos pastores, obreiros e funcionários da igreja. A Missão geralmente compõe uma faixa territorial menor e não possui meios financeiros de se manter sozinha. A Associação, contudo, pode compreender parte de um estado, província ou território maior, e possui meios financeiros para sua manutenção e ainda ajudar às missões. A organização de várias missões e associações forma a união.
  • União - Acima da associação/missão local fica a união, que incorpora um conjunto de associações/missões locais dentro de um território mais vasto. A união pode ser formada por vários estados, províncias e territórios. A mesma traça a organização da igreja para determinada localidade, planos evangelísticos a médio e longo prazo, organizações humanitárias a atende às necessidades das associações, missões e distritos. A união de várias "Uniões" forma a divisão.
  • Divisão - Acima da união está a divisão. A divisão é formada por vários países e possui presidentes que coordenam todos os departamentos da igreja de forma continental. A divisão traça metas quinquenais, estabelece escolas, universidades, hospitais, publicadoras, centros de mídia (TV, Rádio e Internet), planos de penetração em locais sem presença adventista, treinamentos, evangelismos em massa em metropoles ou países, escolhe os líderes de cada união, associação e missão, envia missionários, e promove os eventos gigantescos da igreja. Ao todo existem 13 Divisões em todo o planeta que abrangem 206 países em todo o mundo.
  • Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia - O nível mais alto de hierarquia dentro da estrutura da igreja é a Associação Geral, que é a autoridade máxima da igreja e tem a última palavra em matéria de conjectura, doutrina, e questões administrativas. Ela é encabeçada por um presidente, que atualmente é o Pastor americano Ted Wilson, cerca de 10 vice-presidentes, secretários e tesoureiros, além dos presidentes de todos os departamentos e ministérios da igreja a nível mundial e seus respectivos secretários. Os líderes das Divisões, Uniões, Associações, Missões, delegados de algumas igrejas locais e membros leigos reúnem-se a cada 5 anos e escolhem os líderes da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia por voto democrático nas sessões da Conferência Geral. A Associação Geral é responsável por todos os recursos financeiros, envio de ofertas para missões evangelísticas, construção de templos, formação, treinamento e envio de missionários para países sem presença adventista, missões evangelísticas globais, além de se responsabilizar pela unidade administrativa e doutrinária da igreja, combatendo heresias, movimentos independentes ou ministérios que possam de alguma maneira minar a unidade adventista. A sede da Associação Geral fica localizada em Washington - USA.
  • Sessão da Conferência Geral - São reuniões quinquenais administrativas. Nessas reuniões, faz-se presente cerca de 60 a 70 mil adventistas de todo o planeta, e os mesmos avaliam o crescimento da igreja mundial e traçam estratégias e projetos para o próximo quinquênio. Nestas reuniões, os votos são tomados democraticamente, o Manual da Igreja Adventista é revisado e alguma nova doutrina pode ser inserida, esclarecida ou ampliada.
  • Finanças - Os adventistas creem no sistema bíblico de dízimos e ofertas (Levítico 27:30-32; Salmos 96:8; Provérbios 3:9-10; Malaquias 3:8-12; Mateus 23:23; I Coríntios 9:13-14; II Coríntios 9:6-7). Os dízimos e ofertas voluntárias são coletados dos membros da igreja, contudo, não são utilizados diretamente pelas igrejas locais. Somente 60% das ofertas ficam nas igrejas locais para o pagamento de despesas como água, eletricidade, zeladoria, materiais didáticos, materiais de limpeza, compras de remédios, cestas básicas, etc. Os 40% restantes são enviados às Missões/Associações para compra de Bíblias, produção de folhetos, estudos bíblicos, CDs, DVDs, materiais para crianças, lições bíblicas, livros devocionais, pagamento de alugueis de igrejas, construções de igrejas, congressos, treinamentos, manutenção dos centros de mídia (TVs, Programas em TVs Seculares, Rádios, Sites da Internet, Evangelismos Via Satélite, etc), compra de projetores para igrejas locais, etc. As arrecadações são feitas voluntariamente e os membros têm total acesso à tesouraria da igreja local e/ou missão/associação para prestação de contas. Todo o dinheiro arrecadado é investido nas igrejas.

Os dízimos são repassados para as Associações/Missões que redistribui os mesmos nas despesas da associação incluindo o salário dos pastores. 10% de todo o dinheiro arrecadado vai para as Uniões locais que por sua vez são repassados também 10% para as Divisões que por sua vez são repassados também 10% para a Associação Geral, que em seguida, distribui as finanças para pagamento das necessidades da igreja. Os dízimos arrecadados são distribuídos de forma igualitária. Todos os pastores, obreiros e funcionários da igreja, independente do tamanho ou riqueza da congregação local, ou do seu cargo, recebem a mesma quantia, desta forma, nenhum pastor ganha mais que outro, e os membros também têm acesso ao relatório das finanças pastorais, se assim o desejarem. De fato, os próprios pastores também são dizimistas. Um outro detalhe entre os adventistas é que seus pastores não podem exercer uma outra função empregatícia, ou seja, nenhum pastor adventista pode ter um emprego secular sendo o seu serviço dedicado exclusivamente à igreja.

A Escola Sabatina também tem um plano sistemático de ofertas, onde no último sábado de cada trimestre, 25% das ofertas arrecadadas em todo o planeta é enviado para realização de algum projeto evangelístico em algum lugar específico do mundo. Durante o trimestre, semanalmente, os membros da igreja escutam relatórios e notícias das atividades evangelísticas realizadas no lugar em questão, e ao fim do trimestre, as ofertas são enviadas para o referido lugar (que varia a cada 3 meses)

O Manual da Igreja contém disposições para cada nível de governo, além de orientações para a criação de instituições educacionais, médicas, publicações e outras instituições que são vistos no contexto da chamada Grande Comissão. O último relatório sobre as finanças da Associação Geral afirmou que a cada ano mais de 20.000.000 de dólares são orçados para manutenção de missionários adventistas atuando em todo o planeta.[76]

Oficiais da igreja

Campus da Universidade Adventista em Loveland, Colorado - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Campus da Universidade Adventista em Loveland, Colorado

A pessoa ordenada na igreja adventista é conhecidos como ministro ou pastor. Os ministros não são eleitos nem empregados pelas igrejas locais, mas são nomeados pelas missões/associações locais, que lhes atribui responsabilidade sobre uma igreja ou um grupo de igrejas. A ordenação é o reconhecimento formal outorgado a pastores do sexo masculino geralmente após um certo número de anos de serviço. Atualmente, não se pode dar o título de "ordenado" as mulheres, embora algumas sejam empregadas no ministério, podendo ser encarregadas em algum departamento da igreja.[77]

Dentro de uma igreja local, existem leigos que podem ter cargos ordenados: são eles os anciões e diáconos. Eles são nomeados pelo voto de uma igreja local ou por uma reunião de comissão da igreja local. O Ancião têm um papel essencialmente administrativo e pastoral, mas também deve ser capaz de fornecer liderança religiosa (especialmente na ausência de um ministro ou pastor ordenado). O papel dos diáconos é contribuir para o bom funcionamento de uma igreja local e para manter a propriedade da igreja.

Membros

Gráfico com o crescimento da IASD ao longo dos anos - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Gráfico com o crescimento da IASD ao longo dos anos

O pré-requisito essencial para a adesão a Igreja Adventista é o batismo por imersão. De acordo com o manual da igreja, esse batismo só deve ocorrer depois que o candidato tiver sido submetido à instrução correta sobre o que a igreja acredita.

Em outubro de 2009, segundo dados da Igreja havia 11 049 101 membros batizados. Mais de um milhão de pessoas se uniram à Igreja Adventista num período de 12 meses (de 30 de junho de 2008 a 30 de junho de 2009), através do batismo e da profissão de fé. Até julho de 2010, a IASD já registrava cerca de 13.000.000 de membros. A igreja é uma das organizações de crescimento mais rápido do mundo, principalmente devido a aumentos de participação no desenvolvimento e ajuda das nações. Hoje, menos de 7% dos membros da igreja residem nos Estados Unidos. Grande parte deles estão na África e na América Central e América do Sul.

De acordo com o livro Uma Igreja Mundial, do historiador adventista George R. Knight, os adventistas chegaram a 1 milhão entre 1955 e 1961, crescendo para cinco milhões em 1986. Dados atuais mostram que na virada do século XXI, a igreja tinha mais de 10 milhões de membros, crescendo para mais de 14 milhões em 2005 e 16 milhões em 2009. Acredita-se que mais de 25 milhões de pessoas vão ao culto semanal em alguma igreja adventista ao redor do mundo. A igreja opera em 206 dos 230 países e áreas reconhecidas pelas Nações Unidas, tornando-se "provavelmente a mais difundida denominação protestante da história."

A igreja tem sido descrita como uma espécie de rede social, sendo considera uma "extensão da familia", e fazendo parte efetivamente da teoria dos "seis graus de separação" dentro da denominação.

Expansão

A IASD concentrou-se na América do Norte até 1874, quando John N. Andrews foi enviado para a Suíça como primeiro missionário oficial além-mar. A África teve seu primeiro contato com o adventismo em 1879, quando o Dr. H. P. Ribton, um recém-convertido na Itália, mudou-se para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto foi encerrado quando houve uma revolução nas redondezas da escola. O primeiro país não-protestante a ser atingido foi a Rússia em 1889 com a chegada de um ministro.

Em 20 de outubro de 1890 a escuna Pitcairn aportou em São Francisco, Califórnia e logo se ocupou em levar missionários para as Ilhas do Pacífico. Os adventistas do sétimo dia entraram em países não-cristãos pela primeira vez em 1894 – Costa Dourada, (Gana), África Ocidental, e Matabeleland, África do Sul. Neste mesmo ano missionários foram enviados à América do Sul, e em 1896 havia também representantes no Japão.

Em 1929, o pastor H.M.S. Richards transmitiu uma série de temas bíblicos na rádio KNX, em Los Angeles, Califórnia. Na ocasião, os amigos de Richards o repreenderam dizendo que usar o rádio para a pregação era um engano de satanás. Apesar das críticas ele prosseguir seu trabalho com grandes resultados, se tornando um pioneiro na pregação do Evangelho nos meios eletrônicos.

Em 1937, a série bíblica passou a ser apresentada em uma rede de rádio e transmitida em vários estados americanos. Foi ai que o programa passou a chamar-se A Voz da Profecia, programa que até hoje é transmitido em vários países e línguas.

A IASD tem apresentando um crescimento notável na América do Sul e África com atuação reconhecida na área de saúde. Nos Estados Unidos a denominação apresentou crescimento líquido de 11% no período de 1990 a 2001, segundo estudo da City University of New York,[78] indo de 668000 a 724000. Atualmente apresenta naquela localidade 908450 membros (crescimento de 25% em 5 anos).

Em um século e meio, a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresceu de um grupo de pessoas de várias denominações que estudavam a Bíblia, para uma comunidade mundial, totalizando em 2006 mais de 15 milhões de membros batizados e outros 6 milhões de simpatizantes espalhados em 208 países do globo. Estima-se que, levando-se em conta as crianças e outros membros ainda não batizados, como fazem as outras igrejas, o número de adventistas chegue aos 30 milhões.

O Adventismo no Brasil

Primeiro templo Adventista do Brasil, em Gaspar Alto-SC, inaugurado em 23 de março de 1898 - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Primeiro templo Adventista do Brasil, em Gaspar Alto-SC, inaugurado em 23 de março de 1898

No Brasil são 1.600.000 membros da IASD em 2008 sob a coordenação de sete Uniões que administram as Associações e Missões. As instituições da IASD do Brasil e de sete países latino-americanos formam a Divisão Sul Americana, com sede em Brasília, DF.

Adventismo em Portugal

Hoje existem cerca de 9 mil membros batizados. Porém, adicionando os jovens e crianças (a Igreja Adventista do Sétimo Dia defende o baptismo somente após tomada de consciência e de maturidade sobre a decisão que é individual), todos envolvidos no ministério jovem que é dividido em clubes: 6 a 9 anos denominados Tições, de 10 a 15 Desbravadores, de 16 a 21 de Companheiros e de 21 para cima Seniores. Os inscritos na Escola Sabatina, chegaram aos 15 mil membros.

Missão Adventista

Iniciado em 1870, o trabalho missionário adventista atinge atualmente mais de 210 países e territórios. Os trabalhadores da missão adventista pregam o Evangelho, promovem a saúde através de hospitais e clínicas ligadas a igreja, executam projetos de desenvolvimento para melhorar a qualidade de vida e proporcionar alívio em tempos de calamidade.

O alcance Missionário da Igreja Adventista do Sétimo Dia destina-se aos não-cristãos e aos cristãos de outras denominações. Os adventistas crêem que Cristo pediu a seus seguidores na Grande Comissão que alcançassem o mundo inteiro. Os adventistas são cautelosos, no entanto, para garantir que o evangelismo não impeçam ou interfiram nos direitos fundamentais do indivíduo. Liberdade Religiosa é uma postura que a Igreja Adventista apoia e promove.

Organização Missionária Adventista por Ordem de Estabelecimento em Cada País[79]

Estágio 1 – Organização e Estabelecimento da IASD / Início das Missões

  1. 1863 – Estados Unidos
  2. 1870 – Suíça
  3. 1872 - Canadá

Estágio 2 – Missões às Nações Cristãs

4. 1874 – Alemanha

5. 1876 – França

6. 1876 – Itália

7. 1877 – Dinamarca

8. 1878 – Egito

9. 1878 – Noruega

10. 1878 – Grã-Bretanha

11. 1878 – Irlanda

12. 1880 – Macedônia

13. 1880 – Suécia

14. 1885 – Austrália

15. 1885 – Romênia

16. 1886 – Ilhas Pitcairn

17. 1886 – Ucrânia

18. 1886 – Nova Zelândia

19. 1887 – Guiana

20. 1887 – Holanda

21. 1887 – Federação Russa

22. 1887 – África do Sul

23. 1888 – Polônia

24. 1888 – Hong Kong

25. 1889 – Turquia

Estágio 3 – Missões ao Mundo

______________________________ Fase 1 (1890 a 1894)

26. 1890 – Argélia

27. 1891 – Barbados

28. 1891 – Polinésia Francesa

29. 1891 – Honduras

30. 1892 – Antígua e Barbudas

31. 1892 – Nicarágua

32. 1892 – Finlândia

33. 1893 – Jamaica

34. 1893 – Bahamas

35. 1893 – Trinidad e Tobago

36. 1893 – Malawi

37. 1893 – México

38. 1893 – Índia

39. 1893 – Bulgária

40. 1894 – Zimbawe

41. 1894 – Ilhas Norfolk

42. 1894 – Ghana

43. 1894 – Argentina

______________________________ Fase 2 (1895 a 1898)

45. 1895 – Samoa

46. 1895 – Ilhas Coock

47. 1895 – Chile

48. 1895 – Tonga

49. 1895 – Ilhas Fiji

50. 1895 – Uruguai

51. 1895 – Ilhas Cayman

52. 1895 – Belize

53. 1895 – Brasil

54. 1895 – Colômbia

55. 1896 – Latívia

56. 1896 – Japão

57. 1896 – Guatemala

58. 1897 – Estônia

59. 1897 – Bélgica

60. 1897 – Islândia

61. 1898 – Sérvia

62. 1898 – Israel

63. 1898 – Irlanda

64. 1898 – Suriname

Estágio 4 – Missões ao Mundo

______________________________ Fase 1 (1899 a 1903)

65. 1899 – Ilhas St. Keets e Nevis

66. 1899 – Grécia

67. 1899 – Lesoto

68. 1900 – Paraguai

69. 1900 – Indonésia

70. 1901 – Porto Rico

71. 1901 – Panamá

72. 1901 – República Tcheca

73. 1901 – Ilhas Virgens Britânicas

74. 1901 – Hungria

75. 1902 – Mianmar

76. 1902 – Áustria

77. 1903 – Líbano

78. 1903 – Espanha

79. 1903 – República Unida da Tanzânia

80. 1903 – Bermudas

81. 1903 – China Continental

______________________________ Fase 2 (1904 a 1906)

82. 1904 – República Democrática da Coreia do Norte

83. 1094 – República da Coreia do Sul

84. 1904 – Portugal

85. 1904 – Geórgia

86. 1094 – Singapura

87. 1904 – Sri Lanka

88. 1904 – Cuba

89. 1904 – Dominica

90. 1904 – Equador

91. 1904 – Granada

92. 1904 – Eslováquia

93. 1905 – Haiti

94. 1905 – Peru

95. 1905 – Zâmbia

96. 1905 – Bósnia Herzegovina

96. 1906 – Quênia

98. 1906 – Serra Leoa

99. 1906 – Bangladesh

100. 1906 – Azerbaijão

101. 1906 – Bolívia

102. 1906 – Filipinas

Instituições da Igreja

O Biblical Research Institute é o centro de pesquisa teológica da Igreja.

O Ellen G. White Estate foi criada em 1915 depois da morte de Ellen White, conforme especificado em seu testamento legal. Sua finalidade é atuar como zelador e pesquisador de seus escritos. Desde de 2006 o conselho conta com 15 membros. O Ellen G. White Estate também hospeda o site oficial [www.whiteestate.org].

O Geoscience Research Institute, sediado em Loma Linda University, foi fundada em 1958 para investigar as evidências científicas sobre as origens da vida. É uma instituição criacionista.

Publicações

Rede Novo Tempo de TV, Rádio e Internete. Órgão oficial de comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Rede Novo Tempo de TV, Rádio e Internete. Órgão oficial de comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil.

A publicação e distribuição de literatura foram os fatores mais importantes no crescimento do Movimento Adventista. O Adventist Review and Sabbath Herald (atual Adventist Review), o principal periódico da igreja, foi fundado em Paris, Maine, em 1850; a Youth Instructor em Rochester, Nova York, em 1852; e a Signs of the Times em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a funcionar em 1855 e foi legalmente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicações dos Adventistas do Sétimo Dia.

No Brasil, a Casa Publicadora Brasileira é a editora oficial da igreja adventista, enquanto que em Portugal é a Publiadora SerVir.

Atualmente o principal meio de divulgação das publicações adventistas é a colportagem.

Organismos sociais

O Instituto de Reforma de Saúde, mais tarde conhecido como Sanatório de Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a sociedade de trabalho missionário foi organizada a nível de estados em 1870. A primeira escola da rede mundial de ensino da Igreja foi estabelecida em 1872, e em 1877 deu-se início à associação de Escolas Sabatinas. Em 1903 o escritório central da denominação mudou-se de Battle Creek, Michigan, para Washington, DC, e em 1989 para Silver Spring, Maryland.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), é uma organização não governamental de âmbito mundial presente em mais de 120 países entre os quais o Brasil.

ADRA é uma agência internacional de desenvolvimento e ajuda humanitária. Ela focaliza primariamente a sustentação, com projetos de desenvolvimento a médio-prazo.

Instituições de saúde

Centro Médico Hospitalar de South Hills, Universidade de Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Centro Médico Hospitalar de South Hills, Universidade de Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos.

Existe uma ênfase da Igreja Adventista na reforma de saúde e na abstinência do álcool e do fumo. A igreja organiza periodicamente cursos "Como Deixar de Fumar em 5 dias", de abordagem comportamental ao vício tabágico através de palestras por profissionais de saúde, sem caráter proselitista.

Sobre este aspecto, a forte ênfase sobre saúde e hábitos alimentares foi objeto de estudo do Governo dos Estados Unidos, através do NIH, que constatou entre adventistas do estado da Califórnia uma sobrevida maior de sete anos em relação a população em geral.

Os Adventistas administram um grande número de hospitais e instituições relacionadas a saúde. Sua maior escola de medicina e hospital na América do Norte está localizado na Universidade Loma Linda; em seu anexo, o Medical Center. Em todo o mundo, a Igreja administra uma ampla rede de hospitais, clínicas e sanatórios. Estes desempenham um papel ao redor do planeta de disseminar a mensagem de saúde e as missões.

A Adventist Health System é a maior organização sem fins lucrativos, protestante, do sistema de saúde multiinstitucional nos Estados Unidos. O sistema de saúde é patrocinado pela Igreja Adventista e cuida de mais de 4 milhões de pacientes por ano. Atualmente existem no mundo 532 instituições de saúde adventistas.

Educação Adventista

Newbold College, Binfield, Inglaterra. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Newbold College, Binfield, Inglaterra.

A IASD mantém um sistema unificado de educação protestante no mundo. Operam 7.500 unidades de educação básica, ensino médio e universitário, incluindo faculdades, seminários e escolas médicas em mais de 150 países. Este sistema envolve 75 mil professores e 1,5 milhões de estudantes.[80] O sistema tem clara definição por ensino religioso agregado, defesa do criacionismo, porém aceita estudantes de todas as religiões.

A Rede possui duas publicações a nível mundial que servem de apoio a sua missão. A Revista da Educação Adventista, um periódico bimestral destinado a professores e gestores educacionais: cada edição apresenta artigos de variados temas relacionados à educação cristã.

Já a Revista Diálogo Universitário é uma publicação voltada para estudantes do nível Superior de ensino: aborda questões relativas à interface entre o cristianismo e a cultura contemporânea. A Diálogo possui leitores em mais de 100 países, pois é impressa em quatro línguas: português, inglês, francês e espanhol.

Praça da Amizade na Faculdade Adventista da Bahia, Capoeiro Sul, Bahia, Brasil. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Praça da Amizade na Faculdade Adventista da Bahia, Capoeiro Sul, Bahia, Brasil.

América do Sul Na América do Sul são mais de 850 instituições com aproximadamente 230 mil alunos distribuídos em Ensino Fundamental, Médio e Superior. Mais de 140 mil no Brasil e 90 mil no Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai. Cerca de 15 mil professores são responsáveis pela formação integral dos estudantes, visando o preparo físico, mental e espiritual.

Em 1896 começou a funcionar em Curitiba, Paraná, o Colégio Internacional sob a direção de Guilherme Stein Jr. A partir daí, o trabalho educacional cresceu e muitas escolas foram agregadas a essa, formando a Rede da Educação Adventista no país. Atualmente, a rede conta com mais de 300 unidades escolares, 8.440 professores que atendem cerca de 140 mil alunos. Além destas unidades, a organização mantém 15 colégios em regime de internato, sendo que 12 oferecem da Educação Básica à Pós-Graduação e um Centro Universitário (UNASP).

Oposição aos adventistas

Alguns grupos religiosos classificam a Igreja Adventista de "seita" [81] . Esse termo é usado principalmente por líderes religiosos apologéticos como um mecanismo de autodefesa, destinado a inibir as pessoas de se relacionarem com pretensos "hereges". Em relação aos adventistas, diferentes justificativas têm sido sugeridas para considerá-los como sectários. Uma das mais comuns é a alegação de que os adventistas advogam algumas doutrinas distintivas (como a observância do sábado, a inconsciência dos mortos, destruição final dos ímpios, o juízo investigativo pré-advento) não compartilhadas pela maioria dos cristãos.[82]

Defesa Adventista

Veja algumas características de uma seita: 1. Substitui a Jesus por um líder humano ou nega a divindade Dele; 2. Substitui a Bíblia pelas tradições humanas ou por crenças consideradas heresias na Bíblia; 3. Usa da coerção para fazer com que seus seguidores sigam suas opiniões, bloqueando assim liberdade de escolha destes.

De acordo com o livro "Nisto Cremos", que corresponde às crenças oficiais da Igreja Adventista do Sétimo Dia, os adventistas não sustentam nenhum dos pontos elencados acima. Pelo contrário! Afirma categoricamente sua sua crença na liderança e divindade de Cristo, na infalibilidade da Bíblia como única regra de fé e concede liberdade aos seus membros para agirem de acordo com suas consciências. Comentando a respeito do conceito para "seita" e do que pode ser entendido como uma igreja cristã, Eddie Gibbs, renomado escritor evangélico em seu livro Church Next (Downers Grove, IL: Inter Varsity Press, 2000) à página 54, se expressou da seguinte forma:

“Podemos definir igrejas evangélicas como aquelas que têm se comprometido com certos fundamentos teológicos inegociáveis. Isto inclui:

“1) A natureza de Deus revelado como três em uma Trindade;

“2) A singularidade de Jesus Cristo como o Filho de Deus, que é completamente divino, contudo, tornou-se plenamente humano através de Sua encarnação;

“3) Os evangélicos mantêm a crença de que Deus escolheu revelar-Se a Si mesmo para a humanidade através dos atos poderosos dEle e palavra falada fielmente registradas nas Escrituras e supremamente revelada na pessoa de Cristo;

“4) Eles insistem na necessidade universal de salvação e na singularidade do trabalho salvador de Cristo para trazer perdão, livramento, regeneração, adoção e santificação;

“5) Eles são encorajados pela segura esperança do retorno pessoal de Cristo;

“6) Afirmam que todas as pessoas irão postar-se diante de Deus no julgamento final;

“São estas convicções inamovíveis que constituem a base para a dedicação dos evangélicos à evangelização mundial”.

Diante do exposto, em seu bojo doutrinário, a Igreja Adventista do Sétimo Dia preenche todos os requisitos que fazem dela uma DENOMINAÇÃO CRISTÃ PROTESTANTE, e não uma seita. Ainda assim, diante das críticas de que os adventistas são uma seita, em sua defesa, a Igreja Adventista cita várias passagens bíblicas que comprovam e sustentam suas doutrinas, entre elas Atos 24: 14 "Porém confesso-te isto: que, segundo o caminho, a quem chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei, e nos escritos dos profetas." Apocalipse 14:12 "Eis aqui a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus."

Críticas

A Igreja Adventista tem recebido algumas críticas ao longo de sua história das mais diversas tendências religiosas. Entre os pontos mais criticados estão as suas doutrinas distintas ou heterodoxas tais como o juízo investigativo, a guarda do sábado, regras alimentares, o rebatismo, o status de Ellen G. White como profetisa dentro da igreja e o comportamento exclusivista de alguns membros da denominação. Os maiores críticos são ex-adventistas, como DM Canright, Walter Rea e Ratzlaff Dale. Além disso a Igreja é criticada pela sua postura contrária ao ecumenismo.

Em meados de 1970, apareceram duas facções dentro da teologia adventista. Os adventistas históricos defendiam posições doutrinárias que faziam parte da crença da maioria dos adventistas antes de 1950. Já os adventista progressistas enfatizavam uma melhor compreensão das doutrinas que vieram da Reforma, em especial a da Justificação pela Fé, buscando assim um maior diálogo com o cristianismo evangelicalista. Esses dois grupos criaram várias controvérsias dentro da denominação, levando a igreja a uma turbulência interna. Até o início de 1980, alguns adventistas progressistas foram disciplinados pela denominação.

Doutrinas

Algumas doutrinas adventistas são distintas e exclusivas da denominação, quando comparadas com outras igrejas cristãs. Elas são consideradas heterodoxas pelos críticos, o que faz com que alguns segmentos protestantes os vejam como um grupo diferenciado, enquanto alguns seguimentos pentecostais rotulem os adventistas como uma seita. Esta concepção origina-se do fato de que determinadas crenças adventistas diferem, em grande parte, do pensamento católico-medieval, de certa forma ainda permeia alguns aspectos doutrinários da linha protestante oriunda do período reformista. Os ensinamentos tidos como heterodoxos são o aniquilamento no lugar da crença no inferno e tormento eterno; a crença no juízo investigativo e alguns pontos de vista escatológicos. Além disso, os adventistas têm sido frequentemente acusados de legalismo, por causa de sua ênfase sobre a observância da lei de Deus, sobretudo sua ênfase na guarda do sábado como "pedra de toque" nos assuntos finais da história humana.

Alguns especialistas em religião, como Anthony Hoekema, classificaram o adventismo como um grupo sectário por causa de suas doutrinas atípicas. Depois das reuniões e discussões dos adventistas com as denominações protestantes conservadoras nos anos 1950, boa parte dos protestantes passaram a considerar o adventismo como uma denominação cristã, apesar de suas crenças distintas. Notavelmente, Billy Graham convidou os adventistas a fazerem parte de suas cruzadas após Donald Barnhouse, um protestante conservador e editor da revista Eternity afirmar que os adventistas são cristãos, em 1956. Walter Martin, considerado por muitos como o maior apologista cristão contra as seitas, escreveu o livro A verdade sobre os adventistas do sétimo dia (1960). A obra marcou um ponto de virada na forma como os protestantes passaram a visualizar os adventistas:

"É perfeitamente possível ser um adventista do sétimo e ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo, apesar das crenças heterodoxas."

Walter Martin, O Império das Seitas

Chegara, então, à conclusão de que a denominação não era uma seita, mas sim "descomunal", em comparação à crencas e práticas de outros protestantes.

Entretanto, pouco antes de morrer, Martin afirmou que ele tinha algumas preocupações sobre a forma como eram tratados alguns assuntos teológicos dentro do adventismo. Sua preocupação advinha da demissão de líderes considerados adventistas progressistas, como Desmond Ford. Martin chegou a perguntar por que o livro Questões sobre Doutrinas (QOD) - um documento fundamental para a avaliação do adventismo como uma denominação protestante por ele tinha sido autorizado a sair de circulação. Atualmente, o livro "Questões Sobre Doutrina" continua com ampla circulação entre as publicadoras adventistas, e no Brasil é vendido pela Casa Publicadora Brasileira[83] .

Outra preocupação de Walter Martin era o grau de autoridade que é dado a Ellen G. White na interpretação da Bíblia. Martin planejou escrever um novo livro sobre a igreja adventista do sétimo dia com a ajuda de Kenneth R. Samples, que era autor de From Controversy to Crisis: An Updated Assessment of Seventh-day Adventism. No livro, Samples sustenta a mesma visão de Martin que dizia que era considerado evangelicalista "esse segmento do adventismo que mantém a posição expressa no QOD e é expressa no movimento adventista progressista das últimas décadas". Entretanto, a pesquisa dos dois reconheceu que o adventismo histórico, que era considerado "teologicamente falido", parecia ter "ganhado o apoio de muitos administradores e dirigentes (pelo menos em Glacier View)"; e parecia "estar se movendo além de uma série de posições tomadas em QOD".

Ellen G. White e seu Status

Ellen G. White - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Ellen G. White

O status de Ellen G. White como uma profetisa moderna tem sido muitas vezes criticado. Argumenta-se que a crença no "Dom de Profecia" – como é conhecida a doutrina da crença entre os adventistas – contraria o principio protestante do sola scriptura. Em resposta, os adventistas têm afirmado que o conceito de um profeta contemporâneo não é proibido pelas Escrituras, e que a Bíblia continua a ser a autoridade máxima de e prática. Os adventistas também afirmam que os escritos de Ellen White estão todos sujeitos à Bíblia e que nenhuma de suas crenças é baseada em qualquer sonho, visão ou declaração da profetisa. Apontam, então, para o fato de que a própria Bíblia declara a existência do dom profético como prova cabal da atuação do Espírito Santo e como característica da igreja de Deus nos últimos dias (Atos 2:17 e 18; I Coríntios 14:1 a 5, 24 e 25; Efésios 4:11 a 13; Apocalipse 12:17 e 19:10)

Os críticos, como o ex-pastor Walter T. Rea, acusaram Ellen White de plágio. No livro The White Lie --"A Mentira Branca"-trocadilho com seu sobrenome e a expressão inglesa que significa "disfarce,"- Rea afirma que os empréstimos literários feitos por Ellen eram mais amplos do que supunham os adventistas. Na época, a Associação Geral pediu ao erudito em Novo Testamento com experiência em análise textual, Fred Veltman, estudar a fundo o uso feito por Ellen White de empréstimos literários no seu livro O Desejado de Todas as Nações[84] . Após cinco anos de estudos em tempo integral, Veltman concluiu que Ellen White havia realmente tomado emprestadas várias das construções sintáticas que apresentava como suas e não eram empréstimos cegos. Pelo contrário, ela "utilizou os escritos de forma consciente e intencional"[85] . O estudo resultou em um relatório com mais de 2.500 páginas conhecido também como Veltman Report.

Os defensores dos escritos de Ellen White argumentam que a natureza dos empréstimos literários feitos pela profetisa devem ser considerados dentro do contexto que era aceito na época, ou seja, os escritores do século XIX frequentemente tomavam emprestadas palavras de outros escritores a fim de apresentar suas próprias ideias. Os defensores também argumentam que as fontes donde Ellen White teria feito empréstimos literários eram conhecidas de seus leitores, eliminando assim o risco de ela ter tido a intenção de enganar. A própria Ellen White afirmou, na introdução do seu livro O Grande Conflito, que havia usado obras de outros autores sem atribuição. Isso porque essa era uma prática comum entre os escritores religiosos da época.

Muitos comentários críticos circulam na internete sobre a pessoa de Ellen G. White. Tais comentários, todavia, foram analisados por estudiosos adventistas e não-adventistas, e chegou-se à conclusão de que tais argumentações eram mitos inverídicos e falaciosos que tendiam lançar uma imagem distorcida e falsa sobre a pessoa de Ellen G. White. Todas as acusações feitas contra ela são apenas repetições de acusações feitas nos tempos em que ela mesma vivia, e apenas são reprisadas por pessoas que não conhecem a história do adventismo a fundo, o que redunda apenas numa falácia comprovadamente inverídica[86] [87] [88] .

Ressalta-se que as acusações do livro "A Mentira Branca" foram devidamente respondidas e replicadas com fontes autorizadas e comprovadas, o que imputou ao livro uma situação aleivosa e irreal[89] . Acusações falsas e iminentemente maldosas, feitas no intuito de lançar sombras sobre a Sra. White, tais como racismo, profecias falsas e a doutrina da "porta fechada", foram comprovadamente desmentidas e documentadas[90] [91] [92] [93] .

É digno de nota o reconhecimento e as moções de honra seculare, inclusive de academias e universidades protestantes não-adventistas, sobre os escritos de Ellen G. White nas áreas de saúde, família e educação [94] [95] [96] [97] [98] . Recentemente, Ellen White foi reconhecida pelo Governo Americano como uma das 100 americanas mais influentes do mundo[99] [100] e seu livro "O Desejado de Todas as Nações" foi premiado pela Biblioteca do Contgresso dos Estados Unidos, como o maior best seler já escrito sobre a vida de Jesus[101] .

Legalismo

Acusações de legalismo para com os adventistas do sétimo dia têm sido levantadas em decorrência de seus doutrinas referentes à perpetuidade da Lei de Deus (os dez mandamentos), e em especial em relação à guarda do sábado. O historiador George R. Knight, em seu livro "Para Não Esquecer" [102] , página 244, relata que esta concepção errônea decorre do fato de que os primeiros adventistas davam grande ênfase nas doutrinas distintivas como a volta de Jesus, o estado de inconsciência dos mortos, o santuário celestial, o juízo investigativo, a lei de Deus e o sábado, abordando de forma menos intensa das doutrinas compartilhadas de modo geral entre as igrejas cristãs daquela época, como o batismo por imersão, a natureza de Cristo, Sua morte e ressurreição, a justificação pela fé e a salvação pela graça. No entanto, quando Ellen G. White percebeu que a igreja corria o risco de cair vítima do legalismo, ela mesma despertou a liderança da igreja para a principal mensagem dos adventistas do sétimo dia: Jesus e Sua justificação, possibilitada por meio da fé, que salva e transforma todo aquele que crê. Assim se manifestou Ellen White, sobre a justificação pela fé, posicionando-se contra o legalismo, mesmo diante das críticas de parte da liderança da sua época:

"Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos, para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom de Sua justiça ao impotente ser humano. Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a tercei­ra mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida. "O Salvador crucificado deve aparecer em Sua eficaz obra como o Cordeiro sacrificado, sentado no trono, para dispensar as inestimáveis bênçãos do concerto, os benefícios que Sua morte concederia a cada alma que nEle cresse. João não podia exprimir em palavras esse amor; era profundo e amplo demais; ele apela à família humana para que o contemple. Cristo intercede pela igreja nas cortes celes­tiais, lá em cima, rogando por aqueles por quem pagou o preço da redenção - Seu sangue. Os séculos, o tempo, nunca poderão diminuir a eficácia de Seu sacrifício expiatório"

"A mensagem do evangelho de Sua graça devia ser dada à igreja em linhas claras e distintas, para que não mais o mundo dissesse que os adventistas do sétimo dia falam na lei, mas não ensinam a Cristo nem nEle crêem.

"A eficácia do sangue de Cristo devia ser apresentada ao povo com vigor e poder, para que sua fé se pudesse apropriar de Seus méritos. Como o sumo sacerdote espargia o sangue quente sobre o propiciatório, enquanto a fragrante nuvem de incenso ascendia diante de Deus, assim, ao confessarmos os nossos pecados, e rogarmos a eficácia do sangue expiador de Cristo, devem as nossas orações ascen­der ao Céu com a fragrância dos méritos do caráter de nosso Salvador. Não obs­tante nosso demérito, devemos ter sempre em mente que há Um que pode tirar o pecado e salvar o pecador. Todo o pecado reconhecido diante de Deus com um coração contrito, Ele removerá. Tal fé é a vida da igreja. [...]

"A menos que torne a ocupação de sua vida contemplar o Salvador levantado, e pela fé aceite os méritos que é seu privilégio suplicar, não mais poderá o pecador ser salvo do que podia Pedro andar sobre as águas, a não ser que conservasse os olhos bem fixados em Jesus. Ora, é o propósito determinado de Satanás eclipsar a visão de Jesus e levar os homens a olhar para o homem, a no homem confiar, e serem educados a esperar auxílio do homem. Por anos tem estado a igreja olhando para o homem, e dele muito esperando, mas sem olhar para Jesus, em quem Se centraliza nossa esperança de vida eterna. Portanto, Deus deu a Seus servos um tes­temunho que apresentava a verdade como esta é em Jesus, e que é a terceira men­sagem angélica, em linhas claras e distintas. [...] Este é o testemunho que deve ir por toda a largura e extensão do mundo. Apresenta a lei e o evangelho, unindo os dois num todo perfeito" (Testemunhos para Ministros, p. 91 a 94, itálico acrescentado), Retirado do Livro "Para Não Esquecer", págs. 244 e 245 [103] .

Neste momento histórico, graças aos esforços de Ellen G. White e dos pastores William Clarence White, Ellet Waggoner e Alonzo Jones, os adventistas do sétimo dia reacenderam novamente a chama da justificação pela fé, e reconfirmaram sua crença na salvação pela graça, rejeitando toda e qualquer tentativa de salvação mediante o legalismo.

Os adventistas do sétimo dia não aceitam e nem apoiam a crença de salvação mediante obediência à Lei de Deus. Como cristãos firmados na Bíblia, os adventistas são radicalmente contra o legalismo, de acordo com os claros ensinos registrados na Epístola de Paulo aos Gálatas. Para os adventistas, a lei tem função de conduzir a Cristo (Romanos 10:4, Gálatas 3:24) e apontar o pecado (Romanos 4:15 e 5:13), mas é incapaz de salvar (Romanos 3:27 e 28). No entanto, todo aquele que foi salvo pela graça, foi salvo para obedecer à Lei (Efésios 2:8 a 10, I João 5:1 a 4) e tem os mandamentos de Deus gravados no coração (Hebreus 8:7 a 13), passando a viver uma vida de obediência pela fé (Apocalipse 14:12). Assim sendo, os adventistas creem na salvação pela graça, e creem que o salvo vive uma vida renovada, de completa obediência a Deus pela fé [41] .

Exclusivismo

Por fim, alega-se que certas crenças adventistas e suas práticas são de natureza exclusivista. Críticos não-adventistas têm se preocupado sobre o fato de a igreja Adventista ser considerada a "igreja remanescente", enquanto os protestantes tradicionais e a Igreja Católica são chamados de Babilônia. Tais atitudes servem para legitimar o proselitismo de cristãos de outras denominações. Em resposta a tais críticas, teólogos adventistas afirmam que a doutrina do remanescente não exclui a existência de verdadeiros cristãos de outras denominações, mas faz os adventistas se preocuparem com as instituições. Argumentam que o “povo meu”, reportado no capítulo 18, verso 4, do livro de Apocalipse, seriam os muitos verdadeiros adoradores de Cristo que estariam na aludida ‘Babilônia’, embora sob terna e especial atenção de Deus. Segue abaixo Documento Oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre seu pensamento relativo às outras comunidades religiosas.

Regulamentos da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, nº 75[104] :

1. Reconhecemos aquelas agências que exaltam a Cristo diante das pessoas como parte do plano divino para a evangelização do mundo e temos em alta estima os homens e mulheres cristãos de outras denominações que estão empenhados em ganhar almas para Cristo.

2. Quando a obra fora de nossa divisão nos põe em contato com outras sociedades e organismos religiosos cristãos, o espírito de cortesia cristã, franqueza e justiça deve prevalecer em todas as ocasiões.

3. Reconhecemos que a verdadeira religião baseia-se na consciência e na convicção. Portanto, deve ser nosso constante propósito que nenhum interesse egoísta ou vantagem temporal atraia qualquer pessoa para nossa comunhão e que nenhum vínculo retenha qualquer membro a não ser a convicção de que deste modo é encontrada a verdadeira comunhão com Cristo.

Se a mudança de convicção levar um membro de nossa igreja a não se sentir mais em harmonia com a fé e a prática adventistas, reconhecemos não somente o seu direito mas também a sua responsabilidade de mudar, sem opróbrio, sua filiação religiosa, conforme suas crenças. Esperamos que outros organismos religiosos atuem no mesmo espírito de liberdade religiosa.

4. Antes de admitir membros de outras organizações religiosas como membros de nossa igreja, deve ser exercido cuidado para verificar se os candidatos são movidos a mudar sua filiação religiosa por convicção religiosa em consideração à sua relação pessoal com Deus.

5. Uma pessoa sob censura de outra organização religiosa por transgressão claramente confirmada dos princípios morais ou do caráter cristão não será considerada candidata aceitável para ser membro da Igreja Adventista até que haja evidência de arrependimento e reforma.

6. A Igreja Adventista não pode limitar sua missão a áreas geográficas restritas, devido à sua compreensão do mandato da comissão evangélica. Na providência de Deus e no desenvolvimento de Sua obra em prol da humanidade, organismos denominacionais e movimentos religiosos têm surgido de vez em quando para dar ênfase especial a diferentes fases da verdade do evangelho.

Na origem e surgimento do povo adventista, foi posta sobre nós a responsabilidade de enfatizar o evangelho da segunda vinda de Cristo como um acontecimento iminente. Isso requer a proclamação das verdades bíblicas no contexto da mensagem especial de preparação conforme descrita na profecia bíblica, principalmente em Apocalipse 14:6-14. Esta mensagem comissiona a pregação do “evangelho eterno a toda nação e tribo e língua e povo”, chamando para ela a atenção de todas as pessoas, em toda parte. Qualquer restrição que limite o testemunho a áreas geográficas específicas se torna, portanto, uma redução da comissão ‘ evangélica. A Igreja Adventista também reconhece o direito de outras crenças religiosas operarem sem restrições geográficas.

"Reconhecemos plenamente o fato alentador de que um grande número de verdadeiros seguidores de Cristo estão espalhados por todas as igrejas diferentes da cristandade, inclusive a comunhão católica romana. Essas pessoas, Deus claramente reconhece como seus e não fazem parte da ‘Babilônia’ retratada no Apocalipse".

Questões sobre Doutrinas, pág. 197

"Deus tem filhos, muitos deles nas igrejas protestantes, e um grande número nas igrejas católicas, que são mais fiéis para obedecer à luz e para proceder de acordo com o seu conhecimento do que um grande número entre os adventistas observadores do sábado que não andam na luz."

Ellen White, Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 386

Ministérios Independentes, Ramificações e Divisões

Ministérios independentes

Igreja Adventista do Sétimo Dia, campus da Universidade Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos. - Igreja Adventista do Sétimo Dia
Igreja Adventista do Sétimo Dia, campus da Universidade Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos.

Os adventistas prezam por sua unidade de fé e de organização, mas já surgiram em seu seio inúmeros grupos dissidentes não ligados à Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, com congregações que não constam no rol de membros das Uniões, Missões e Distritos locais. Há também movimentos e correntes organizadas internamente entre membros, como os Adventistas Progressistas e os adventistas carismáticos.

Além dos ministérios e das instituições que são formalmente administradas pela Igreja Adventista, existem numerosas organizações e ministérios independentes. Entre esses ministérios, estão inclusos vários centros de saúde, hospitais, editoras, ministérios de mídia e organizações de ajuda humanitária. Um bom número de ministérios independentes foi estabelecido por grupos dentro da Igreja Adventista que possuem uma posição teológica distinta ou que tem um desejo de promover uma mensagem específica. Alguns desses ministérios têm uma relação tensa com a igreja oficial. Recentemente, a instituição manifestou[carece de fontes?] preocupação por causa da possibilidade desses ministérios ameaçarem a unidade adventista.

Desdobramentos e cismas

Ao longo da história da denominação, tem havido uma série de grupos que deixaram a igreja e formaram seus próprios movimentos. Estes, não são afiliados à Igreja Adventista do Sétimo dia de qualquer forma. Eles operam em seu próprio sistema de crenças e são considerados inteiramente separados da igreja. Entre esses grupos temos, por exemplo, a Igreja de Deus do Sétimo Dia, a Igreja Adventista da Promessa, a Igreja Adventista da Reforma, a Igreja Adventista da Completa Reforma, a Igreja Cristã Adventista e a Igreja Cristã do Advento.

Ver também

Referências

Receiving the Word: How New Approaches to the Bible Impact Our Biblical Faith and Lifestyle
Samuel Koranteng-Pipim (1996)
Throughout centuries the Bible has come under vicious attack from critics outside the church. In some instances, the Bible was ridiculed, banned, and even burned. Yet the Bible survived as the inspired, trustworthy, and authoritative revelation of God's will.Today, however, an assault on the Bible is coming from people claiming to be Christians and occupying positions of responsibility in the church. A careful look at contemporary theological scene will reveal that much of today's theological activity is directed towards discrediting the Bible or creating doubts over its trustworthiness and absolute reliability. Many theologians in the classrooms, many preachers in the pulpits, and many leaders in administrative positions are subtly creating doubts in the minds of their hearers by suggesting that the Bible can no longer be fully trusted on almost any issue. Contrary to the claims of the Bible, these dissenting theological voices allege that fulfilled prophecies of the Bible were actually written after the events took place. The Bible's history, they say, is not historical, its science is not scientific, its stories are myths, its facts are fables, its heroes were immoral, and its ethics are not practical today. All these they present as new views of the Bible that will bring about a greater appreciation of the beauty of the Bible! To make this perspective palatable to unsuspecting believers, these critics have come up with different theories to explain the nature of the Bible (inspiration) and the appropriate method for its interpretation. This book (Receiving the Word) is one of the few works that effectively explains the root cause of the doubts over the Word of God. It explains and addresses the core issues raised by contemporary higher-criticism (the historical-critical method). Christians of all stripes--not just Seventh-day Adventists--will be greatly benefited by this insightful book. At the heart of the Christian faith is the authority of the Bible. Considerable confusion abounds today over the nature of biblical authority and its interpretation.
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